William Carvalho e Bernardo Silva: O verde e o vermelho a defender as quinas
Foto via: Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol

William Carvalho e Bernardo Silva: O verde e o vermelho a defender as quinas

A extraordinária campanha da selecção de sub-21 no Campeonato da Europa conta com dois potenciais astros do futuro do futebol português. William Carvalho e Bernardo Silva são os destaques da VAVEL Portugal.

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Francisco Dias

Em prol do êxito da selecção portuguesa de sub 21, a VAVEL Portugal mostra-lhe as qualidades técnico tácticas de duas pérolas do futebol de formação do Sporting e do Benfica. Com o apuramento para os jogos olímpicos garantido, William Cavalho e Bernardo Silva são duas das maiores esperanças para chegar ao ambicionado título europeu.

Afinal o que é nacional é bom

A crítica é consensual quanto à qualidade de jogo da equipa das quinas no Europeu da República Checa. Com uma geração recheada de talento e espírito colectivo, os lusos contam com uma defesa sólida, um meio campo compacto e um ataque móvel e tecnicista. A fase de grupos foi equilibrada, mas a verdade é que nem ingleses, italianos ou suecos impediram o 1º lugar das quinas. Perante um lote de jogadores com tanto potencial, Rui Jorge tem tido dificuldade em compor o onze base, mas  não abdica dos indispensáveis William Carvalho e Bernardo Silva. As actuações dos médios têm provocado o interesse dos tubarões europeus, sendo duas pérolas promissoras que já são figuras ilustres nas suas equipas.

Portugal tem feito um percurso positivo no Europeu

Neste Europeu é impressionante analisar a maturidade táctica e a excelência técnica que William e Bernardo apresentam. Na vitória frente à Inglaterra e nos empates diante da Itália e da Suécia os dois jovens provaram todo o seu valor, sendo verdadeiramente decisivos para o apuramento para as meias finais  da prova. No caso de William, relevo para a construção de jogo continuado  nacional. No modelo de Rui Jorge o 6 do sporting tem o papel fulcral de pautar os ritmos de jogo, aplicando estrategicamente passes de excelência para os alas e para o 10 Bernardo Silva. Apresentando uma envergadura física impressionante, os centrais não hesitam em  passar o esférico a William para iniciar os ataques lusos, mas neste Europeu o trinco tem sido fundamental nas fases de sofrimento.  Nas partidas frente aos ingleses e aos italianos foi extraordinário o espírito de sacrifício que teve em auxiliar o último reduto lusitano, tanto em bola corrida como na ajuda a lances de bola parada.

William tem sido o pilar defensivo do meio-campo

O 'novo Rui Costa' nacional Bernardo Silva tem também semelhanças com Deco e tem deslumbrado os palcos com a sua magia e subtileza técnica. Considerado man of the match nos 3 jogos na fase de grupos, o 10 do Mónaco tem crescido com a competição e aos 20 anos sabe já conciliar o talento artístico que tem com uma maturidade incomum para a sua idade. Os 5 pontos somados pelas quinas devem muito ao génio de Bernardo, que nas 3 partidas brindou os relvados com uma visão de jogo apurada, uma finta curta e uma boa meia distância. Na construção de jogo de Portugal, William encontra recorrentemente Bernardo ou João Mário, e quando a bola chega ao astro do Mónaco é incrível a forma como capta o esférico em posse, obrigando os adversários a fazer falta. No tão falado espírito colectivo e de sacrifício, destaque para   a forma como o número 10 controla a bola para gerir o resultado em prol da equipa, o que se tem revelado decisivo, principalmente no triunfo frente à Inglaterra e no empate diante a Itália.

As pérolas brilham...Basta lapidar

A formação do Sporting está em peso neste Europeu e, para além de William, também Esgaio, Tiago Ilori, João Mário, Iuri Medeiros e Mané se encontram no lote de Rui Jorge. Sem aproveitar desportivamente os seus talentos, a verdade é que Bernardo Silva e Ivan Cavaleiro são cartões de visita das escolas encarnadas, e é ao ver esta geração Sub-21 maioritariamente leonina e encarnada que se aguardam gloriosos anos no futebol português. A experiência de William e Bernardo, por exemplo, só é possível porque têm ganho tarimba competitiva nos clubes, e hoje fala-se em Manchester United, Arsenal ou Chelsea como possíveis destinos para os jovens prodígios. Em comum, os dois jogadores têm o facto de terem sido lançados de forma corajosa por Leonardo Jardim. 

Bernardo e Cavaleiro: reflexos da ascensão da academia do Seixal (AFP/Getty)

Em Portugal existe uma certa alergia em apostar no que de melhor o futebol português forma e é vantajoso que se olhe para as gerações sub 20 e sub 21 para mudar o paradigma dos clubes grandes. Ao serviço do Sporting, William disputou 42 jogos, ajudando a conquistar a Taça de Portugal e participando ainda na Liga dos Campeões. Com a camisola do Mónaco, Bernardo Silva alinhou 45 vezes, tendo sido fundamental na subida de forma da equipa francesa. A qualidade, o potencial e a técnica é indiscutível, mas sem aposta firme nos jovens valores nada feito.

De entre outros exemplos, William e Bernardo destacam-se e, formados em emblemas rivais, prometem afirmar-se na seleção principal, ficando o esboço de um possível meio campo para o Euro 2016: William, Moutinho e Bernardo. A verdade é que a quantidade/qualidade existe e para já resta aos 2 craques defenderem as quinas rumo ao primeiro título europeu de seleções. 

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