A dança das cadeiras continua na Caterham
Caterham continua a leiloar o lugar de Kobayashi ( foto: Caterham)

A dança das cadeiras continua na Caterham

Depois de Lotterer, é a vez de Roberto Merhi fazer a sua estreia num F1. Mais uma na Caterham que parece querer usar este esquema para ganhar mais algum dinheiro.

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Fábio Mendes

A Caterham continua a colocar um dos seus carros à disposição de quem tiver dinheiro para comprar. Uma espécie de Test Drive para quem quiser e tiver meios para isso. O preço está fixado em 400.000 euros por corrida e há vários pilotos que poderão usar isso.


O primeiro a usar esta nova “filosofia” foi Lotterer, acutal piloto Audi no WEC, que rodou quanto pôde em Spa.

Lotterer teve a oportunidade de rodar em Spa com a Caterham mas recusou repetir em Monza ( Foto: Caterham)

Segundo as informações Lotterer seria também o piloto para Monza, mas a inclusão de Roberto Merhi, que irá fazer a FP1 levou a que o alemão desse um passo atrás. Segundo Lotterer, só faria sentido pilotar no GP de Monza se tivesse mais tempo no carro de forma a tornar-se competitivo. Assim com  a FP1 já entregue, Lotterer recusou a proposta da Caterham e como tal será Kobayashi a pilotar em Itália.

Quem fica a lucrar é Merhi, actualmente a competir no WSR3.5 que vai ter a oportunidade de rodar num F1 e talvez tentar convencer os responsáveis pela equipa a ficar a tempo inteiro. Merhi esteve dois anos no DTM antes de se mudar para o WSR3.5, com o apoio da Mercedes, onde agora é 2º clssificado O espanhol afirma que não pagou para rodar no Caterham na próxima sexta feira, mas da maneira como a equipa está a colocar em leilão o lugar de piloto é difícil de acreditar.

Falou-se também na hipótese de Sainz Jr. que já foi apontado como possibilidade para o próximo ano na Caterham ter também uma hipótese de correr já este ano, com o patrocinio da Red Bull.

Merhi irá rodar sexta na FP1 e pensa já em correr num GP ainda este ano ( foto: autosport)

É uma situação que não é boa para os pilotos que iniciaram a época, principalmente Kobayashi, que vê o seu trabalho desvalorizado e o seu talento menosprezado. E é igualmente pouco abonatória para a modalidade que vê assim uma equipa leiloar um lugar que havia de pertencer supostamente a um dos 22 melhores pilotos do mundo (visão utópica como é óbvio).

A F1 continua uma travessia difícil, com muitas equipas em dificuldade para se manter e com pouco apoio de quem manda no desporto. Não se pode censurar a Caterham por tentar algo novo e com isso testar possíveis pilotos e ganhar com isso algum dinheiro. É uma ideia orginial mas que não ajuda em nada a modalidade, que devia ter apenas os melhores dos melhores.

Quem se segue na dança das cadeiras?

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