McLaren explica estranho acidente de Alonso
Início de ano complicado para Alonso e a sua equipa (foto: s/f)

McLaren explica estranho acidente de Alonso

Foi ontem notícia o acidente do espanhol Fernando Alonso, a bordo do McLaren MP4-30, no circuito da Catalunha, Barcelona. Hoje a McLaren explicou o sucedido.

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Fábio Mendes

Fernando Alonso sofreu um acidente durante a manhã do último dia de testes da F1 em Barcelona, este domingo, sem que no entanto aparente ter sofrido qualquer lesão.

As primeiras imagens que apareceram foram de um monolugar encostado à parede e as equipas de assistência médica no local. Os danos no carro não pareciam significativos e muitos estranharam o aparato. Mais surpresos ficaram quando se soube que o piloto foi levado de helicóptero para o hospital, supostamente para fazer exames. Os relatos apontavam para que o piloto estava bem e consciente, sempre em conversação com as equipas médicas.

Mais tarde as teorias da conspiração começaram a surgir, com suspeitas de falha da suspensão do carro, descarga eléctrica do sistema de recuperação de energia, ou mesmo desmaio do piloto. Para adensar a névoa, Vettel (Ferrari), que seguia atrás de Alonso, afirmou que o espanhol não seguia muito depressa (150Km/h) e que a saída de pista foi estranha e repentina.

O MP4/30 tem ainda muito que "crescer" e evoluir (foto: s/f)


Passadas 24h, o piloto mantém-se no hospital a recuperar, e o seu empresário mostrou uma foto no twitter onde se pode ver um Alonso sorridente e com o polegar levantado, assinalando que tudo se encontra bem. Quem olha para os estragos no carro acha estranho que um acidente a “baixa” velocidade provoque tanto alarido. E a hipótese de desmaio, embora possível, parece rebuscada para um dos mais bem preparados pilotos do grid. Toda esta falta de informação levou a um novelo de notícias e opiniões, pelo que esta tarde a McLaren sentiu necessidade de vir a público.

McLaren explica o acidente em comunicado

A equipa informou que o piloto está bem, a recuperar e que se vai manter no hospital até estar completamente recuperado, a fim de evitar a pressão dos media e para ser seguido de perto pelos médicos para excluir qualquer imprevisto. Nenhum dos exames feitos mostrou qualquer anormalidade e a equipa quer que o piloto se recupere totalmente, estando até na mesa a eventual não participação na segunda ronda de testes em Barcelona, já esta semana. Caso tal se verifique, a vaga deverá ser ocupada muito provavelmente por Kevin Magnussen).

O impacto lateral terá sido maior do que as imagens fazem crer (foto: s/f)


Segundo a McLaren, o acidente teve origem numa rajada de vento que desequilibrou o carro. A análise à telemetria mostra que o piloto estava consciente, pois corrigia a direcção do carro e estava a usar a caixa-de-velocidades (o que deita por terra a teoria do desmaio por causa de uma descarga eléctrica ou por qualquer outro motivo), e que o carro não sofreu nenhuma baixa de pressão aerodinâmica (nenhuma parte se partiu). O carro entrou na curva em cima do sintético que delimita aquela zona do traçado, levando a uma perda de tracção que consequentemente atirou o carro para a parede. Outros pilotos, como foi o caso de Sainz Jr,. sofreram o mesmo problema durante a sessão.

A teoria da descarga eléctrica foi também desmentida pela equipa, uma vez que a luz que indica se é seguro tocar no carro estava verde e mesmo na telemetria não ser verificou nenhuma anomalia do sistema. O impacto do carro com a parede foi lateral, tendo-se iniciado na roda dianteira direita, com o carro a “deslizar” durante 15 segundos até parar.

Alonso poderá não estar na próxima bateria de testes que começa quinta (foto: s/f)


Esta é a explicação oficial e aquela que terá de ser aceite como verdadeira. De facto, uma rajada de vento é o suficiente para desequilibrar um carro muito leve e que depende tanto da aerodinâmica para se manter em pista. E a severidade do impacto poderá ter sido mascarada pela falta de danos visíveis. Em todo o caso, e segundo uma publicação alemã, é normal que as suspensões tenham aguentado, devido ao tipo de impacto, acabando a ter sido o piloto a absorver grande parte da energia do choque lateral.

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