Sporting: falta de jogo interior e ataque rudimentar
Sporting com poucos motivos para sorrir (Foto: Vitor Chi)

Sporting: falta de jogo interior e ataque rudimentar

Uma mão cheia de jogos e uma sensação de vazio: assim parece sentir-se o Sporting de Marco Silva, ainda à procura de exibições convincentes.

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Quatro jogos para a liga portuguesa e um para a Liga dos Campeões - no resumo, um começo emperrado dentro de portas e um arranque embaraçoso no cenário europeu. Assim se resumem os primeiros passos do Sporting de Marco Silva nesta época 2014/2015, que tarda em convencer os adeptos leoninos, esperançados numa temporada de alto rendimento.

A formação herdada por Marco Silva tarda em mostrar os créditos de um candidato ao título, angariando três empates e somente uma vitória no campeonato, apresentando um futebol engasgado, pouco interligado, sem vislumbre de ruptura e em clara demonstração de pressão psicológica. A única vitória sportinguista, em Alvalade diante do Arouca, foi arrancada a ferros com um golo para lá dos 90 minutos.

Concluindo: o Sporting candidato ao título, mais responsabilizado que o antigo Sporting de Leonardo Jardim, ainda não deu provas de estar à altura da fasquia fixada pela sua direcção e abraçada pela equipa técnica e pela massa associativa. Quando comparado com a forma de Benfica e FC Porto, a equipa leonina parece estar vários furos abaixos, quer individual quer em termos colectivos.

Estará a equipa de Marco Silva pressionada por metas demasiado ambiciosas para as actuais capacidades do conjunto leonino? Estarão os jogadores de Alvalade abaixo do nível requerido para montar uma candidatura legítima e realista à conquista da liga? O ainda inconclusivo arranque de temporada não deixa antever boas perspectivas: o Sporting é ainda uma equipa desorganizada, ineficaz no ataque e defensivamente nervosa .

Dominada por automatismos desgarrados e movimentações rudimentares, a equipa do Sporting revela em campo uma gama diminuta de recursos estratégicos, sustentados no abuso dos cruzamentos para a área, e na ausência de jogo interior, capaz de romper as defesas contrárias e baralhar as marcações de defesas apoiados em blocos baixos onde todos os jogadores se posicionam atrás da linha da bola.

Nani, vergado com o peso da responsabilidade de liderar uma equipa rumo ao título, é, ainda assim, a maior esperança dentro de campo: veloz, driblador, munido de uma elevada compreensão táctica do momento ofensivo e capaz de rupturas pelas zonas interior, o extremo emprestado pelo Manchester United tem sido o mais perigoso elemento leonino, muitas das vezes desacompanhado pela incompreensão táctica dos colegas.

Outro ponto é de realçar: a utilização de um avançado mais fixo e menos móvel como Slimani também não tem ajudado a inclinar a equipa rumo a uma acção ofensiva mais dinâmica, feita de desmarcações, jogo alargado e mais profundo; o ponta-de-lança pede um jogo mais directo e isso tem provado ser nefasto para a formação, que acumula centros desperdiçados e uma das mais baixas taxas de eficácia da liga.

 

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