Bayern x Barcelona: Dos 45 aos 90, Luis Enrique preferiu tomar gosto à passividade
Foto via: The Telegraph

Bayern x Barcelona: Dos 45 aos 90, Luis Enrique preferiu tomar gosto à passividade

Após 45 minutos de futebol atractivo, Luis Enrique preferiu largar as rédeas do jogo e remeter a sua equipa a uma passividade perigosa que permitiu ao Bayern controlar a segunda parte do duelo e chegar até a uma vantagem que não se previa aquando do apito intercalar. O Barcelona poderia ter subjugado o Bayern na Arena, mas, amedrontado, preferiu, na segunda parte, sofrer dois golos e abdicar de rematar à baliza de Neuer.

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Crónica VAVEL

Depois de voltar, durante 45 minutos, a submeter o Bayern à seu delirante onda ofensiva, o Barcelona entrou nos balneários para o descanso da praxe mas, quando voltou a pisar a relva do majestático Allianz Arena, parecia outro. 

Parece mentira mas bastou vislumbrar poucos minutos da etapa complementar para entender que a mensagem de Luis Enrique tinha sido de abrandamento. Os catalães recuaram as linhas, diminuiram drasticamente a intensidade da pressão táctica e não contestaram a posse de bola do Bayern Munique. 

A pergunta é esta: porquê? O Barcelona, por cima no jogo, vencia por 1-2 no reduto bávaro e provara, nos primeiros 45 minutos, que bastavam algumas acelerações operadas pelo trio Neymar-Messi-Suárez para colocar em óbvios calafrios a morosa e pastosa defesa da equipa de Pep Guardiola

O que conseguiu Luis Enrique? Limitar as acções de Messi e Neymar (desapareceram do jogo como eclipses), enfiar a sua equipa numa espécie de colete-de-forças bávaro, sofrer dois golos, perder o jogo e não mais voltar a perigar a baliza de Manuel Neuer. Porquê, volto a perguntar

O colectivo germânico, desanimado pelo já irremediável 1-2, voltou a animar-se devido à permissividade catalã, realizando uma competente segunda parte, marcando dois golos (exibições excelentes do esforçado Muller e do goleador Lewandowski) e terminando a partida com uma dignidade que poderia ter sido tolhida pelo domínio «culé» que se adivinhava.

Luis Enrique preferiu interromper o barato dos jogadores (como expressam os brasileiros) e tomar gosto a uma passividade táctica que apenas serviu para derrotar a própria equipa. Luis Enrique, em face de nova jogatana de bradar aos deuses do futebol, escolheu o encolhimento e o sofrimento. Messi apagou-se, Neymar desapareceu, Iniesta escondeu-se da bola - doeu ver o Barcelona da segunda parte actuar. Não havia necessidade de ferir susceptibilidades senhor Enrique.

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