UEFA e FIFpro unidas contra o controlo de passes por fundos de investimento

UEFA e FIFpro unidas contra o controlo de passes por fundos de investimento

A UEFA e a FIFpro uniram-se na luta contra a proliferação dos fundos de investimento e o poder destes no seio do futebol internacional, principalmente no que toca ao controlo e posse de passes de jogadores. Ambas as entidades apresentaram uma queixa à Comissão Europeia contra a participação de fundos na propriedade de passes de jogadores.

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No dia 1 de Abril, a UEFA e a FIFpro uniram em torno do objectivo de reduzir a preponderância dos fundos de investimento no panorama do futebol internacional - para tal, ambos os organismos apresentaram à Comissão Europeia uma participação expressando a vontade de impedir que tais fundos de investimento possam ter controlo sobre os  passes dos atletas.

Numa iniciativa conjunta, a UEFA, liderada pelo francês Michel Platini, e o sindicato internacional de futebolistas, liderado por Gordon Taylor, demonstraram-se contra a crescente importância dos fundos na vida do futebol internacional, partilhando uma visão também sustentada pela direcção do Sporting Clube de Portugal e pela própria FIFA.

Tanto a UEFA como a FIFpro procuram que a Comissão Europeia apoie e ractifique a decisão da FIFA de proibir a partilha de terceiros da propriedade dos passes dos jogadores de futebol, combatendo assim a «prática prejudicial para os interesses dos jogadores, clubes e adeptos e que debilita a integridade do jogo», afirma a UEFA no seu comunicado oficial, lançado no dia 1 de Abril.

A luta contra a ascensão dos fundos tem-se intensificado no último ano e o final de 2014 viu avanços políticos no sentido de conter a diáspora financeira desses mesmos fundos, muitos deles já totalmente instalados no estilo de vida de vários clubes da Europa (Portugal é claro exemplo disso, em clubes como FC Porto e Benfica). Em Dezembro de 2014, o Comité Executivo da FIFA deu luz vermelha à partilha de passes por terceiros - dia 1 de Maio 2015 será o dia inaugural da nova política anti-fundos.

«A propriedade de terceiros é uma espécie de escravatura moderna, quando jogadores pertencem a fundos de investimento ou a entidades corporativas, normalmente não identificadas. Este é claramente um assunto que a legislação europeia tem de contrariar e que a CE deve declarar ilegal», afirmou Gianni Infantino, Secretário-Geral da UEFA.

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