«Tello-trick» no ângulo morto de Tobias & Jonathan

«Tello-trick» no ângulo morto de Tobias & Jonathan

Show de Tello no clássico FC Porto x Sporting: o «hat-trick» da seta espanhola aniquilou o ténue Sporting, que não teve pernas para parar o extremo portista. Três golos nascidos de três passes de ruptura precisamente rumo ao ângulo morto entre o central Tobias e o lateral Jonathan.

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O FC Porto x Sporting teve em Christian Tello o seu maior protagonista: no palco do Dragão, o extremo espanhol destruiu, com três golos, a esburacada e descomposta muralha defensiva leonina. Três golos fundados em três passes de ruptura, que, aliados às desmarcações velozes de Tello, foram a desgraça do Sporting extenuado de Marco Silva.

Quais as razões para o insucesso defensivo do Sporting e o eficaz sucesso portista? Desde logo encontramos explicações bastante claras na organização de sector recuado dos leões: muito espaço entre o quarteto defensivo e a linha do meio-campo leonino, vários metros quadrados de espaço por reclamar, sem patrulhamento efectivo; depois, uma linha recuada totalmente descoordenada, onde os laterais nunca acertaram passo com os defesas centrais.

Resultado? O colectivo defensivo leonino nunca teve forma sólida nem compostura táctica para monitorizar os movimentos do tridente atacante do FC Porto (Jackson Martínez, Tello e Brahimi) nem marcar os elementos desse tridente de modo atento e coordenado. Jackson caiu constantemente entre as linhas, recuando e explorando a liberdade dada pela desconexão entre o posicionamento da linha da defesa e da linha composta por William/Adrien.

Jackson, fugindo da marcação de Tobias Figueiredo e Paulo Oliveira, soube gozar da liberdade que o falhanço táctico do Sporting sempre lhe permitiu: ter bola no pé entre a defesa e o meio-campo dos Leões, actuando como referência pivotal e servindo os extremos velozes. Sem marcação zonal competente, o colombiano desequilibrou a desequilibrada equipa do Sporting, beneficiando da passividade e lentidão de William Carvalho e de Adrien - uma dupla estática.

Ora, se o meio-campo não cobre, dificilmente a linha da retaguarda o pode fazer de modo sustentado; sem coordenação e complementaridade, tudo desaba, e, as falhas de Tobias e Jonathan Silva, são, basicamente, uma consequência lógica das falhas anteriores. Tobias, sem velocidade, foi surpreendido pelas arrancadas inteligentes de Tello, que a si se colava estrategicamente; Jonathan, que nunca tentou fechar o ângulo morto, permitiu que tudo se desenrolasse pela auto-estrada Tobias & Jonathan, criada com a ajuda do fraco meio-campo leonino.

Jackson Martínez bailou entre as linhas, assistindo Tello por duas vezes: a primeira, com um toque sublime de calcanhar, a segunda com um passe teleguiado que abriu uma clareira na zona de Tobias e Jonathan. O mexicano Herrera assistiu Tello para o terceiro golo, novamente a partir de uma zona de ninguém, sem pressão - apenas as sombras dos esgotados jogadores leoninos...

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