1-0, min. 17, Luisão. 2-0, min. 26, Salvio. 3-0, min. 33, Pizzi. 4-0, min. 35, Jonas. 5-0, min. 56, Lima (g.p.). 6-0, min. 86, Jonas.
Em dia de festa, Benfica encanta (e goleia)
Com Gaitán de regresso, a história foi outra. (Foto: abola.pt)

Em dia de festa, Benfica encanta (e goleia)

No dia em que completa 111 anos de vida, o Benfica recebeu em casa o Estoril e goleou os visitantes, tendo feito uma das melhores exibições desta temporada. Sem dúvida uma excelente prenda para os seus adeptos.

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João Rodrigues

Massacre! É esta a palavre-chave que caracterizar o jogo desta tarde no Estádio da Luz. No dia do seu aniversário, os encarnados protagonizatam uma das melhores exibições da época senão mesmo a melhor. O Estoril foi goleado por uns incríveis 6-0 e desdo ao ínico ao fim nunca teve a hipótese de discutir a partida. Domínio total por parte do encarnados que conseguem assim um vitória importante num fim-de-semana em que há clássico entre FC Porto e Sporting.

Primeira parte de sentido único

O Benfica fez a melhor primeira parte da época. Entraram muito fortes desde o apito inicial. Ainda antes do golo de Luisão aos 14', os encarnados já tinham desperdiçado duas oportunidades com Kieszek em destaque a negar o golo a Jonas. Uma das defesas do guardião estorilista originou um pontapé de canto, no qual surgiu o primeiro golo com Luisão a saltar mais que todos os outros e a apontar para dentro da baliza. Foi o 3º golo do defesa-central esta época no campeonato. O Estoril não conseguiu responder e o massacre continuava, tendo rapidamente chegado ao segundo, terceiro e... quarto golo. Primeiramente por Salvio aos 33' após cruzamento de Lima.

Pouco depois, era Pizzi, que vinha estando muito bem no jogo, a fazer um golaço de fora-de-área metendo a sua equipa numa margem confortável. Contudo, nem essa margem confortável foi motivo para as águias abrandarem. Passados dois minutos desse golado, era Jonas a fazer o gosto ao pé na melhor jogada da tarde. Gaitán deu de calcanhar para Maxi que assistiu o brasileiro que teve apenas de enconstar. Já o argentino - no seu regresso - espalhou magia tendo ele mesmo uma excelente oportunidade mas o chapéu saiu ligeiramente ao lado da baliza. Até ao intervalo, destaque para mais uma má notícia para os estorilistas. Diogo Amado lesionou-se e teve de ser substituído por Cabrera.

Salvio leva a melhor sobre Diogo Amado (Foto: abola.pt)

Jogo morno mas a festa continuou

O segundo tempo não foi tão mexido como o primeiro mas ainda assim deu para a festa continuar. No campo e nas bancadas. O Benfica entrou com ideias de controlar o jogo e foi isso mesmo que fez. Mesmo sem forçar, conseguiu ir várias vezes à área adversária e aos 54' arrancar um penálti. Falta de Kakuba sobre Jonas e o árbitro a apitar para a marca de onze metros, correctamente. Na conversão, Lima marcou com um remate potente. Ele mesmo esteve perto de marcar um golaço aos 63' com um belo remate de calcanhar que foi à figura de guardião do Estoril.

Com este resultado, Jesus aproveitou para gerir a equipa substituindo o regressado Gaitan, Pizzi e Samaris. Cristante teve direito a minutos. Os adeptos, super contentes iam aproveitando para cantar os parabéns à sua equipa, a alto e bom som. Nessa altura, em que o Benfica adormecia um pouco, o Estoril procurou reagir e ainda mandou uma bola ao poste quando já estava a jogar com menos um após expulsão de Anderson por acumulação de amarelos. A meia dúzia viria mesmo a chegar, com Jonas a fazer um bis. Lima lançou Ola John com um excelente passe - o holandês rematou e o brasileiro na recarga faria o resultado final.

Jonas festeja o seu golo (Foto: abola.pt)

Destaques:

Benfica - Uma vitória importante, numa das melhores exibições da época. Gaitán regressou e desde logo que a festa foi outra. Mesmo sem estando a 100%, o argentino jogou e fez jogar. Jonas voltou a provar que tem instito goleador jutando a esses golos uma grande exibição. Tem sido sempre dos melhores nos últimos jogos. Salvio voltou às boas exibições enquanto Luisão voltou a desequilibrar na frente do terreno, voltando a marcar na sequência de um canto. Maxi voltou a estar bem dando continuidade ao que tinha feito no resto da temporada. Tantos adeptos como jogadores e treinador podem-se dar por contentes com esta exibição.

Estoril - Quem os viu e quem os vê. Esta não é mesma equipa comparada à das épocas passadas. José Couceiro é bom treinador mas não tem sido feliz nesta passagem pelos canarinhos tendo realizado um péssima aborgagem para este jogo. Só com um único defesa-central disponível para este jogo, o Estoril num podia disputar este jogo olhos-nos-olhos. Perante isso, o Benfica aproveitaram com facilidade. Foi uma autêntica passadeira a defesa estorilista. Em relação ao destaques individuais, houve poucos. Tozé foi o melhor tendo sido o mais inconformado. Kieszek esteve igualmente bem, evitando que os números desta goleada fossem maiores. Anderson Esiti, que foi expulso, revelou alguma imaturidade táctica (algo natural para a sua idade). José Couceiro pode estar em maus lençóis - Esta é já a quinta derrota consecutiva da sua equipa na Liga NOS.

No fim do jogo, ambos os treinadores sentiram a necessidade de falar das arbitragens. Jorge Jesus disse que «Vão dizer mais uma vez que o Benfica jogou com mais um. O Benfica vencia por 5-0 e talvez o Estoril ainda pudesse empatar... Vamos ver o se os nossos adversários se vão agarrar à expulsão» Já em relação ao regresso de Gaitán afirmou que só não gostou do amarelo: «Ninguém tem dúvidas que Gaitán é um talento individual e com um grande conhecimento das ideias da equipa. Não se notou que esteve tanto tempo parado. É um jogador tecnicamente muito evoluído, executa mais rápido do que outros pensam. Só não gostei do amarelo, pois ficou com quatro. Queria que ele disputasse os 90 minutos e tive de tirá-lo».

José Couceiro queixou-se da expulsão do seu jogador: «Quando se perde por seis não há que contestar a vitória do adversário. Entrámos muito passivos, estivemos mal até aos 15 minutos e a partir daí fomos excessivamente passivos, nem sequer tivemos capacidade para segurar o jogo. Estávamos a reagir na segunda parte... Há falta de bom senso, não sei o que se passa com os árbitros, prejudicam as equipas para os jogos seguintes. A expulsão é um exagero, houve falta de classe do árbitro. Não havia intenção de cortar a bola com a mão». Diz também que não tem problema nenhum se tiver do comando técnico dos canarinhos: «Não quero ser parte do problema, se tiver de haver uma mudança técnica para bem do Estoril, vamos conversar. É preciso ter cabeça fria para pensar a analisar as coisas com cuidado»

 

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