A Grécia poderá acolher o novo Mediterranean Grand Prix

Bernie Ecclestone, presidente da FOM, a empresa organizadora das temporadas de Fórmula 1, afirmou a alguns jornalistas que pretende encontrar-se com o Primeiro Ministro grego ou com o Presidente da Câmara de Keratsini-Drapetsona (a cerca de 9Km de Atenas), para discutir uma possível prova citadina no território, que se chamaria Grande Prémio Mediterrânico.

O projecto já é discutido desde 2009, segundo a FoxSports, e a realizar-se seria pago com fundos privados e promovido pela Dielpis, mas pouco mais destes pormenores se sabe. Apenas foi confirmado, que a FOM já registou, como é seu apanágio, o nome «Formula 1 Mediterranean GP», querendo dizer que, mesmo que não seja na Grécia, ou neste conceito, mais tarde ou mais cedo realizar-se-á um Grande Prémio Mediterrânico.

Pelo que se diz até já está escolhido o arquitecto para desenhar o circuito, recaindo desta vez a escolha no grego Athanasios Papatheodorou e não no alemão Hermann Tilke, normalmente escolhido para projectar os circuitos de F1. O arquitecto grego encarregue pelo circuito, afirmou que «o próprio Primeiro-Ministro apoiou totalmente a iniciativa de se organizar corridas de F1 e está desejoso das instruções da federação internacional para realizar o projecto da Dielpis F1.»

O possivel traçado do Mediterranean GP (foto: Diepis F1, in motosport.com)

Mil milhões de dólares de investimento

Pelas contas da CNN, serão precisos cerca de 1 bilião de Dólares, cerca de 750 milhões de Euros, para a construção do circuito e para receber as provas de F1, normalmente sendo um acordo para 10 anos, pagos à FOM.

Lembramos que a Grécia, juntamente com Portugal e Irlanda, recebeu de empréstimo cerca de 150 biliões de Euros e tem ainda uma taxa de desemprego altíssima, que ronda os 27% da população grega. Será muito difícil de explicar um investimento tão grande numa área não prioritária, mesmo partindo do princípio que sejam fundos privados.

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