Liga dos Campeões 2013/2014: Retrospectiva VAVEL
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Liga dos Campeões 2013/2014: Retrospectiva VAVEL

Depois da conquista da Champions em 2012/2013, o Bayern de Munique preparava-se para defender o seu título na edição 13/14 da prova. O Vavel Portugal aproveita a pausa na competição (até Fevereiro) para fazer uma retrospectiva da prova conquistada pelo Real Madrid no ano transacto.

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Depois da conquista da Champions em 2012/2013, o Bayern de Munique preparava-se para defender o seu título na edição 13/14 da prova. O Vavel Portugal aproveita a pausa na competição (até Fevereiro) para fazer uma retrospectiva da prova conquistada pelo Real Madrid no ano transacto.

Fase de qualificação:

A fase de qualificação para os grupos da Liga dos Campeões 13/14 merece o nosso destaque sobretudo pela presença do Paços de Ferreira nesta lista. Depois de um magnífico campeonato sob as ordens de Paulo Fonseca, o clube da Mata Real disputou contra o Zenit St.Petersburg uma vaga de acesso para a elite do futebol. Os milhões russos falaram mais alto, tendo o Paços sido derrotado por um total de 8-3 na eliminatória. Depois dos jogos de qualificação entre dia 2 de Julho e dia 28 de Agosto, dia 29 acolheu o sorteio da fase de grupos da prova milionária.

Paços caiu perante Zenit (Foto: Estela Silva/LUSA)

Fase de Grupos

O sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, que teve lugar no Mónaco, no dia 29 de Agosto de 2013 ditou o confronto entre equipas de topo da Europa. Dando primazia à analise dos grupos onde figuravam emblemas lusos, o Benfica iria defrontar um grupo teoricamente acessível. PSG, Olympiakos e Anderlecht eram os emblemas com quem os então vice-campeões nacionais iriam medir forças. No entanto, o empate em casa com o Olympiakos viria a deitar tudo a perder, e as águias viriam a ser relegadas para a Liga Europa.

Gregos atravessaram-se no caminho do Benfica

Já o destino do Porto ditou um grupo um pouco mais complicado, em que iriam defrontar Atlético de Madrid, Zenit St. Petersburg e Austria de Viena. Numa fase de grupos de má memória para os Portistas, os homens de Paulo Fonseca não conseguiram mais do que somar 5 pontos, sendo igualmente relegados para a prova secundária da UEFA.

Atlético bateu o Porto

Feitas as contas dos grupos, em primeiro lugar passaram Manchester United, Real Madrid, PSG, Bayern, Chelsea, Dortmund, Atlético de Madrid e Barcelona. Em segundo lugar seguiram para a fase seguinte Bayer Leverkusen, Galatasaray, Olympiakos, Manchester City, Schalke, Arsenal, Zenit e Milan. Destaque para o Napóles, que ficou de fora, num grupo em que os três primeiros classificados (Dortmund, Arsenal e Nápoles) somaram 12 pontos cada.

Oitavos-de-Final

Nos oitavos de final, os sorteios ditaram grandes jogos de elite europeia, com o Barcelona a defrontar o Manchester City, o AC Milan a defrontar o Atlético ou o Bayern x Arsenal. A destacar nesta fase a eliminar a vitória estrondosa do Real Madrid sobre o Schalke, por 9-2, a vitória clara do Barcelona sobre o City, por 4-1, a humilhação e queda do todo-poderoso AC Milan perante o Atlético (5-1 para os de Madrid) e a eliminatória emocionante entre Dortmund e Zenit (5-4).

Em termos individuais, o destaque vai para Robin Van Persie, que com um hat-trick conseguiu anular a vantagem de 2 golos que o Olympiakos trazia da primeira mão e dar um balão de oxigénio a David Moyes, que não duraria muito mais em Old Trafford.

Van Persie brilhou (Foto: Reuters)

Quartos-de-Final

Nos quartos de final da prova milionária, pudemos assistir a jogos memoráveis entre as oito melhores equipas da prova transacta. O Atlético de Simeone conseguiu bater o Barcelona por 2-1. O espírito colectivo levou a melhor sobre o génio de Messi e Neymar mas o destaque vai todo para Diego Ribas. O antigo jogador do Porto marcou um dos golos da prova, com um remate indefensável que gelou Camp Nou. Na segunda mão, valeu o golo madrugador de Koke a selar o triundo Colchonero.

Diego fez a diferença

O Real Madrid conseguiu bater o carrasco da época 2012/2013 e afastou o Dortmund de Klopp. Depois de bater os germânicos por claros 3-0 na primeira mão, o Real sofreu desnecessariamente mas conseguiu levar a melhor, apesar da derrota por 2-0 na segunda mão. Para a história fica a boa exibição de Casillas, que com uma série de boas intervenções evitou males maiores e deixou aceso o sonho da décima.

Casillas foi gigante contra Dortmund 

Os jogos que opuseram o Chelsea de Mourinho e os milionários do PSG acabaram com um sabor amargo para os franceses. Depois de uma vitória por 3-1 em Paris, num jogo em que Pastore marca um golo divinal, parecia que os pupilos de Mourinho estavam condenados a uma eliminação precoce. No entanto, numa segunda mão imprópria para cardíacos, Demba Ba carimbou a passagem aos oitavos de final, aos 87 minutos.

No quarto duelo dos quartos de final, Manchester United foi derrotado pelo todo poderoso Bayern de Munique. Depois de um empate a uma bola em Manchester, que ainda dava alguma esperança aos Red Devils, estes últimos acabaram por perder o jogo por 3-1, apesar de Evra, num golaço, ter inaugurado o marcador na Allianz Arena.

Bayern fez a festa diante do United (Foto: Getty Images)

Meias-Finais

Nas meias finais estavam agendados dois duelos épicos para qualquer amante de futebol. O Real Madrid encontrava o Bayern de Guardiola, num jogo que se esperaria certamente mais equilibrado. Depois de na primeira mão os Madridistas terem saído com uma vitória magra (1-0, golo de Benzema), pouca gente esperaria aquilo que viria a acontecer em Munique. O Madrid dizimou por completo o campeão em título, por claros 4-0, que viriam a coroar um jogo magnífico de Ronaldo, que aumentava para 16 o total de golos na competição. Depois de mais de uma década a perseguir uma final, o Real Madrid tinha o bilhete carimbado para Lisboa e a Décima dependia apenas de si próprio.

Real de Ronaldo destruíu Bayern

Na outra meia final, o Chelsea defrontava o impressionante Atlético de Madrid. Depois de uma meia final enfadonha no Calderón, em que a turma de Mourinho se limitou a colocar 11 homens de trás da linha do meio campo, o Atletico foi a Stamford Bridge surpreender tudo e todos e arrancar e apesar de ter começado a perder, acabou a partida a ganhar por claros 3-1 e a carimbar o bilhete para um duelo da cidade Madrilena em pleno Estádio da Luz.

Diego Costa ajudou colchoneros a chegar à final 

A grande Final de Lisboa

A 59ª final da maior prova de clubes do futebol Europeu tinha data marcada para o dia 24 de Abril de 2014, em Portugal, no Estádio da Luz, que já tinha sido palco de outras grandes finais, como a do Euro 2004. As meias-finais tinham ditado um duelo Espanhol, mais propriamente da cidade de Madrid. O ambiente que precedia a final era impressionante, com centenas de milhares de espanhóis, adeptos de ambos os clubes, a deslocarem-se a uma cidade que vivia um ambiente de festa há muito não visto.

No relvado, pelas 19h45, depois de uma magnífica apresentação com alusão às Descobertas e com o hino cantado pela inconfundível Mariza, Bjorn Kuippers apitava para o início do segundo jogo mais aguardado do ano, a seguir à final do Mundial. O Real partia como favorito e buscava a Décima ao ponto que os rivais de Madrid tentavam provocar uma surpresa total.

O jogo até não começou bem para a equipa de Simeone, que perto dos 10 minutos perdeu o seu melhor elemento (Diego Costa), que saiu lesionado. Depois de um falhanço incrível perto da meia-hora por intermédio de Gareth Bale, o Atlético viria a chegar à vantagem, com Diego Godin a aproveitar um falhanço inacreditável do capitão Merengue.

Godí adiantou o Atlético no marcador (Foto: Reuters)

Na segunda parte, o Real Madrid carregou na busca do empate mas nada parecia sair bem aos homens de Ancelotti. A defensiva do Atletico estava coesa e apenas ao minuto 93, após um canto, Sergio Ramos conseguiu o golo milagreiro que dava esperança aos adeptos do Real Madrid.

Ramos igualou no fim (Foto: Michael Regan)

A desilusão dos adeptos Colchoneros alastrou-se ao campo e as tropas de Simeone não conseguiram voltar a erguer-se. O prolongamento foi um passeio para os de Ancelotti, que fixaram um resultado final um pouco exagerado de 4-1, no qual Ronaldo também deixou a sua marca.

Ronaldo sorriu no final (Foto: Zimbio)

O Real Madrid conquistava assim a sua Décima Champions, mas o Atlético Madrid vendeu bastante cara a derrota e nem os mais crentes Madridistas acreditavam no golo milagreiro de Sergio Ramos, que catapultou os blancos para a vitória.

Melhores Momentos da Liga dos Campeões 2013/2014:


 

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