Azuis e brancos esbarram na muralha defensiva Axadrezada

Azuis e brancos esbarram na muralha defensiva Axadrezada

Os dragões voltaram a empatar e estão a 2 pontos do rival Benfica, líder isolado, e reduziram a vantagem de 4 para 2 pontos sobre o Sporting.

joaopita
João Pita

Depois de uma goleada por 6-0 frente ao BATE Borisov para a Champions os comandados de Lopetegui não foram além de um empate 0-0 frente ao recém-promovido Boavista, jogando em casa. Os Axadrezados voltam assim a conseguir um resultado positivo num jogo grande, reacendendo a rivalidade Portuense entre Dragões e Boavisteiros, 7 anos depois do último derby da 'invicta'.

Depois do empate 1-1 frente ao Guimarães os Dragões voltam a perder pontos, num dos jogos teoricamente mais fáceis da temporada, recebendo em casa o Boavista que "saltou" uma divisão entre o Campeonato Nacional de Seniores e o escalão principal. O derby da cidade do Porto esteve mesmo para não se realizar devido ao mau tempo que se fazia sentir na cidade invicta, mas mais de meia hora depois da hora prevista a bola começou mesmo a rolar, num terreno algo empapado que prejudicou o futebol de posse e toque rápido que Lopetegui quer praticar.

Apresentado um 4-3-3 com dois laterais na posição de extremos a fechar nos corredores Petit montou bem a equipa do Boavista para "a guerra", tentando levar o jogo para uma dimensão mais física, ganhando as divididas e aproveitando o estado do terreno (molhado, empapado devido à pesada chuva) para ganhar "na raça", impedindo o futebol rendilhado do Porto de começar a carburar.

Expulsão de Maicon marcou o encontro

Quando Maicon entra de sola aos 25 minutos e vê o cartão vermelho o jogo ficou mais fácil para Petit e os seus jogadores, que tendo superioridade numérica conseguiram tapar as saídas de bola do Porto e arrefecer o jogo, dando sempre a sensação de algum controlo sobre o jogo, dando muito espaço ao Porto para trocar a bola mas defendendo em bloco compacto poucos metros à frente da linha de baliza.

Petit armou colete-de-forças ao Porto

Durante a partida o Porto nunca conseguiu confirmar o favoritismo e pareceu algo perdido em campo, talvez fruto de algumas mexidas que Lopetegui promoveu, já a pensar no clássico de Sexta-feira em Alvalade. Até fim da partida houve muita posse de bola dos Dragões (cerca de 80%) mas poucas oportunidades claras de golo, com Brahimi sempre marcado de perto em qualquer dos flancos e Jackson sufocado pela boa prestação dos centrais Axadrezados. Tello esteve muito apagado e nunca conseguiu criar perigo.

Ricardo Quaresma, de quem muito se tem falado nos últimos tempos, foi uma das últimas cartadas de Lopetegui, tendo mexido com o jogo e dado outra dimensão ao futebol ofensivo dos Dragões, ganhando no 1 para 1 e criando jogadas de perigo para a baliza Boavisteira, muito acima de Tello e parece ter entrado algo tarde na partida. Lopetegui, agastado com a expulsão e irrequieto no banco, foi a imagem da frustração portista.

Fantasma Paulo Fonseca

Os mais pessimistas recordar-se-ão certamente do arranque de Paulo Fonseca na época transacta, que após um início de época fulgurante começou a arrefecer depois da paragem de selecções, uma altura que os treinadores por vezes consideram critica na preparação da época por interromper o trabalho durante duas semanas. Certo é que o Porto ainda não venceu para o campeonato desde essa paragem e está mesmo em risco de ser ultrapassado pelo Sporting caso perca o clássico.

Pese embora os dois últimos empates frente a Vitória de Guimarães e Boavista não se pode esquecer a grande exibição a meio da semana para a Liga dos Campeões que colocou o Porto e em especial o Argelino Brahimi nas bocas da Europa.

VAVEL Logo
CHAT