1-0, min. 74, Mitroglou. 2-0 (g.p.), min. 78, Jonas. 3-0, min. 81, Jonas. 4-0, min. 89, Nélson Semedo.
Quinze minutos finais 'à Benfica' garantem às águias triunfo na estreia
Foto: SL Benfica Facebook

Quinze minutos finais 'à Benfica' garantem às águias triunfo na estreia

Em jogo de início de defesa de título, o Benfica recebeu e venceu o Estoril por quatro bolas a zero, em jogo de estreia de Rui Vitória na Luz. Os golos surgiram todos no último quarto de hora de jogo, de uma partida em que os adeptos encarnados poderão retirar duas conclusões: há qualidade no grupo de Rui Vitória; é preciso muito trabalho para essa qualidade imperar de forma constante e esclarecedora.

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Frederico de Távora Pedro

Num regresso ao 4-4-2 clássico, o Benfica triunfou sobre o Estoril por 4-0, resultado que apesar de justo por aquilo que a equipa de Rui Vitória produziu na meta final da partida, é enganador e demasiado severo para a equipa da Amoreira, que se apresentou na Luz a praticar um futebol interessante, compacto na defesa e criterioso nos momentos ofensivos. A equipa de Fabiano Soares apresentou-se na luz com Kieszek na baliza; na defesa, Anderson Luiz à direita, Diego Carlos e Yohan Tavares no eixo e Mano na esquerda; a meio-campo, Afonso Taira, Babanco e Chaparro; na frente, Sebá, Léo Bonatini e Gerso. os encarnados, com Júlio César; Nélson Semedo, Luisão, Lisandro e Eliseu; Fejsa, o retornado à titularidade Pizzi, Gaitán e Ola John; Jonas e o reforço Mitroglou

Luz expectante viu Júlio César travar Estoril atrevido

53 mil adeptos na Luz assistiram a uma primeira parte muito disputada, com o Estoril a aproveitar alguma intranquilidade da equipa da casa para criar perigo, nomeadamente por intermédio da velocidade do trio da frente, com especial destaque para um lance polémico a envolver Bonatini e Luisão: o «Girafa» colocou o braço nas costas de Bonatini que cai na área benfiquista. Tiago Martins nada assinalou. 

Os últimos 15 minutos da primeira metade revelaram um ascendente encarnado, com o Benfica a criar mais oportunidades de golo, mas sem conseguir fazer o golo. Luisão esteve perto de abrir o activo, mas acabou por ver as suas aspirações esbarrarem na trave da baliza defendida por Kieszek. A primeira parte fechou no entanto com um calafrio para os adeptos da casa: desatenção de Luisão e Pizzi que proporciona a Léo Bonatini isolar-se na cara de Julio César, com o guardião brasileiro a salvar o Benfica de sofrer o 1-0 mesmo antes do intervalo. Na recarga, Sebá atirou por cima.

A segunda parte terminou como acabou a primeira: Bonatini cabeceia para o golo cantado após cruzamento letal vindo da esquerda, com Julio César, em contrapé, a negar o golo ao avançado brasileiro, numa defesa quase por instinto. E até aos 70 minutos, o jogo passou por um período de maior sonolência, com as equipas a não criarem claras oportunidades de golo.

Rui Vitória lançou samba de Talisca e Andrade e mudou o jogo

Após as primeiras alterações, o jogo mudou de tom — dupla substituição de Rui Vitória, que lançou Talisca e Victor Andrade, enquanto que Fabiano Soares respondeu com a entrada de Mattheus e o ex-Benfica Bruno César, e a balança desequilibrou para o lado dos da casa: foi justamente dos pés de Talisca que, aos 74 minutos, saiu um passe de regra e esquadro para Eliseu, que adiantou para Gaitán, com o génio argentino a colocar a bola com precisão na cabeça de Mitroglou, que, como mandam as regras, cabeceou para o fundo das redes. O grego não demorou muito a marcar com a camisola do Benfica, mas apesar disso, é evidente que o avançado precisa de «pré-época», não só do ponta de vista físico como também a nível do entrosamento com os colegas. 

Não tardou o Benfica a dilatar a vantagem, fazendo-o quatro minutos depois, com um remate de ressaca de Talisca após livre batido da direita por Gaitán a ser interceptado pelo braço de Mattheus, que levou Tiago Martins a apontar para a marca de grande penalidade. Na conversão, Jonas não desperdiçou e fez o seu primeiro golo na Liga NOS 15/16. 

Nélson Semedo coroou afirmação com golo de belo efeito

Ao minuto 81, Talisca abriu na direita para Nélson Semedo, que lateralizou ainda mais para Victor Andrade, com o jovem da formação das águias a cruzar com conta, peso e medida para a cabeça de Jonas, que atirou a contar para o 3-0. Tempo ainda para, ao minuto 89, Nélson Semedo ver coroada a sua excelente exibição com um golo, após entendimento entre este, Victor Andrade e Nico Gaitán, com o jovem português a atirar para golo.

Foi nos último quarto de hora que o Benfica resolveu o jogo, com uma eficácia tremenda que esteve ausente durante grande parte da pré-época e no jogo da Supertaça. Justiça no marcador, não em números, mas quanto ao vencedor.

Homem do jogo: Talisca mudou o jogo, Gaitán fez dupla assistência, Jonas bisou e Nélson Semedo até marcou, mas quem agarrou o Benfica quando mais precisava foi Júlio César, com duas defesas impossíveis em momentos cruciais da partida, que negou ao Estoril a oportunidade de, por duas vezes, se adiantar no marcador. Muitas vezes o papel do guarda-redes é negligenciado, mas quanto a mim, é o guardião que merece o título, pela competência, experiência e serenidade que transmitiu, justamente nos momentos em que o Benfica exibiu maior intranquilidade.

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