Hamilton e Rosberg trocam elogios
Foto do podio deste primeiro GP da temporada (Foto in Pirelli Press)

Hamilton e Rosberg trocam elogios

Foi atribulada, a primeira prova do campeonato do mundo de Fórmula 1 de 2015, na Austrália. Com apenas 15 carros em pista, a tónica de 2014 manteve-se, porém, com os Mercedes de Lewis Hamilton e Nico Rosberg a dominarem a corrida do início ao fim.

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João Pereira

Lewis Hamilton, vencedor e atual campeão do mundo de F1, mostrou-se satisfeito com a sua performance, embora confesse que teve que se esforçar ao máximo para garantir a vitória «O Nico foi muito rápido, mas eu tentei sempre gerir o combustível e os pneus, sem saber até onde estes podiam ir. Quando alcancei uma margem de dois segundos quis mantê-la, e quando o Nico atacava pude reagir sempre. Foi uma corrida fenomenal para nós, pois o Nico pilotou muito bem e a equipa fez um grande trabalho com os dois carros.» O piloto britânico elogiou ainda o bom andamento da Ferrari, que ocupou o terceiro lugar do pódio, com Sebastian Vettel: «Penso que a Ferrari deu um grande passo em frente, pelo que não podemos facilitar. Eles vão continuar a melhorar e antecipo boas lutas. Precisamos de trabalhar para não permitir que se aproximem».

Em relação à quantidade de pilotos que participaram (15) e o número de monolugares que acabaram (11), Hamilton referiu «Não sei quantos pilotos não começaram a corrida; a Manor também não participou. No MotoGP há pilotos que correm com ossos partidos e eu pilotaria sempre mesmo que algo estivesse danificado no carro. Não sei como foi do ponto de vista dos espectadores, mas devíamos ter mais carros em pista».

Rosberg esforçou-se ao máximo

Rosberg refere que tentou tudo por tudo, mas recenhece que o seu companheiro de equipa esteve perfeito: «Eu ataquei. Podem não ter visto, mas ataquei! O Lewis não cometeu erros e por isso não pude aproximar-me muito para o tentar ultrapassar. Poupei combustível para atacar mais perto do fim, mas o Lewis fez exatamente o mesmo (...) nada mais pude fazer», confessou o alemão, segundo classificado no mundial do ano passado.

Relativamente ao pelotão da F1 e do actual grau de concorrência, Rosberg mencionou esperar «que as outras equipas nos desafiem. Por certo nas próximas corridas vamos manter-nos na frente mas espero que a Ferrari fique um pouco mais perto. Mas não demais... Penso também no desporto, e isso seria bom para os adeptos e para a modalidade». Em relação ao que fazer para melhorar a interação com o público e tornar todo o espetáculo mais aliciante, o alemão reconheceu que «Foi engraçado para os adeptos terem o Arnold Schwarzenegger no pódio, mas temos que reinventar o desporto e continuarmos a adaptá-lo. Temos que 'surfar' a onda à medida que as coisas mudam pelo mundo fora. Temos forçosamente que melhorar o espetáculo!», reconheceu.

Vettel diz que pódio soube a vitória

Sebastian Vettel, que obteve o primeiro pódio na sua primeira corrida com a Scuderia Ferrari, mostrou-se bastante satisfeito «É fantástico, estou muito contente em muitos aspetos. Foi uma excelente volta de consagração pois há muita emoção quando se pilota um carro vermelho. Há um ano por esta altura já estava no aeroporto, portanto estar no pódio é muito bom. É uma situação completamente diferente. O ano passado tive uma pré-época e primeira corrida muito difíceis. Agora estou numa equipa nova, mas ainda tenho muito para aprender e melhorar. Para já, estou feliz».

Em relação ao seu novo monolugar e em relação à distância para os Mercedes, Vettel explica que ainda há muito trabalho a fazer: «Penso que o carro é melhor do que a equipa tinha o ano passado, mas ainda estamos muito atrás da Mercedes. Em corrida, a diferença não é tão grande quanto na qualificação. Foi bom ver a forma como a equipa encarou este Grande Prémio e no futuro espero não facilitar tanto a vida aos rapazes lá da frente».

Sobre a corrida, a nova estrela da Ferrari admite que «A partida não foi a ideal, mas tínhamos uma boa estratégia e conseguimos poupar pneus para fazer o oposto da estratégia habitual de passar pilotos nas boxes. Foi tudo muito calmo, muito profissional. É claro que não é uma vitória, mas para nós sente-se como uma vitória. Depois de uma época horrível é bom ver como o carro trabalha, tanto o chassis como o motor. Em Maranello fez-se um grande trabalho. Sempre fui um adepto da Ferrari, antes secretamente, agora declarado, portanto e fantástico!»

Tal como os restantes elementos presentes no pódio, e antes fazendo questão de deixar uma mensagem de apoio ao lesionado Valtteri Bottas, Vettel dirigiu-se ao panorama actual da modalidade: «É bom ver que temos um novo competidor, a Honda. Foram muito corajosos em vir para a F1, mas por agora estão a pagar o preço da sua decisão. Estão a passar pelos mesmos problemas por que passaram todos menos a Mercedes no ano passado. É lógico que precisamos de mais carros em pista, mas creio que isso virá com o tempo».

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