William Carvalho em grande no 'derby': o felino brilhou e pintou a Luz de verde

William Carvalho em grande no 'derby': o felino brilhou e pintou a Luz de verde

No rescaldo da vitória contundente dos sportinguistas no derby da Luz, relevo para o fenómeno William Carvalho que encheu o meio-campo sendo determinante para somar os 3 pontos frente ao Benfica.

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Francisco Dias

Os golos sportinguistas no estádio da Luz que ditaram a esmagadora vitória de 0-3 diante o velho rival encarnado, só foram possíveis devido à organização brutal do centro do terreno verde e branco. O foco de VAVEL Portugal vai para William Carvalho que regressou recentemente de lesão para revolucionar o sistema de Jorge Jesus que apesar de ser o mesmo 4x4x2 tem variantes significativas na beleza do futebol do Sporting.

William mudou o sistema de Jesus

A recuperação dos índices físicos de William Carvalho, coincidiu com a mudança drástica na forma de jogar do novo Sporting de Jorge Jesus. A vitória dos leões na Luz por 0-3, pode parecer exagerada mas vista à lupa nota-se um trabalho táctico intensivo de Jorge Jesus, na medida em que construiu o meio-campo incluindo o cérebro, William Carvalho na manobra estratégica para o derby.

Desde da vitória gorda dos de Alvalade frente ao Guimarães (5-1) que é notória a influência de William no desenho táctico de Jorge Jesus. Tanto na partida diante os minhotos, como no jogo frente ao Vilafranquense se comprovou a inteligência notável do trinco na forma como impulsionava os seus colegas para o ataque, mantendo em simultâneo o posicionamento estratégico no miolo defensivo que tem permitido aos sportinguistas melhorar a eficácia ofensiva, mas também no seu último reduto. 

Este mérito de William Carvalho foi ainda mais evidente no derby da 2ª circular em duas vertentes: em 1º lugar a qualidade técnico-táctica do jogador e em 2º a estratégia de Jorge Jesus que soube trabalhar o 4x4x2 de forma a colocar William na posição 6 oferecendo ao mesmo o papel de pressionar as águias, compensar as debilidades defensivas e ainda o de distribuir jogo para os colegas da frente.

A utilização de Adrien a número 8 demonstra claramente que é nesse posto que rende mais ficando patente que no início de época, Jorge Jesus não aproveitou na sua plenitude o potencial do magnífico pivô. Com o William a 6, Adrien teve maior liberdade a 8 beneficiando ainda o Sporting da estratégia do treinador em fazer alinhar João Mário como falso ala para vir buscar jogo ao miolo, ajudar os companheiros de meio-campo acabando por tornar o centro do terreno verde e branco mais organizado, dinâmico e com superioridade numérica face a Samaris e André Almeida

As valências de William são indiscutivelmente únicas no plantel de Alvalade e este triunfo esmagador ocorreu devido ao método com que Jorge Jesus construiu o tabuleiro de jogo com William a fazer lembrar Matic no Benfica. Em várias fases de jogo se viu o número 6, em oposição a Jiménez e Jonas não deixando de batalhar contra Samaris ganhando a maioria dos duelos individuais. No 2º e 3º golo de Slimani e Bryan Ruiz foi visível que no início das jogadas o posicionamento do meio-campo verde e branco foi fundamental para na hora de recuperar o esférico impulsionar de imediato a equipa para o ataque.

Neste sentido, William mudou drasticamente o 4x4x2 de Jesus que agora sim pode com a entrada de William delinear melhor o meio-campo de Alvalade distribuindo Adrien e João Mário pelos lugares onde realmente têm uma eficácia técnico-táctica mais vantajosa para a produção da equipa, tanto no contexto defensivo, como atacante. Com William o 0-3 final ficou mais simples e é a prova que um só jogador pode mudar o ADN de uma equipa, mesmo mantendo o mesmo sistema táctico.

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