0-1, min 31, Marcano (AG), 1-1, min.35, Jackson. 1-2, min.39, Nani, 1-3, min.83, Carrillo
Leão toma de assalto reino do Dragão
Alegria leonina no Dragão (Foto em: Maisfutebol.iol.pt)

Leão toma de assalto reino do Dragão

O Sporting deslocou-se ao reduto do FC Porto em jogo a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal e bateu os anfitriões por 3-1.

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Francisco Fontes

 7 anos e 6 meses depois, o Leão voltou a sair vitorioso do Dragão. A última derrota do Porto contra o Sporting, em casa, remontava a 17 de Março de 2007, quando Tello marcou o único golo da vitória Leonina.

Primeira parte que dita o rumo dos acontecimentos

À entrada para a partida no Dragão, os onzes apresentados pelos dois treinadores demonstravam aquilo que tem sido a época de cada uma das equipas. Se do lado do Porto, o Espanhol Lopetegui decidiu continuar com o esquema de rotação, do lado do Sporting, Marco Silva "apenas" decidiu fazer descansar Slimani e Carrillo, habituais titulares indiscutíveis do treinador Português, para dar lugar a Montero e Capel.

O Sporting entrou na partida a todo o gás, querendo chegar rapidamente ao golo e logo aos 40 segundos, o inevitável Nani esteve perto de fazer o gosto ao pé, tendo atirado de longe um remate rasteiro, a mais de 92 km/h, que só parou no poste da baliza Portista. Estava lançado o aviso e poucos minutos depois, Montero teve oportunidade soberana para inaugurar o marcador, mas não conseguiu efectivar o remate, já dentro da área.

Nos primeiros cinco minutos de jogo, o Sporting esteve muito bem, a criar perigo e a incomodar bastante a defesa do FC Porto. No entanto, a pouco e pouco, os Dragões conseguiram assentar o seu jogo. Jackson, logo aos 5 minutos, dispôs de uma oportunidade soberana para marcar e Quintero, aos 12, ia fazendo um dos golos do ano.

Depois de um início impróprio para cardíacos, o jogo entrou numa fase mais lenta, com o FC Porto sempre por cima. Mas aos 31 minutos, num lance aparentemente inofensivo, Marcano introduz a bola na baliza de Fernandéz, após cruzamento de Jonathan. Estava inaugurado o marcador, com o Sporting a colocar-se em vantagem após erro grave da defensiva adversária.

Leões festejam o autogolo de Marcano. (Fonte: Lusa)

O Dragão reagiu ao golo e 4 minutos depois, após passe soberbo de Quintero, Jackson, cara a cara com Patrício, desvia a bola do alcance do Português, com classe e reestablece a igualdade no marcador.

Jackson marcou um belo golo. (Fonte: Lusa)

Ainda assim, a igualdade no marcador durou pouco tempo. Por volta dos 39 minutos, em mais um lance inofensivo, Maicon efectua um alívio deficiente, sob a linha de fundo, e a bola acaba por parar nos pés de Nani, que à entrada da área marca um golo de belo efeito, sem qualquer hipótese para o Guarda-Redes espanhol do FC Porto.

Nani em mais um grande golo, desta feita contra o Porto. (Fonte: Lusa)

Ao intervalo, o resultado de 2-1 castigava duramente os dois erros defensivos do Porto, que entregou de bandeja dois golos ao Sporting.

Segunda parte pertenceu a Patrício

Ao intervalo, Julen Lopetegui, vendo que a sua estratégia não estava a resultar, mexeu na equipa. Tentou dar mais coesão ao meio-campo e promoveu a entrada de Ruben Neves. O jovem de 17 anos ficou encarregue de ligar os três sectores da equipa, algo que Casemiro não conseguiu fazer na primeira parte. Igualmente, o Espanhol fez entrar Tello para o lugar de Oliver, uma troca não muito afortunada, visto que Adrian era claramente o elemento a mais no onze Portista, durante a primeira parte.

Logo aos 5 minutos da segunda parte, após grande trabalho de Jackson, Maurício derruba, num lance infantil (carrinho sobre a linha de fundo) o Colombiano. Pénalti para o Porto, que o próprio Jackson se encarregou de cobrar, mas sem efeito, pois Patrício conseguiu travar o remate do avançado. Com a defesa do Guarda-Redes, o Sporting ganhou confiança e William Carvalho esteve perto de dilatar o marcador, por volta dos 60 minutos. Ainda assim, a figura do jogo durante a segunda parte ia ser mesmo R.Patrício. O internacional Português esteve mais uma vez em grande plano, ao parar um cabeceamento de Marcano (desta vez na baliza correcta) que levava selo de golo.

À medida que o tempo passava, o Porto ia carregando cada vez mais com coração do que com cabeça e o Sporting mantia-se sempre fiel à sua estratégia, sem recuar em demasia as linhas e sempre à procura de acabar com o jogo num contra ataque que resultasse no 3-1. E foi isso mesmo que aconteceu. Marco Silva fez entrar Carrillo por Capel, para dar mais frescura física nas alas e foi o Peruano, num lance com alguma sorte, que acabou por fechar o resultado final em 3-1.

Destaques individuais (do mais ao menos):

Marco Silva: O grande vencedor do lado Leonino. O treinador soube gerir bem no Clássico que antecedia à Champions, montou uma estratégia notável e saiu pela segunda vez consecutiva vitorioso, com equipas diferentes, de um dos Estádios mais temidos do país. Nota 10

Rui Patrício: Exibição notável do guarda-redes Português. Defendeu um pénalti numa altura crucial da partida e negou ainda outros dois golos certos ao Porto. Nota 9

William Carvalho: Foi dono e senhor do meio-campo Leonino. Pautou os momentos de jogo, jogou e fez jogar. A este nível, não será fácil manter este prodígio na Liga por muito mais tempo. Nota 8

Nani: É um verdadeiro dotado. Apesar de não ter sido regular durante os 90 minutos, conseguiu abanar o jogo quando era preciso e ainda marcou um belo golo. Nota 7,5

Quintero: Foi o elemento mais perigoso do FC Porto. Ia marcando um golaço e fez uma assistência soberba para o seu compatriota. Saiu lesionado, algo que pode preocupar os adeptos Portistas. Nota 7

Jackson Martínez: Foi herói e vilão. Marcou um golo e falhou o pénalti do 2-2. Mas afinal de contas, não é o primeiro penalti que falha. Não estaria na altura de encarregar outro jogador (Quintero) de bater as grandes penalidades? Nota 6

Marcano: O central demora a mostrar a sua qualidade no Dragão e o seu erro, num lance inofensivo, deitou muito a perder. Nota 4

Adrian Lopez: Está a demorar a justificar os 11 milhões de euros investidos em 60% do seu passe. Falta de intensidade, de velocidade e clarividência total. Tem que mostrar mais se quer convencer o público Portista. Nota 2

Julen Lopetegui: O estado de graça do Espanhol acabou. Depois de um bom início de campanha, o Porto tem vindo a descer a pique. Sem alguma regularidade no 11, será impossível que uma equipa ganhe entrusamento. Os erros que fizeram o Sporting sair vencedor são erros que acontecem pois os jogadores em questão não estão habituados a jogar uns com os outros, o que dificulta muito o trabalho dos atletas. Nos últimos 7 jogos, apenas 2 vitórias. Nota 0

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