1-0, MIN. 90+1, RAPHAEL GUERREIRO
Portugal adormecido vence no último minuto
Foto em: RR Sapo

Portugal adormecido vence no último minuto

Esta noite, Portugal e Argentina voaram até terras de Sua Majestade para se encontrarem num jogo amigável que ditou o triunfo da equipa das Quinas, que venceu por 1-0. O mérito fica a cargo de Raphael Guerreiro, o herói que marcou no último minuto.

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Beatriz Gonçalves

Em pleno Old Trafford, Argentina e Portugal defrontaram-se para mais uma partida de preparação para a equipa das Quinas, naquele que foi o quarto jogo de Fernando Santos como comandante da selecção Nacional. Na oitava partida que encontrou estas duas selecções, destaque para a 2ª vitória de Portugal em toda a história de confrontos, com um golo que tardou mas que acabou mesmo por significar o fim de 42 anos de jejum frente à selecção alviceleste.

Num jogo em que se esperava encontrar Messi e Ronaldo em destaque, eis que a atenção se desvia para Raphael Guerreiro, jovem de 20 anos que marcou o primeiro tento a favor da selecção naquela que foi a sua segunda internacionalização.

1ª parte: supremacia Argentina perante um Ronaldo inconformado

O apito inicial fez com que Portugal começasse o jogo, contudo a bola não se ia manter do lado das Quinas por muito tempo. Fernando Santos promovia alterações na equipa - Beto, Bruno Alves, André Gomes e Tiago Gomes entravam a titulares - mas as maiores modificações eram mesmo a nível tático, onde o seleccionador optou por abdicar de um ponta de lança de raíz e passar a Cristiano Ronaldo a função de ocupar esse espaço, o que retirou verticalidade e maior poder de explosão ao jogo de Portugal.

De facto, foram os sul americanos a começar a todo o gás e, depois daqueles que pareciam uns 5 minutos iniciais de equilíbrio, a Argentina começou claramente a superiorizar-se, com grande destaque para Di María que, passavam os 5 minutos, já assustava Beto, após uma perda de bola infantil de Tiago Gomes. Pouco tempo passava mas já era possível tirar conclusões: o modelo tático nacional estava a ser engolido perante o bloqueio de Mascherano no centro. 

Não muito demorou até a pulga Argentina, Messi, fazer das suas. O astro mostrou toda a sua classe e, embora aparentasse estar em fora de jogo, só foi travado pelo poste. Passava o primeiro quarto de hora, e os sul americanos já dominavam mesmo completamente o meio campo luso - Portugal dava muitos erros infantis, sobretudo em passes mal feitos e insucesso em manter a bola nos pés.

Os comandados de Fernando Santos pareciam apáticos e Tiago só se demonstrou um autêntico desastre no miolo, perdendo uma imensidão de lances que permitiam a Messi e companhia criar, por diversas vezes, ocasiões, apenas contrariadas por Pepe e Beto, os dois jogadores mais em destaque na selecção das quinas no primeiro bloco de jogo. 

Foi ao minuto 28 que Cristiano Ronaldo teve a sua primeira oportunidade da partida. O capitão ficou perto de balançar a rede com um lance de génio e dribles extraordinários que culminaram com um tiro, que passou longe da zona de golo. O intervalo aproximava-se e, com a sua proximidade, Portugal começava a equilibrar as hostes e jogar mais no ataque, mas nada conseguiu. Ao intervalo, a igualdade era injusta face a uma superioridade significativa da Argentina, que esteve perto de bater Beto por 4 ocasiões. 

Num embate entre Ronaldo e Messi, quem ganhou foi Raphael Guerreiro

Na segunda parte eram esperadas mudanças e assim foram concretizadas: os esperados heróis, Messi e Ronaldo, eram substituídos e, enquanto Martino só fazia entrar Gaitán, Fernando Santos promovia as entradas de Quaresma, Éder e José Fonte. Se a primeira parte ainda teve alguns pontos de interesse, a segunda iniciou-se num ritmo baixo e com ambas as selecções a acusar as ausências das estrelas Ronaldo e Messi.

Com a igualdade a verificar-se, os técnicos aproveitaram para fazer algumas experiências nas suas formações - em Portugal, por exemplo, Adrién fez a sua estreia pela selecção das Quinas, tal como José Fonte. Ainda assim, a pujança da Argentina parecia manter-se, contudo, o jogo foi mais equilibrado do que na primeira parte. Contudo, demonstrou-se aborrecido e sem lances de verdadeiro entusiasmo - a Argentina continuava com mais volume de jogo perante um Portugal com mais dificuldades, mas a intensidade do jogo era pouca e quase inexistente. 

De facto, só aos 91 minutos é que o jogo ganhou verdadeiro ânimo. Raphael Guerreiro, entrado a meio da segunda parte para substituir o lesionado Tiago Gomes, aproveitou um impecável cruzamento de Quaresma e, numa atitude digna de ponta de lança, cabeceou a bola diretamente para as redes adversárias, garantindo a vitória à selecção de todos nós. O golo, inesperado, foi como uma lufada de ar fresco e conferiu a vitória a Portugal, visto que o jogo acabou pouco depois. No quarto jogo da era Fernando Santos, Quaresma mostrava-se pela quarta vez decisivo na vitória, e Raphael Guerreiro dava provas do seu valor, inclusive estreando-se no marcador da Selecção Nacional. 

Naquele que foi um jogo de experiências, destaque ainda para a avultada presença de jogadores em campo que jogam actualmente em clubes portugueses: Tiago Gomes (estreia absoluta na selecção), William, Adrién Silva (estreia absoluta na selecção), Quaresma, Nani e Éder na selecção de Fernando Santos, e Jonathan Silva e Gaitán na equipa adversária. Posto isto, resta esperar que os bons resultados se mantenham por forma a levar o Brasão Português até ao Euro 2016. 

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