Nacional da Madeira: O branco...e o preto

Caça à pérolas alvinegras

A temporada 2013/2014 terminou com um belo quinto lugar para o Nacional, posição que lhe garantiu a presença no playoff de apuramento para a fase de grupos da Liga Europa na época em que nos encontramos. A boa campanha dos alvinegros no campeonato permitiu o destaque de muitos jogadores nacionalistas e, por conseguinte, levou à cobiça dos mesmos por parte de outros emblemas.

Perante as necessidades financeiras do clube e da imutável lei do mercado, o treinador Manuel Machado viu-se privado de peças nucleares da sua equipa. Exemplos são os casos de Candeias (transferido para o Benfica), Djaniny (Santos Laguna do México), Claudemir (Beitar Jerusalém) ou Mexer (Rennes), nomes aos que podemos juntar os de Diego Barcellos, Ricardo Baptista ou Edgar Costa. (fotos: ASF)

Para compensar todas estas (importantes) saídas, a direcção do Nacional procurou reforçar a equipa procurando reduzir custos e garantir uma qualidade igual ou superior à dos jogadores que tinham saído do clube. Para tal foram explorados, não só o mercado nacional, como também o sul-americano e o asiático. Estes mercados fizeram chegar ao clube madeirense jogadores oriundos da Arábia Saudita, Egipto, Peru ou Colômbia, e de onde resultaram em catorze novas contratações, de onde se destacam Marco Matias (ex-Vitória de Guimarães), e ainda o sul-coreano Suk (ex- Al-Ahli Jeddah). (fotos: vavel.com)

O antes e o depois

Esqueçamos por momentos a eliminação do Nacional do playoff da Liga Europa às mãos do Dínamo de Minsk. Se olharmos apenas para o campeonato, verificamos que, com onze jornadas volvidas, o Nacional da Madeira ocupa a 14ª posição com apenas nove pontos, em contraste com o sétimo lugar e os dezasseis pontos somados no mesmo número de jornadas da época anterior.

Assim, em 2013/2014 por esta altura, os madeirenses lutavam por um lugar europeu, encontrando-se a apenas dois pontos do quarto lugar. Para além disso, os homens de Manuel Machado tinham já quinze golos marcados, mais de metade dos registados na época acutal (7), e tinham menos um golo sofrido (12).

Outra grande diferença regista-se também nos jogos realizados fora da Choupana. Com efeito, em onze jornadas da temporada anterior, o Nacional já contava com dois triunfos fora de portas, registando ainda um empate (frente ao FC Porto) e duas derrotas, uma delas na Luz diante do Benfica. Em 2014/2015 os alvinegros ainda não sabem o que é ganhar fora, contabilizando um empate e quatro derrotas em cinco partidas realizadas. (foto: expresso.sapo.pt)

A razão desta queda abrupta de rendimento pode-se expilcar sobre dois motivos: o primeiro prende-se com o claro minguar de qualidade do plantel acutal relativamente ao da época anterior; as saídas foram muitas e importantes, e a direcção do Nacional não foi capaz de colmatar as mesmas com alternativas credíveis e capazes de ter o mesmo rendimento.

Outro motivo assenta na mudança directiva; a saída de Mário Figueiredo da liderança da Liga de Clubes, e a consequente candidatura de Rui Alves ao cargo, abriu caminho a uma nova direcção que, apesar de parecer querer dar seguimento ao trabalho do engenheiro madeirense, ainda não conseguiu criar a estabilidade necessária. Não se quer dizer com isto que existam críticas exacerbadas ou fragilidade na direcção alvinegra, mas o Nacional sem Rui Alves não se pode comparar aos tempos de comando por parte do ex-presidente, uma figura que transmitia confiança e ambição a adeptos e jogadores, uma figura de respeito e autoridade no clube madeirense.

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