1-0, min. 1, Edgar Abreu. 1-1, min. 7, Salvio. 1-2, min. 19, Jonas
Benfica vence na Madeira, mas ainda não convence

Benfica vence na Madeira, mas ainda não convence

Em resposta ao triunfo suado do Vitória de Guimarães frente ao Arouca, o Benfica deslocou-se à Madeira e venceu por 2-1 o Nacional, somando assim três pontos de forma não menos esforçada.

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Frederico de Távora Pedro

Para a partida da 10º jornada do campeonato, Jorge Jesus apostou num xadrez mais ofensivo, actuando de início com Enzo Pérez e Talisca lado a lado no meio campo, Gaitán e Salvio mais soltos nas alas, com Jonas ligeiramente mais recuado que Lima no eixo do ataque. Já Manuel Machado procedeu a duas alterações face à equipa inicial em que tinha apostado na jornada anterior frente ao FC Porto no Dragão, introduzindo no 11 o sul-coreano Suk e o jovem português Edgar Abreu.

Arranque letal do Nacional

O jogo começou mal para os encarnados, com a aposta de Manuel Machado a mostrar-se vencedora logo à partida: ainda dentro do primeiro minuto de jogo, lançamento longo de Zainadine para João Aurélio, com o número 7 insular a colocar a bola à entrada da área, onde após hesitação de Talisca surge o estreante Edgar Abreu, que atira para o fundo das redes encarnadas.

Resposta pronta do Benfica

Abriram-se as hostilidades, e o Benfica entrou a perder numa partida em que tinha a obrigação de ganhar de forma a manter a liderança do campeonato, correndo de imediato atrás do prejuízo. Aumentou a intensidade de jogo, e prontamente os encarnados chegaram à igualdade: no decorrer do minuto 7, cruzamento de Nico Gaitan da esquerda após passe em ruptura de Jonas, com o argentino a assistir o seu compatriota Eduardo Salvio, que subiu mais alto que Marçal e cabeceou para o golo encarnado, um golo muito consentido pela pobre intervenção do guarda-redes Rui Silva.

Em resposta, o insulares chegaram mesmo ao segundo golo, no entanto este foi correctamente invalidado, por fora de jogo de Rondón. Adivinhava-se uma primeira parte de grande nível, com as duas equipas a mostrar intensidade e vontade mútua de obter o triunfo e os consequentes três pontos.

Reviravolta com nova colaboração de Rui Silva

Os campeões nacionais não desarmaram, e continuaram à procura do golo que consumaria a cambalhota no marcador, que chegaria à passagem do minuto 19: após uma primeira ameaça, Jonas, que ameaçara momentos antes, dá a melhor resposta ao canto cobrado por Gaitán, com Luisão assistir o ex-Valência que na zona da pequena área desviou de pé esquerdo na direcção de Rui Silva, que novamente facilitou e defendeu para dentro da baliza insular.

A partir do segundo golo do Benfica até final da primeira parte o jogo continuou muito disputado, com as principais oportunidades de golo a pertencerem à equipa visitante, à meia-hora com remate de Gaitán após passe em profundidade de Salvio, e aos 32 minutos com o mesmo Salvio a desperdiçar uma excelente oportunidade de alargar a vantagem encarnada.

Ascendente alvinegro e expectativa encarnada

Para a segunda parte entraram os mesmos 22 homens, mas com uma atitude muito diferente, com o Nacional novamente a criar perigo muito por via de eficazes trocas posicionais no jogo pelas alas, que deram origem a cruzamentos e situações de perigo nos primeiros instantes do segundo tempo, numa fase em que o jogo aéreo do patrão da defesa benfiquista Luisão a ser determinante para a manutenção da magra vantagem encarnada.

Face à superioridade insular no início da segunda parte, Jorge Jesus procedeu a alterações e fez entrar ao minuto Andreas Samaris para o lugar de Lima, novamente muito apagado. A equipa do Benfica tornou-se mais conservadora, com Talisca a regressar a terrenos mais avançados e o reforço ex-Olympiacos a posicionar-se atrás de Enzo Pérez.

Ao minuto 60 Manuel Machado fez entrar Lucas João para o lugar de Suk, com o possante luso-angolano a agitar com o jogo e fazendo a cabeça em água a defesa do Benfica, ao trazer maior presença física à manobra ofensiva dos alvinegros. Exemplo desse maior perigo causado por Lucas João foi ao minuto 68, ao devolver o passe a João Aurélio, que após brilhante entendimento atirou para o fundo da baliza encarnada. Contudo, o lance foi erradamente invalidado, encontrando-se claramente em posição regular.

Aos 78’, nova jogada de perigo insular com perda de bola de Andreas Samaris, que tarda em justificar o investimento que foi feito, a permitir a Mario Rondón, também ele muito interventivo, a criar muito perigo à baliza de Júlio César.

No decorrer do minuto 85, jogada de perigo criada por Camacho pela direita, que centrou para área do Benfica com a bola a sobrar para Willyan, que atirou ao lado. Aos 88’, grande oportunidade para o Nacional: cruzamento da esquerda Marçal, com Lucas João a desmarcar-se exemplarmente mas a cabecear para longe do golo. Aos 90’+2, o Nacional cria perigo novamente por intermédio de Camacho que cruzou com veneno para a área encarnada, mas a bola acaba por morrer nos braços do guardião Júlio César.

Apito final e missão cumprida pela equipa do Benfica, que conquistou os três pontos e assegurou que continua na liderança do campeonato, apesar de ter sido esta uma prova em que as águias passaram, mas sem distinção.

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