Inter reescreve «Era Mancini»
Roberto Mancini ganhou a Serie A pelo Inter em 2005/06, 2006/07 e 2007/08

Inter reescreve «Era Mancini»

Roberto Mancini volta a casa conhecida. O Inter de Milão vive em escassez de resultados na Serie A e a solução passou por trazer de volta o técnico que já fez sorrir o clube no passado.

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Mara Guerra

Foi um interregno de 6 anos, aquele que separou Mancini do Inter de Milão. Entre 2004 e 2008, o treinador foi bem-sucedido na capital italiana, recolhendo um tricampeonato, duas taças de Itália e o mesmo número de supertaças. Depois seguiu-se o projecto de ressureição do Manchester City, de 2009 a 2013, até à recente viagem à Turquia, onde a campanha Galatasary não foi bem sucedida, o que levou à sua despedida em Junho deste ano. Agora, e num acto de urgência para o Inter, Mancini volta a Itália, para substituir Walter Mazzari, condenado com a crise de resultados no clube.

Um regresso não premeditado

«Confesso que eu nunca pensei que voltaria um dia à Inter. Se isso aconteceu, é sinal de que fizemos algo certo no passado». Foi assim que o técnico e ex-jogador de 49 anos sintetizou o novo percurso na sua carreira com já 11 anos. Em 2001/02, Roberto Mancini pegou na Fiorentina para lhe oferecer uma Copa de Itália, seguindo depois para a Lázio por dois anos. Depois, veio a primeira incursão no Inter de Milão, até seguir para a Inglaterra, onde serviu o Manchester City, ganhando o campeonato que o clube perseguia há onze anos.

A juntar à experiência no campeonato inglês, regista-se a orientação do Galatasary. No rescaldo, o técnico sente-se diferente de quando saiu de Itália: «Tive grandes experiências, enquanto trabalhei no estrangeiro, conheci muitos jogadores e formas diferentes de jogar. Aprendi muito nestes seis anos».

Mau início de época para o Inter de Mazarri

Foto: Getty Images

As quatro vitórias em onze partidas não abonaram a favor de Mazarri, que vê o seu elo de 17 meses ao emblema de Milão terminar em despedimento. O técnico de 53 anos, antigo orientador em Nápoles, não conseguiu encontrar fórmula eficaz e o Inter segue em 9º lugar na tabela classificativa da Serie A, antes de se defrontar com o eterno rival AC Milan. São 16 pontos e menos 12 que a 1ª classificada Juventus, que ditaram uma mudança estratégica por parte do presidente, Erick Thohir.

«O nosso objetivo é colocar a Inter como um dos melhores clubes da Europa, e é por isso que estamos felizes em receber de volta volta Roberto Mancini» disse, justificando a nova aposta.

Mancini em luta contra o tempo

Na segunda incursão no clube, Mancini terá desafio adicional na urgência de apresentação de resultados. A presente época já vai definindo os candidatos às primeiras posições (Juventus e AS Roma seguem com 28 e 25 pontos, respectivamente), mas a reviravolta espera-se. Para tal, o técnico apressou-se ao trabalho, naquela que considera uma luta contra o tempo, na constituição da nova identidade da equipa.  

«Temos uma equipa jovem, que, se trabalharmos bem, se poderá tornar uma equipa forte. No futebol não costuma haver muito tempo e nós não o temos, precisamos de trabalhar muito forte para começarmos a ganhar rapidamente», referiu na apresentação.

Ajuda só em Janeiro

O Mercado de Inverno poderá ser a condicionante favorável na nova «Era Mancini». Depois de uma mão cheia de jornadas que terá de disputar com os recursos disponíveis, o treinador poderá abrir vagas para a contratação de novos reforços. E alguns nomes já se perfilam, sendo que o território inglês, de que Mancini é bom conhecedor, parece reunir boas hipóteses. Mohamed Salah é a mais consistente, embora avançada prematuramente. O extremo marroquino do Chelsea não tem tido lugar nas opções de José Mourinho e poderia rumar a Milão a título de empréstimo.

E se a relação com o clube, assinada até 2017, perdurar, Mancini poderá ainda lutar na corrida pela angariação de Steven Gerard. Com o contrato em Liverpool a terminar, e sem perspectivas na renovação, o jogador inglês poderá estar livre no final desta temporada. No entanto, o New York Cosmos também permanece em jogo de charme, na tentativa de o levar para o campeonato americano.

Mas se uns nomes se perfilam, também um se descarta, pela voz do próprio técnico. Balotelli, que já orientou no Inter e no Manchester City, não faz parte dos planos de Mancini: «O Mario está bem no Liverpool e deve melhorar. Ele precisa fazer de tudo para fazer seu melhor nessa oportunidade».

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