Ferrari quer explorar omissão na regulamentação dos motores
James Allison, à direita, levantou a questão numa reunião técnica em Abu Dhabi (Foto in mitorosso.com).

Ferrari quer explorar omissão na regulamentação dos motores

Para a marca italiana, a ausência de um prazo para a homologação dos motores de 2015 abre a porta ao iniciar da época com um motor ainda em desenvolvimento ou de 2014. A FIA rejeita a interpretação.

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Hugo Picado de Almeida

A Ferrari acredita ter encontrado uma falha nos regulamentos técnicos da F1 que permitirá contornar os apertados prazos de desenvolvimento das unidades motrizes para 2015. De acordo com a Autosport.com, os italianos não estão sozinhos nesta tomada de posição, já que os rivais da Mercedes têm vindo a puxar este debate na tentativa de obter prazos mais alargados e menos constrangimentos sobre o desenvolvimento dos motores.

James Allison fala numa data omissa

Tal como James Allison, director técnico da Scuderia Ferrari, afirmou numa reunião da FIA em Abu Dhabi, os regulamentos de 2015 não especificam um prazo para a homologação das unidades motrizes, deixando entrever a possibilidade das equipas se apresentarem no início da temporada com os motores de 2014. A vantagem seria ter mais tempo para desenvolver as novas unidades e já com os novos chassis testados em situação de corrida.

FIA insiste em um motor por época

Apesar da argumentação da Ferrari, e reconhecendo a omissão da referida data, a FIA afirma que outras cláusulas dos regulamentos tornam impossível uma homologação mais tardia, ao contrário do que interpreta a Ferrari. No Apêndice 4 dos Regulamentos Desportivos da F1 pode ler-se que “um construtor não pode homologar mais do que uma especificação de unidade motriz”, e é nele que a FIA se baseia para dizer que só um tipo de motor pode ser utilizado numa dada temporada. Um porta-voz da FIA frisou que “Aquilo com que (as equipas) aparecerem em Melbourne (primeira corrida de 2015) será o motor homologado.”

O debate prevê-se, porém, longe de terminado, e ultimamente as equipas poderão mesmo levar a discussão para a pista australiana, discutindo com os comissários da prova as condições técnicas em que se apresentarão os seus respectivos monologares.

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