Software pode amargar regresso da Manor à competição
Mecânico trabalha no monolugar de Mehri com a supervisão do piloto (Foto: XPB Images).

Software pode amargar regresso da Manor à competição

Os computadores da equipa terão sido limpos aquando de um dos leilões da Marussia. Agora, a equipa poderá não ter tempo de reinstalar os softwares a tempo dos FP1 em solo australiano.

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Hugo Picado de Almeida

A poucas horas do início dos treinos livres em Melbourne, notícias emergiram de que a Manor poderá ver-se impedida de correr já na sexta-feira do primeiro GP da temporada, o que seria mais um revés para uma equipa que à última da hora e em tempo recorde voltou ao activo. De acordo com a Auto Motor und Sport, o problema residirá nos computadores da equipa que estiveram para ir a um dos leilões da Marussia antes de um acordo de última hora ter cancelado o evento.

Computadores da equipa terão sido apagados antes de leilão cancelado

Segundo a publicação alemã, aquando da preparação do leilão, os computadores da equipa terão sido inteiramente limpos, restando agora saber se os técnicos da Manor, cujos carros ainda não estiveram em pista desde o GP da Rússia, em Outubro de 2014, terão tempo para reinstalar todo os softwares necessários e carregar os dados a tempo das primeiras sessões da prova australiana. De acordo com a notícia veiculada na Auto Motor und Sport, existe inclusive a possibilidade de que a Manor "tenha de pagar algumas facturas antes do software relativo ao motor ser sequer libertado".

Esforço hercúleo da equipa poderá sofrer um duro golpe

Recordemos que a Manor (antiga Marussia) dominou grande parte das páginas dos jornais no defeso da Fórmula 1. Tendo falhado as últimas três provas de 2014 e visto parte dos seus bens vendidos em leilão, assim como trespassada a sua sede, muitos seriam os que pensavam que a equipa seguiria a Caterham, vitimada por um volume de dívidas sufocantes. Nas últimas semanas, porém, o cenário mudou completamente, com o milionário britânico Sean Fitzpatrick a investir na Manor, resgatando-a e trazendo-a de volta para a competição. Contra todas as probabilidades, a equipa conseguiu adaptar os seus monolugares aos regulamentos de 2015, passar os testes de segurança da FIA e organizar e deslocar o seu contingente para a Austrália, pelo caminho contratando ainda dois jovens pilotos (Roberto Mehri e Will Stevens) para conduzir os seus monolugares já em Albert Park.

Nas próximas horas, com o início dos treinos livres em solo australiano, a situação tornar-se-á clara, esperando-se informações prestadas pela própria equipa britânica sobre a real situação em que se encontra.

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