0-1, MIN.28, BRAHIMI
Porto medíocre bate Tondela graças a Brahimi e ao 'portero' Iker Casillas
Foto: FC Porto Facebook

Porto medíocre bate Tondela graças a Brahimi e ao 'portero' Iker Casillas

Na ronda 11 da Liga NOS o Porto deslocou-se a Aveiro para enfrentar o Tondela e venceu por uma bola a zero. Brahimi marcou o golo que mantem os invictos na luta pelo primeiro lugar.

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Francisco Dias

Na vitória 1500 dos dragões para o campeonato o FC Porto teve de sofrer para triunfar diante o frágil Tondela, lanterna vermelha da Liga. O golo de Yacine Brahimi e a penalidade defendida por Iker Casillas, na recta final do encontro, disfarçaram as debilidades dos dragões, que viram ainda Julen Lopetegui ser expulso por protestos. 

Primeira parte: Brahimi, o despertador do dragão adormecido

Em casa emprestada, o Tondela recebeu o FC Porto no estádio Municipal de Aveiro numa partida de fraca qualidade e com duas equipas muito presas a meio campo. Os azuis e brancos tinham a obrigação de assumir as rédeas do jogo, mas registaram uma exibição débil e sem a chama esperada. Com Imbula afastado da convocatória, os dragões entraram no duelo sem dinâmica defensiva, limitando-se a gerir o esférico em posse. Já o Tondela, de Rui Bento, colocou o autocarro e apresentou um bloco muito baixo com o propósito de evitar ao máximo o tento portista. 

O argelino Yacine Brahimi foi o mais inconformado em campo, com destaque para o lance genial que deu origem ao primeiro e único tiro certeiro do jogo à passagem do minuto 28. O extremo criativo desenhou uma jogada artística e com um petardo repleto de potência e colocação, que só terminou no ângulo superior direito do guardião Claudio Ramos, fez o primeiro e único tento do jogo. Apenas 2 minutos depois o mesmo artista Brahimi ficou a centímetros do segundo golo com um remate perigoso.

O Tondela, depois do golo sofrido, tentou esticar as linhas mas nem em contra ataque se viu qualquer esboço de perigo. O Porto, por sua vez, viveu muito da criatividade de Brahimi e registou apenas outro lance digno de registo já perto do intervalo. Já aos 35 minutos, Lopetegui foi protagonista do encontro e foi expulso na sequência de protestos. A surpresa no onze portista, o espanhol Alberto Bueno, ganhou espaço à entrada da área e encontrou Aboubakar, que falhou no alvo por pouco. A primeira parte resume-se a um  péssimo espetáculo com um Porto de gestão a enfrentar um Tondela sem ideias.

Segunda parte: Casillas calou os críticos e segurou os 3 pontos

Depois de uma primeira parte gerida timidamente pelo Porto, nota de destaque para a resposta afirmativa do Tondela na segunda parte. Os invictos encostaram-se à sombra do golo de Brahimi e deu vida ao Tondela, que atacou a baliza de Iker Casillas com muito coração mas pouca eficácia. O sinal de revolta do Tondela verificou-se logo ao minuto 47, com Edu Machado a surgir solto de marcação, faltando serenidade na hora de bater Casillas. Ao minuto 55, Cristian Tello entrou para mexer com o ataque portista e pouco depois disparou com violência, obrigando Claudio Ramos a uma defesa incrível. Com a vantagem mínima do Porto, o Tondela acreditava cada vez mais e, a 20 minutos do fim, Romário Baldé vacilou no remate à baliza de Casillas

O minuto 82 em Aveiro ditou o momento alto de emoção num jogo tão apagado. Regressado de lesão, Maicon derruba o emprestado pelo Benfica, Jhon Murillo, na grande área, com o juíz da partida a assinalar grande penalidade. No momento de converter, Chamorro partiu para a bola sem convicção, permitindo ao mítico Casillas defender o tiro e segurando assim 3 preciosos pontos. O Tondela ficou bloqueado e foram os dragões a ficar perto de ampliar a vantagem por intermédio de Tello que falhou o tento por pouco. 

Em suma, o resultado foi de longe melhor que a exibição e o FC Porto continua a perseguir o Sporting na luta pelo título. Os azuis-e-brancos somam neste momento 24 pontos na segunda posição, a dois dos leões. Por sua vez o Tondela mantém o último lugar com cinco pontos e apenas quatro golos marcados em 11 partidas.

No final da partida o técnico espanhol Julen Lopetegui reagiu à expulsão com indignação. «Não sei o que se passou. Fiz um gesto assim [cruzando as palmas das mãos no ar] como fazem muitos treinadores e expulsou-me. Troca de palavras? Não, não não não. Vejam as imagens. Ele tinha um olho em mim e era melhor que tivesse dois olhos no jogo», afirmou o treinador. 

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