0-1, MIN.8, GAITÁN ; 0-2, MIN.45, LUISÃO
Vitória tranquila do Benfica em Coimbra com golos de Gaitán e Luisão
Foto: lusa

Vitória tranquila do Benfica em Coimbra com golos de Gaitán e Luisão

O Benfica viajou a Coimbra e deu uma resposta positiva ao descalabro europeu: os golos de Gaitán e de Luisão chegaram para derrotar uma débil e medíocre Académica.

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O Benfica precisava de animar as hostes encarnadas, tristonhas pela eliminação precoce das competições europeias: e cedo Enzo tratou de alegrar os adeptos, gizando um passe fatal que descobriu a desmarcação de Gaitán. O extremo argentino deslocou-se para o corredor central, ganhando espaço para se encontrar cara a cara com Lee - à saída do «keeper» da Académica, Gaitán fez a bola fugir ao guardião e encostou com classe para as redes caseiras.

O golo marcou a toada da primeira parte: o Benfica dominou, geriu o ritmo da partida às expensas de um oponente preso de movimentos, sem ideias vincadas nem talento para se abeirar do último terço do terreno. O ascendente encarada valeu uma enxurrada de golos falhados, quer por parte de Gaitán quer por parte do avançado Jonas, que, com a baliza escancarada, cabeceou à barra do estreante Lee. 

À beira do intervalo, Enzo marcou o livre para o interior da área mas, antes do perigo nascer, Lee resolveu parir uma oportunidade caricata de golo, lançando-se intempestivamente à bola e estendendo a passadeira vermelha para o golo de Luisão, que, tranquilamente, cabeceou o esférico para a baliza deserta da Académica. O golo, no entanto, foi ferido de ilegalidade: o capitão das «águias» estava fora-de-jogo.

Na segunda parte, a Académica conseguiu equilibrar os pratos da balança, mas apenas de forma inconsequente sem qualquer perigosidade para a defesa do Benfica. Destaque para a competência defensiva de André Almeida, que tomou conta do flanco esquerdo com facilidade e desenvoltura, à semelhança do que fizera com o Zenit. Enzo também brilhou, com duas assistências que resultaram em golo.

Lima ficou no banco

Lima, que apenas marcou dois golos esta temporada, ficou no banco, para dar lugar no onze ao compatriota Jonas, que faz parceria com Talisca na zona ofensiva. O avançado que ano passado foi o artilheiro-mor do Benfica, está em baixo de forma em termos de eficácia (nunca em índice de trabalho global) e parece estar a perder fulgor e confiança - Jorge Jesus prepara-se para entregar a titularidade a Jonas, que tem mostrado veia goleadora apurada.

Lee saltou para a estreia na Liga e...para o frango da jornada

Veio do Atlético Mineiro e ainda só tinha jogado na Taça de Portugal, onde defendera as redes da Académica na derrota contra o Santa Maria. Lee estreou-se na Liga portuguesa e fê-lo da pior forma: uma saída extemporânea que resultou num golo caricato, bem aproveitado pela cabeça sábia de Luisão. A falha do guardião de 26 anos foi fatal e  decepou as ténues aspirações da formação de Paulo Sérgio, que resolveu deixar Cristiano no banco.

Marinho veio do banco para ir mais cedo para o duche

Marinho entrou na segunda parte, arma-secreta devotada a agitar as águas e a imprimir velocidade no contra-ataque da Académica. Mas, ao contrário do planeado, Marinho não só não ajudou como ainda executou uma entrada ríspida que colocou em risco a integridade física do grego Samaris: cartão vermelho directo totalmente merecido. Marinho abandonou o campo nos segundos finais e ficará de fora no próximo jogo.

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