Ameaça de crise pode impedir GP nas ruas de Seoul
(Foto: Motorsport.com)

Ameaça de crise pode impedir GP nas ruas de Seoul

A Coreia do Sul pretende voltar ao calendário mundial de F1, depois de ter albergado uma corrida entre 2010 e 2013. A prova, projectada para as ruas de Seoul, poderá porém ver-se impedida pela crise financeira que ameaça aquele país asiático.

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Hugo Picado de Almeida

A Coreia do Sul pretende voltar ao calendário mundial de F1, onde esteve apenas entre 2010 e 2013, antes da falta de público e dos elevados encargos com a organização ditarem o seu afastamento da modalidade. Os planos sul-coreanos envolvem uma corrida nocturna nas ruas da capital Seoul, mas a possibilidade do país entrar em crise financeira poderá dificultar a concretização dos planos, mesmo que Bernie Ecclestone dê o seu aval.

De Yeongam para Seoul

No GP de Singapura, uma delegação sul-coreana esteve reunida com Ecclestone para apresentar a  proposta de regresso do país ao calendário da F1 em 2016, desta feita num circuito urbano em Seoul, ao invés do distante autódromo de Yeongam que, mal servido de transportes e distante da capital do país, ficou conhecido pelas imagens desoladoras das suas bancadas vazias.

Ecclestone, que se tem esforçado para levar a F1 a novos públicos e, sobretudo, levar a modalidade para fora do velho continente, muito embora a LG, gigante da tecnologia sul-coreana, tenha terminado em 2013 o seu patrocínio de cinco anos à modalidade.

Crise pode suspender os planos sul-coreanos

O país, importante a nível mundial na produção automóvel, com uma economia favorável e uma alargada classe média, poderia ser um destino compatível com os interesses de Ecclestone, mas declarações recentes do Ministro das Finanças da Coreia do Sul, Choi Kyung Hwan, podem impedir o regresso da F1 ao país. O ministro alertou para a perspectiva de abrandamento da economia interna, quedas nas exportações e estagnação da trajectória de crescimento nacional, o que poderá tornar a F1 um avultado investimento a que o sector público sul-coreano terá de dizer que não, além de que a contracção económica poderá afastar também a classe média do país das "grandstands".

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