Mário Figueiredo critica «teia de poder» no futebol nacional
(Foto: ASF)

Mário Figueiredo critica «teia de poder» no futebol nacional

Em entrevista à RTP Informação, o actual presidente da Liga Portuguesa criticou as promiscuidades que sustentam o futebol português, colocando a temática dos direitos televisivos de novo na baila e criticando a competência da Federação Portuguesa de Futebol.

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Contestado por grande parte dos clubes portugueses, Mário Figueiredo segura ainda a presidência da Liga de Clubes, tendo avançado com uma providência cautelar para tentar evitar a repetição das eleições da Liga (a primeira decisão foi favorável a Figueiredo, que venceu a votação). Ontem, numa entrevista à RTP Informação, o presidente da Liga atacou os poderes instituídos no futebol nacional e defendeu a sua prestação à frente da Liga de Clubes.

«Nos últimos 20 anos tivemos um futebol ancorado num conjunto de poderes que dominavam a parte económica, com os direitos televisivos, as arbitragens e a disciplina. São pessoas que desenvolveram uma teia de poder e influência brutal. As interferências do poder executivo não têm tido efeito», comentou Figueiredo, voltando a colocar os holofotes em cima da Olivedesportos, detentora dos direitos televisivos da vasta maioria dos clubes lusos.

As críticas alastraram também à Federação Portuguesa de Futebol, nesta pesada ressaca do Mundial 2014 e no péssimo arranque da qualificação para o Euro 2016: «A Federação explorou comercialmente muito bem a imagem de Cristiano Ronaldo e ganhou milhões. Contrariamente às melhores práticas das outras federações, não fez a melhor preparação e não podemos responsabilizar Paulo Bento por isso. A Federação tem uma excelente máquina de marketing, mas de futebol percebe pouco», opinou, acusando a FPF de centralizar as culpas no departamento médico.

«Fernando Gomes devia assumir as responsabilidades que tem nesta matéria. Atribuir a incompetência à equipa médica pareceu-me tapar o sol com a peneira. Em situações como esta é costume ver sair o presidente da federação ou o seleccionador, neste caso não vimos nem uma coisa nem outra», considerou.

 

 

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