O início do fim começa no Circuito das Américas
Circuito das Américas (f1team.leiaja.com)

O início do fim começa no Circuito das Américas

A Fórmula 1 está de regresso este fim-de-semana com o Grande Prémio dos Estados Unidos. Na recta final do campeonato, Hamilton, Rosberg e companhia têm pela frente o Circuito das Américas, em Austin. A margem de erro é agora nula para quem almejar o tão desejado título de campeão.

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Pedro Venâncio

Oficialmente no calendário da F1 desde 1959, o GP dos EUA já foi disputado em diversos circuitos sendo que apenas desde 2012 a prova se realiza no Circuito das Américas, em Austin, no Texas.

O Circuito das Américas

Inspirado pelo design de vários traçados europeus, o circuito texano apresenta um total de 20 curvas, algumas delas de perfil lento e tecnicista. Destaque sobretudo para a recriação das curvas “Maggotts-Becketts-Chapel” de Silverstone, para a “Arena Bends” de Hockenheim e para a réplica da curva 8 do circuito de Istambul. Outra das curvas facilmente identificável no traçado americano é a réplica da curva “Senna ‘S’” de Interlagos.

Foto: formula1.com

Com um total de 5.513km de extensão, o Circuito das Américas é um circuito mais longo que a maioria presente no calendário, onde são necessárias 56 voltas para completar os 308.405km totais da prova. Apesar das inúmeras curvas o seu desenho apresenta duas longas rectas onde é permitido aos pilotos a activação do DRS.

O Circuito das Américas tem ainda a particularidade de ser um dos poucos circuitos em que se corre no sentido contrário aos ponteiros do relógio. Isto explica o maior número de curvas à esquerda, que têm por função minimizar o esforço físico dos pilotos, nomeadamente do pescoço, que se adapta com maior facilidade a forças G laterais em circuitos com trajecto no sentido dos ponteiros do relógio.

Os “palcos” ao longo da história

Pré-grelha em Indianapolis, Setembro 2002 (Foto: formula1.com)

O GP dos EUA teve lugar em seis circuitos diferentes desde a sua entrada para o Campeonato do Mundo de F1. Em 1959, Bruce McLaren foi o vencedor da primeira prova em solo americano no Sebring International Raceway, na Flórida. Um ano depois, Sir. Stirling Moss ganhou em Riverside na Califórnia.

Entre 1961 e 1980, o grande prémio correu-se em Nova Iorque no "The Glen", Watkins Glen International. Durante duas décadas este circuito foi palco de grandes duelos e congratulou pilotos como Graham Hill, Jim Clark, Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Niki Lauda, James Hunt ou Gilles Villeneuve.

Início do GP dos EUA, Phoenix, 1991 (Foto: Stuart Seeger, en.wikipedia.org)

No virar da década de 80, as ruas de Phoenix vibraram com a maior rivalidade de sempre da F1. Ayrton Senna e Alain Prost foram os principais actores no circuito citadino de Phoenix, sendo os únicos vencedores da prova no Arizona. Já no século XXI, o GP dos EUA conheceu nova casa, desta feita em Indianapolis. Para a história desde circuito fica o domínio avassalador da Ferrari que em oito temporadas arrecadou seis vitórias, cinco delas por Michael Schumacher.

Vencedores e curiosidades

Pódio GP dos EUA 2005 (Rubens Barrichello, Michael Schumacher, Tiago Monteiro) Foto: f1fanatic.co.uk)

Michael Schumacher é o piloto com mais vitórias no GP dos EUA. Ao todo, o alemão triunfou por cinco ocasiões, quatro delas consecutivas (2000, 2003, 2004, 2005, 2006). Os ingleses Jim Clark e Graham Hill contam ambos com três vitórias. Relativamente aos pilotos ainda em competição, destaque para os dois triunfos de Lewis Hamilton.

O inglês é também o único piloto da história do GP dos EUA a vencer em dois circuitos diferente (Indianapolis, 2007 e Austin, 2012). Outra curiosidade vai para o facto de nunca nenhum piloto americano ter vencido em casa.

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