0-1, MIN.4, RAKITIC ; 1-1, MIN.55, MORATA ; 1-2, MIN.68, SUÁREZ ; 1-3, MIN.90+7, NEYMAR
Final da «Champions»: Barcelona demoliu muro da Juve e alcançou triplete

Final da «Champions»: Barcelona demoliu muro da Juve e alcançou triplete

Na final de Berlim, o Barcelona demoliu o muro italiano da Juventus  por três bolas a uma, conquistando a 5 Liga dos Campeões na sua história. .

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Francisco Dias

A arte de bem atacar ultrapassou uma das melhores barreiras defensivas da Europa. Barcelona e Juventus mediram forças numa final digna de campeões e foram os espanhóis a destruir a muralha da Juve com 3 tentos a 1. Os tiros de Rakitic, Suárez e Neymar escreveram o nome «blaugrana» na História e Morata, para os italianos, ainda deu esperança, mas a quinta Champions não escapou a Messi e companhia.

Quem tem Neymar, Messi, Iniesta e Suárez ... Leva tudo à frente

Na final de todas as emoções, o Barcelona superou o campeão italiano num duelo verdadeiramente incrível. No embate de gigantes, Berlim foi a cidade da derradeira batalha da Liga dos Campeões 2014/2015 e frente a frente estiveram, no Olímpico de Berlim, astros como Lionel Messi, Neymar e Luis Suárez, contra génios como Andrea Pirlo, Paul Pogba e Álvaro Morata.

O primeiro tempo foi inteiramente dominado pelos comandados de Luís Enrique, com destaque para as movimentações extraordinárias de Iniesta e Rakitic que abriram o pouco espaço concedido pela muralha italiana para descobrir os letais Messi, Neymar e Suárez. Ao minuto 4 nem mesmo a barreira do último reduto da Juve evitou uma jogada fantástica do Barça, que fez o esférico rolar em 5 jogadores diferentes até furar as redes de Gianluigi Buffon. Relevo para o primeiro tiro certeiro depois de um lance iniciado de forma genial por Messi, passando pelo veloz Alba e acabando em trocas de bola incríveis de Iniesta e Suárez até chegar ao protagonista Rakitic, que abriu o activo precocemente no encontro. 

Jogaram-se apenas 3 minutos e já os «culé» venciam - com a estratégia de Allegri a sofrer um duro golpe, os italianos subiram as linhas e a pressão de Pogba, Vidal e Pirlo intensificava-se, mas a astúcia e a inteligência táctica de Busquets, Iniesta e Rakitic dominava o poderoso miolo da Juve. Pouco depois do golo, o internacional brasileiro Neymar fez o mais difícil e, depois de ultrapassar a defesa italiana, falhou  escandalosamente o segundo golo do jogo.

A qualidade e a técnica estavam a baralhar os agressivos médios de Allegri e era um luxo assistir às triangulações dos astros de Luís Enrique. Ainda na primeira parte, nota de destaque para a subida no terreno de Dani Alves que ensaiou um remate bombástico, apenas foi parado pelo veterano e portentoso Buffon, que negou o golo, provocando os festejos nas bancadas como se de um tento se tratasse. Até ao intervalo os transalpinos ameaçariam de forma tímida as redes de Ter-Stegen, com Tévez e Morata a aproximarem-se da área espanhola sem perigo. A vantagem do Barcelona pecava por se escassa e dava alento para a resposta italianos no segundo tempo.

Morata deu esperança, mas o Barça não dá hipótese 

O treinador da Juve exigiu maior intensidade aos seus jogadores e os craques «bianconeri» entraram transfigurados dos balneários, com Pogba, Marchisio e Pirlo mais subidos no terreno. O bom início da Juventus permitiu a Tévez ensaiar um primeiro aviso que pouco depois se transformou no empate, num lance em que sobressaiu o espírito goleador do ex-Real Madrid Morata - o avançado espanhol não hesitou na hora de furar as redes do Barcelona fazendo o empate ao minuto 55. Galvanizado pela igualdade, o campeão italiano pôs em sentido as estrelas espanholas e Tévez esteve muito perto de dar a volta ao marcador.

Morata no golo do empate (Foto: Reuters)

No entanto, como em campo existem 21 mortais e um deus chamado Messi, tudo mudou e depois de um lance magistral da pulga, eis que Buffon evita o segundo de forma espectacular. Na recarga, Luis Suárez não perdoa ao minuto 68 dando um duro golpe nas aspirações da equipa de Pirlo. Até ao final a Juventus reclamou ainda uma grande penalidade e registou-se um golo anulado a Neymar; mas a partida fecharia com mais um festejo do Barcelona. Desta vez a contar, o prodígio canarinho bateu Buffon nos 90 mais 6, na sequência de mais uma jogada esplendorosa com Messi e Suárez em evidência. A Juventus ainda assustou na segunda parte mas o poderio espanhol não deu hipótese - fica o registo para um época em que prevalece o numero três: três golos na final, o trio maravilha e claro...o triplete de uma das melhores equipas de sempre do futebol mundial.

Até sempre, Xavi!

Para além do jogo jogado, os apaixonados pelo desporto-rei de alta competição despediram-se na noite passada de uma das maiores lendas vivas do futebol: Xavi despediu-se dos grandes palcos ao levantar a taça da Champions, estando de malas feitas para o Qatar. Aos 35 anos, o eterno capitão do Barça termina a sua passagem pelo clube do coração de forma gloriosa, ajudando a arrecadar a quinta Liga dos Campeões na história do emblema espanhol. Fica ainda um apontamento extra-futebol que diz respeito ao abraço emocionante entre Pirlo e Xavi, dois campeões do mundo de seleções e dois vencedores da Liga dos Campeões, imagem esta que espelhou uma final bem disputada, com FairPlay e com estrelas extra-planetárias. 

Abraço de maestros (Foto via: BBC Sports)

A Champions 2014/2015 conta com três melhores marcadores, Neymar, Messi e Ronaldo, com 10 golos cada um, e é com curiosidade que, mais uma vez, uma equipa espanhola conquista a Liga Milionária, ficando a certeza de que para a próxima época estarão garantidos os melhores golos, os melhores jogadores e os melhores treinadores e adeptos do futebol mundial.

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