O fiel caso de Gigi Buffon
Imagem publicada pelo jogador, com a braçadeira comemorativa

O fiel caso de Gigi Buffon

O guarda-redes da Juventus confirmou-se enquanto referência do futebol quando, na passada semana, completou o seu 500º jogo no serviço ao clube, no ano em que completa 13 anos em Turim. Buffon é o 7º atleta a conseguir este feito num emblema italiano.

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Mara Guerra

«Combina o entusiasmo de um jovem com a cabeça fria de um veterano». São estas as palavras de Massimiliano Allegri, para descrever o seu comandado cativo, Gianluigi Buffon, na semana de festejo de um marco na sua carreira ao serviço do clube de Turim. Meio milhar de partidas oficiais, completadas na passada quarta-feira, frente ao Génova. A partida, não se conjugou em tom comemorativo, com o guarda-redes italiano a sofrer um golo e a Juventus a sua primeira derrota na presente edição da Serie A, e ironicamente beneficiando o Génova, o clube que apoiou na sua juventude.

Ainda assim, é o reflexo de uma relação feliz entre o jogador de 36 anos e o emblema que representa há já 13. Foi no dia em que Alessandro Del Pierro comemorou o seu 100º golo, que se fez a estreia de Gigi Buffon. O guarda-redes entrou a 26 de Agosto de 2001 para representar aquele que viria a ser o “seu” clube, em partida contra o Veneza. Primeiro jogo deu em vitória de 4 golos para a Juventus e um nulo das redes do novo guarda-redes. E, assim, época após época, se consolidou um dos actuais pilares do clube, mas também da Scuadra Azurra, que representa há 17 anos.

Apenas seis antecessores conseguiram a marca que Buffon atinge agora, numa equipa italiana: Maldini, Costa Curta, Baresi, Zanetti, Bergoni e Totti. E apenas três jogadores se colocam à frente no número de partidas com a camisola da Vechia Signora, registo que o guardião poderá ainda mutar nesta temporada. Porque se parece invencível o recorde de Del Piero (705 jogos), ou matematicamente impossível o registo de Gaetano Scirea (552), Buffon poderá superar Giuseppe Furino, que serviu o clube em 528 encontros.

A ligação do atleta à Juventus já lhe ofereceu 5 campeonatos na Serie A, 1 na Serie B e 4 Supertaças transalpinas. Mas também lhe proporcionou alguns dissabores, no seu teste de fidelidade ao emblema. Porque apenas a fidelidade o permitiu continuar a servi-lo após o escândalo Calciopoli, em 2006. A equipa foi, como se sabe, despromovida para a Serie B e Buffon desceu com ela. Nesta altura, nem o chamamento da Roma o fez trocar de camisola.

Antes de servir em Turim, Gianlugi Buffon actuou pelo Parma durante 6 anos, num registo de 225 jogos, e estando presente no ano feliz do clube: 1998/99, ano em que o Parma reúne a Taça UEFA e a Coppa Italiana.

Com a partida do passado sábado diante do Empoli, a 501ª, o respeitado guardião leva 234 jogos de baliza impenetrável. E até, pelo menos, 2015/16 deveremos ter o prazer de o assistir, já que é nesta altura que termina o seu vínculo com o clube. A Juventus do século XXI é, até então e para a posteridade, a Juventus de Gigi na baliza. 

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