FP2 do GP do Brasil: Liderança sem surpresas
Nico Rosberg lidera o FP2 do GP do Brasil ( Fonte: Nextstories )

FP2 do GP do Brasil: Liderança sem surpresas

A Mercedes continuou a liderar na 2ª sessão de treinos livres do GP do Brasil. Nico Rosberg continua a levar a melhor ao seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton. Ao que tudo indica ocorrerão alterações climatéricas para o dia de amanhã, que poderão alterar muito os tempos e até mesmo atraiçoar a supremacia dos Flechas de Prata. A sessão ficou também marcada por três bandeiras vermelhas.

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Élia Paulo

A 2ª sessão de treinos livres do GP do Brasil destacou-se pela elevada temperatura em pista, chegando esta a atingir os 60ºC. A sessão iniciou-se com pneus médios durante a primeira meia hora, tendo liderado timidamente o britânico Lewis Hamilton. Contudo, as temperaturas elevadas em pista provocavam dificuldades aos pilotos e enfraqueciam o desempenho do carro, sendo que todos viriam a optar pela utilização de pneus macios no restante decorrer do treino. Esta mudança trouxe uma boa adaptação dos monolugares á pista "verde" de Interlagos permitindo imprimir mais velocidade e melhoria nos tempos. Nico Rosberg da Mercedes elevou a fasquia e liderou sempre os tempos com pneus macios, conseguindo o tempo de 1:12,123, enquanto o seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton ficaria a 0,231 da primeira posição.

Kimi Räikkönen surpreendeu pela positiva

O piloto da Ferrari conseguiu o terceiro melhor tempo da grelha em pneus macios, 1:12,696. O finlandês conseguiu o melhor tempo para a equipa com ambos os tipos de pneus utilizados, médios e macios, disponibilizando informação importante à equipa para a corrida. Para além de contrariar todas as expectativas e ter batido a todos os níveis o companheiro de equipa, Fernando Alonso, durante este treino, Kimi Räikkönen ganhou 1,3 segundos no seu tempo aquando da passagem de pneus médios para pneus macios, ou seja, foi o piloto que mais tempo ganhou com a mudança de pneus.

As três bandeiras bandeiras vermelhas

A sessão de treinos livres ficou marcada por três interrupções devido a bandeira vermelha, todas elas utilizadas em situção de avaria de monolugares. A primeira bandeira deveu-se à avaria do carro de Jean-Éric Vergne (monolugar anteriormente conduzido por Verstappen nos FP1), piloto da Toro Rosso. A segunda bandeira vermelha foi mostrada após incêndio no escape do Ferrari de Fernando Alonso, que pode vir a sofrer penalização após qualificação caso necessite de utilizar uma nova unidade de armazenamento de energia. A terceira bandeira vermelha deveu-se à já iminente avaria do Sauber de Esteban Gutierrez, que se encontra na mesma situação de Fernando Alonso no que toca à possível penalização caso troque a unidade de armazenamento de energia.

A Force India contou apenas com um monolugar durante o treino, o de Nico Hulkenberg. Sergio Perez esteve ausente devido ao incidente de Juncadella durante o FP1, pois o processo de reparação do seu carro ainda não havia sido concluído. 

Vários foram os pilotos que se queixaram com instabilidade traseira do monolugar durante a sessão de treinos, foi o caso de Vettel, Ricciardo, Kvyat e Button. A pouca carga aerodinâmica dos Red Bull já se demonstrou ser uma mais valia em algumas corridas devido ao aumento da velocidade de ponta, contudo, neste treino neste tipo de circuito demonstrou ser bastante traiçoeira.  O mesmo se verificou com Kvyat que na última fase de treino em simulação de corrida o seu monolugar demonstrou-se «impossível de conduzir».

A cautela deve ser mantida quanto aos resultados dos treinos de hoje devido à previsão de forte precipitação para o dia de amanhã, pois tudo se pode alterar em termos de tempos e desempenho, que vão depender do tipo de pneus utilizados. Os Williams estão a menos de 1 segundo do líder, mas têm-se vindo a demonstrar fracos em situação de pista molhada, contudo, a expriência de Felipe Massa na pista de Interlagos é uma mais valia para a equipa.  A pista de Interlagos tem bastante relevo, e em situação de chuva formam-se zonas de passagem de água pela pista, que podem atraiçoar os pilotos menos conhecedores da mesma. A pista molhada é mais propícia a erros e pode acabar por invalidar a supremacia dos Mercedes, podendo ser uma situação de vantagem para equipas mais próximas, como a Williams, a Red Bull e a Ferrari.

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