Sporting: 20 anos, 10 estrelas
Sporting: 20 anos, 10 estrelas (foto: SuperSporting)

Sporting: 20 anos, 10 estrelas

O Vavel Portugal traz hoje até si 10 dos maiores jogadores que o Sporting formou nos últimos 20 anos. Alguns ainda jogam, outros já penduraram as botas, mas perduram como lendas da história do Futebol.

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Pedro Oliveira Duarte

É sabido que o Sporting tem produzido, ao longo dos anos, grandes talentos. A formação leonina conta, tudo somado, com quatro bolas de ouro, uma de Figo e três de Ronaldo. Uns perderam-se, como Fábio Paim, mas tantos outros conseguiram singrar e inscrever os seus nomes na história do Futebol Mundial. Pois bem, hoje vamos colocar em evidência dez produtos da escola de formação verde e branca.

«Crème de la Crème»: Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo é o expoente máximo da formação do Sporting. Jogador trabalhado ainda no velho Estádio José Alvalade, visto que a Academia ainda era um projecto em vias de concretização, dispensa grandes apresentações. Entre 1997 e 2003, Ronaldo jogou de leão ao peito, depois do Sporting o ter ido buscar à Madeira. Há 13 anos atrás, partiu para a sua primeira aventura no estrangeiro, em Inglaterra. Jogou e encantou no Manchester United. Jogador rápido e tecnicista, o jovem Ronaldo lançava o pânico sempre que partia no um para um com os defesas adversários. Em 2009 e já com uma Bola de Ouro no currículo, Ronaldo mudou-se para Espanha numa transferência record de 94 milhões de Euros, defendendo as cores do Real Madrid. Tornou-se, esta época, no melhor marcador da história dos Merengues, feito incrivelmente alcançado em menos de dez anos. Já conquistou todos os títulos de clubes na Europa, bem como o Campeonato do Mundo de Clubes. É o melhor jogador português de sempre e uma das bandeiras do Sporting Clube de Portugal.
 

O Primeiro: Luís Figo

Foto: estadio.cc
Foto: estadio.cc

Luís Figo era o grande ídolo de infância de Cristiano Ronaldo. Por algum motivo o foi. Esteve no Sporting entre 1989 e 1995 e depois partiu para voos maiores, começando por Barcelona. A sua carreira terminou no Inter de Milão, precisamente passados 20 anos de carreira. Jogador também ele rápido e tecnicista, espalhou magia durante anos e foi um dos mais emblemáticos capitães da Selecção Nacional. Em 2000 protagonizou uma das transferências mais mediáticas de sempre: saiu do Barcelona, rumo ao projecto galático do Real Madrid, a troco de 60 milhões. Passou de acarinhado a ameaçado de morte na Catalunha. Foi o primeiro jogador que o Sporting formou a conseguir uma Bola de Ouro.

 

Ferida Imperdoável: Simão Sabrosa

Foto: ojogo.pt
Foto: ojogo.pt

Simão Sabrosa foi um dos maiores produtos da formação leonina. A escola de Alvalade forma extremos com mestria, como bem se pode ver e Simão não foi excepção. Esteve sete anos no Sporting até que, em 1999, saiu, também ele, rumo a Barcelona. Dizia-se apaixonado pelo Sporting, mas, após dois anos não muito positivos na Catalunha, regressou a Portugal para representar o grande rival, o Benfica. Os adeptos nunca lhe perdoaram a traição e nunca digeriram as juras de amor dirigidas ao clube encarnado, incluindo uma polémica declaração na qual afirmava que gostava ser campeão diante do Sporting. Foi um jogador importantíssimo no Benfica e é considerado uma grande glória do clube. A massa adepta benfiquista tem um enorme carinho pelo ex-camisola 20. Em 2007 seguiu para o Atlético de Madrid, onde ficou até 2010, ano em que se transferiu para o Besiktas. Dois anos depois regressou a Espanha, de novo à Catalunha, desta feita, para representar o Espanhol de Barcelona. Saiu passadas duas épocas para jogar na Super Liga Indiana. Simão foi um jogador extremamente acarinhado em todos os clubes por onde passou e, sem dúvida, uma das pérolas formadas em Alvalade.

 

O que lhe faltou?: Ricardo Quaresma

Foto: maisfutebol.iol.pt
Foto: maisfutebol.iol.pt

Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo surgiram mais ou menos na mesma altura na equipa do Sporting Clube de Portugal. Sendo dois predestinados, a grande questão pairava sobre qual dos dois seria melhor. Muitos diziam que seria Quaresma, outros defendiam afincadamente Ronaldo. Também em 2003, o jovem Ricardo abandonou o Sporting, rumo ao Barcelona de Frank Rijkaard. Contudo, a sua passagem pela Catalunha não foi feliz. Teve inúmeros problemas com o técnico holandês e acabou por regressar a Portugal, desta feita, para representar o Futebol Clube do Porto. Após quatro anos na invicta em que foi simplesmente preponderante, transferiu-se de novo para um grande do futebol mundial, o Inter de Milão.

Contudo, não conseguiu singrar uma vez mais. Teve ainda uma curta passagem por empréstimo no Chelsea, seguiu para o Besiktas da Turquia e, depois, para o Al-Ahli. Em 2013 regressou ao Porto e foi muito acarinhado pelos adeptos no seu regresso. Contudo, teve uma temporada 2014/15 muito conturbada com Julen Lopetegui e acabou por regressar ao Besiktas, para deleite dos adeptos turcos. Quaresma é um grande jogador e logrou uma belíssima carreira. Contudo, muitos vaticinavam-lhe títulos de melhor do Mundo, algo que não aconteceu. O que falhou? Na hora de mostrar valor em clubes grandes, o factor psicológico dominou o seu jogo, pois talento nunca lhe faltou. É amado e odiado em Alvalade. Os adeptos têm uma relação de amor-ódio com o internacional português, que tem a particularidade de trocar juras de amor tanto com o Sporting, como com o Porto.

 

Traição Take 2: João Moutinho

O jovem João Moutinho foi lançado por José Peseiro na equipa do Sporting. Centro-campista, que fazia qualquer posição nessa zona do terreno, muito cedo se tornou numa das grandes esperanças da Academia de Alchochete. Com uma imensa disponibilidade física e acerto no passe, Moutinho tornou-se num dos adeptos mais amados em Alvalade. Ganhou a braçadeira de capitão de equipa com apenas 20 anos e protagonizou uma das saídas mais mediáticas de sempre na história do Sporting. Estávamos no início da época 2010/2011, quando João Moutinho se recusou a treinar, forçando a sua saída do Sporting rumo ao Porto. Apelidado de “maçã podre” pelo na altura Presidente, José Eduardo Bettencourt, foi na invicta que Moutinho ganhou o seu primeiro Campeonato Nacional. Três anos mais tarde, em 2013, Moutinho teve sua primeira aventura no estrangeiro, no Mónaco, onde permanece.

 

Persistência e trabalho: Miguel Veloso

Miguel Veloso, aquele que em criança havia sido rejeitado pelo Benfica por ser “gordo”, foi mais uma das pérolas que saíram da formação leonina. Não teve vida fácil no clube verde e branco. Esteve até para ser dispensado na fase de passagem para sénior. Contudo, Paulo Bento acreditou nele e adaptou o então trinco. a lateral-esquerdo. E funcionou. Funcionou muito bem, até. Veloso, que esteve dez anos no Sporting, entre 2000 e 2010, foi um jogador chave no meio-campo da equipa leonina. Segurava o meio-campo e tinha bom passe e um remate fortíssimo. No entanto, nunca conseguiu campeonatos no clube do seu coração. Em 2010 saiu para o Génova de Itália, algo inesperado, uma vez que o jogador despertava a cobiça de vários tubarões internacionais, incluindo o Milan que chegou, efectivamente, a considerar a sua contratação. Depois de duas épocas no Génova, Veloso rumou ao Dínamo de Kiev, onde assinou um contracto milionário sendo, na altura, o segundo jogador português mais bem pago a seguir a Ronaldo.

 

Pura Magia: Nani

Segue-se agora Nani, curiosamente, melhor amigo de Veloso. O jovem Nani, quando apareceu na equipa principal do Sporting, foi recorrentemente comparado a Ronaldo. Jogador rápido e tecnicista, era o extremo leonino quem causava os desequilíbrios nos jogos da sua equipa. Em 2007 saiu do Sporting, rumo ao Manchester United de Cristiano Ronaldo, a troco de 25 milhões de Euros, naquela que foi a mais avultada transferência da história do Sporting. Considerado uma grande promessa, chegou a criar problemas aos defesas ingleses, partilhando as alas com CR7. Contudo e após a saída de Ronaldo para Madrid, Nani foi atormentado por lesões e nunca mais foi o mesmo. Em 2015 e para euforia dos adeptos leoninos, regressou a casa. No entanto, o jogador era demasiado caro para os cofres verde e brancos, acabando por ser transferido do United para o Fenerbahçe da Turquia.

 

O substituto de Damas: Rui Patrício

Rui Patrício iniciou o seu percurso na equipa profissional do Sporting há exactamente 10 anos atrás, com apenas 18 anos. Oriundo da formação verde e branca, não teve um início fácil em Alvalade. Promovido a titular por Paulo Bento, após ruptura total com o recém-contratado Vladimir Stojkovic, durante alguns anos, foi alvo das críticas dos adeptos sportinguistas, às quais reagiu com grande humildade e trabalho. Hoje, conta com mais de 300 jogos com a camisola leonina, é um dos capitães de equipa e considerado um dos maiores guarda-redes da história do clube. Está a uma partida de ser o jogador mais internacional de sempre do Sporting em competições Europeias e é uma verdadeira muralha no último reduto da defesa leonina, tendo salvo vários jogos com extraordinárias defesas.

Sportinguista apaixonado: Cédric Soares

Também oriundo das camadas jovens leoninas, Cédric Soares fez parte da sua formação como médio-ofensivo. Mais tarde, acabou a ser adaptado a lateral-direito, posição na qual se tornou um profissional de qualidade. Rápido e acutilante no ataque, Cédric foi considerado há poucos anos atrás, por José Peseiro, como sendo o jogador que melhor cruzava na Liga Portuguesa. Tem algumas lacunas defensivas por colmatar, mas é jovem e tem muito para progredir. Estabilizou o lado direito da defesa leonina após a saída do agora regressado João Pereira e saiu, no último Verão, rumo ao Southampton de Inglaterra. A despedida do clube leonino foi difícil, tal como Cédric admitiu, pois custou-lhe cortar o “cordão umbilical” com o clube que ama e no qual se tornou um Homem.


A nova coqueluche leonina: William Carvalho

O nome não passa indiferente a ninguém. William Carvalho andou, durante algum tempo, perdido em empréstimos na Bélgica até que Leonardo Jardim resolveu ir busca-lo. O então técnico leonino sentou Rinaudo, capitão e jogador muito acarinhado pelos adeptos, dando lugar ao jovem William, algo que causou muita surpresa nos lados de Alvalade. Contudo, ganhou a aposta. William é, actualmente, uma das maiores figuras do Sporting e em todas as janelas de transferências, vê o seu nome associado a grandes clubes ingleses. Possante, o jovem médio luso enche o meio-campo com a sua capacidade de desarme e visão de jogo que, aos poucos, tem vindo a ser desenvolvida. Apesar da lesão sofrida ao serviço da Selecção Nacional na categoria de sub-21, o jogador regressou e mereceu logo a confiança de Jorge Jesus, estando ainda à procura do seu melhor Futebol.

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