Novas luvas na Luz: Ederson brilha entre os postes encarnados

Novas luvas na Luz: Ederson brilha entre os postes encarnados

A lesão de Júlio Cesar fez Ederson emergir no embate mítico da capital lusa frente ao Sporting. As luvas das águias parecem ter futuro garantido, com o guardião brasileiro a justificar plenamente a oportunidade dada por Rui Vitória.

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Francisco Dias

A 2 horas do início do derby chegou a notícia: Júlio Cesar falharia o duelo por lesão. Apesar da contrariedade, Rui Vitória lançou Ederson aos leões, e foi com distinção que o guardião manteve as redes encarnadas a zero, mostrando como o craque Júlio Cesar terá uma sucessão à altura. Conheça em VAVEL Portugal um pouco mais do percurso de Éderson que, a par de Lindelof, foi o melhor jogador dos benfiquistas no encontro da segunda circular.

Ederson: do Rio Ave até ao derby

Em 2015 Ederson trocou o Rio Ave pelo Sport Lisboa Benfica, depois de ter protagonizado actuações de alto nível ao serviço do clube de Vila do Conde. No emblema do Rio Ave o guardião calçou as luvas por 64 ocasiões, tendo brilhado incrivelmente nos jogos diante aos 3 grandes. A rapidez de reflexos, a segurança nas abordagens aos cruzamentos e a elasticidade levaram o Benfica a investir na compra do brasileiro, que tem tido inclusive um percurso soberbo nas seleções jovens pelo país do samba.

Aos 22 anos, Éderson está no clube da Luz para evoluir na sombra do ídolo Júlio Cesar, e foi com excelência que agarrou o esférico do derby, prestando uma homenagem digna com uma exibição exemplar, que impediu o Sporting de festejar qualquer golo. A título de curiosidade, com Júlio Cesar nos derbys lisboetas o Benfica nunca venceu, e com Ederson esta ''maldição'' terminou. A qualidade de Júlio Cesar é inegável, mas a veterania faz com que se começe a equacionar uma sucessão de luvas nas redes benfiquistas. Os postes encarnados terão em sua defesa mais um canarinho de qualidade que deixa os adeptos das águias tranquilos para o futuro.

No derby de Alvalade o guarda-redes cumpriu na perfeição a sua missão, e nem Slimani ou Bryan Ruiz conseguiram transpor o muro Ederson. Na saída aos cruzamentos o brasileiro segurou mais de uma mão cheia de esféricos, e foi com segurança que encarnou a estratégia defensiva de Rui Vitória, principalmente na segunda parte. De entre as paradas, relevo para uma tentativa de chapéu de Bryan Ruiz que o brasileiro negou de forma inacreditável, num lance que provavelmente foi esteticamente o mais incrível do derby: remate brilhante e uma defesa sobrenatural.

Para o futuro, Júlio Cesar pode ficar tranquilo, porque já na quarta-feira, frente ao Zenit, deverá ser Ederson a segurar a bola milionária na partida que irá brindar o guardião com a estreia absoluta na prova de todos os sonhos.
 

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