Penafiel x Porto: no dilúvio imperou a lei do mais forte
(Foto: Lusa/Reuters)

Penafiel x Porto: no dilúvio imperou a lei do mais forte

O FC Porto foi até Penafiel e acabou por levar a melhor. O onze base de Lopetegui garantiu o melhor registo do Campeonato: 4 vitórias seguidas para os azuis e brancos. Herrera, Jackson e Óliver fizeram os golos frente a um Penafiel que ainda deu luta.

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Mariana Cordeiro Ferreira

A tempestade tomou conta de Penafiel: o FC Porto chegou, jogou e venceu. A equipa de Rui Quinta nada pôde fazer face ao poderio dos azuis e brancos, mas se a vontade de lutar bastasse para vencer o jogo, com toda a certeza que os 3 pontos teriam tido um outro destino. 

Os golos de Herrera, Jackson, Rabiola e Óliver Torres marcaram uma noite em que o mau tempo também fez questão de marcar presença. Faltou o bom futebol, mas não faltaram os golos. 

Meia hora de cinzas, um quarto de hora à luz da maré 

O jogo ainda não tinha começado, já as surpresas marcavam a ficha de jogo. Do lado do FC Porto Lopetegui fez regressar o onze base, já Rui Quinta face ao castigo de um dos guarda-redes e à lesão de um outro estreou Tiago Rocha na baliza duriense e rezou - Não existia outro no banco para tomar o lugar à baliza. 

O jogo arrancou e com ele começou a vontade de golo do FC Porto. Primeiro Quaresma avisou, seguiu-se Casemiro e logo a seguir Jackson Martinez, mas a verdade é que as condições do terreno de jogo em nada ajudavam à sorte azul e branca. 

Até aos 20 minutos pouco trabalho tiveram os guarda-redes, mas à chegada da meia hora tudo mudou. Depois de um grande passe de Jackson Martinez, Casemiro bateu Tiago Rocha e Herrera só teve de encostar. Estava feito o primeiro golo da equipa de Lopetegui, do outro lado a reclamação. No momento do remate de Casemiro, Herrera estava em posição irregular e a equipa de arbitragem nada assinalou. 

Logo a seguir foi a vez de os penafidelenses acreditarem na vingança. Na sequência de um canto, Rabiola só não bateu Fabiano porque a defesa azul e branca esteve presente. 

E se o Penafiel ainda acreditou no empate, Jackson acabou com as teimas. O melhor marcador do Campeonato aproveitou o passe rasteiro de Óliver e no eixo da grande área acabou por bater, mais uma vez, Tiago Rocha. Novo golo para o Porto e nova dúvida na regularidade da posição por parte da equipa de Lopetegui. Se no lance do 0-1 a certeza está no fora de jogo de Herrera, no 0-2 a certeza não é tanta e as imagens não ajudam ao desfazer das dúvidas. 

Até ao intervalo, tempo ainda para um susto para Fabiano: o atraso de Maicon foi mal feito e obrigou o guardião portista a cortar para fora sem qualquer direcção. Passou o susto e chegou o tempo de descanso. O FC Porto poderia estar a ganhar por mais, mas a verdade é que não são quinze minutos que apagam a meia hora cinzenta. 

E só vontade chegasse.... 

Depois do poderio do último quarto de hora da primeira parte era esperado que o segundo tempo fosse a afirmação disso mesmo. Ora tal não aconteceu. 

Aos cinco minutos da segunda parte, o Penafiel marcou. Depois de um livre e de uma atrapalhação da defesa azul e branca, Rabiola bateu Fabiano. O ex-avançado do FC Porto não só comemorou o golo como ainda teve tempo para fazer Rui Quinta acreditar num empate. 

O Penafiel foi controlando o jogo e foi segurando o resultado, mas a verdade é que aos 61 minutos Óliver acabou com as teimas. Depois de um cruzamento de Jackson e de muita confusão na área, a bola sobrou para Óliver Torres que sem mais perder tempo acabou por fazer o 1-3 final. 

Até ao final da partida, o Penafiel não desistiu e o FC Porto encolheu, mas a verdade é que o marcador não mais se alterou.... Para a história fica apenas o resultado. 

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