Reduzido a 10, Benfica bate Marítimo e fica a um passo do tri
Foto: SL Benfica/Facebook Benfica

Reduzido a 10, Benfica bate Marítimo e fica a um passo do tri

Sob pressão, o Benfica estava obrigado a ganhar no reduto do Marítimo para manter-se na frente da Liga. Jonas esteve perto do tento inaugural e Renato Sanches deixou o universo encarnado à beira de um ataque de nervos, mas a equipa da Luz reinou mesmo com 10, acabando por triunfar com golos de Mitroglou e Talisca. Está a um triunfo do tricampeonato.

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MarítimoSalin, João Diogo, Dirceu, Patrick, Maurício (Deyvison, min. 61), Plessis, Fransérgio, Éber Bessa, Alex Soares (Dyego Sousa, min. 64), Djoussé, Edgar Costa (Gevaro, min. 85)
BenficaEderson, Eliseu, Jardel, Lindelof, André Almeida, Renato Sanches, Fejsa, Carcela (Talisca, min. 66), Pizzi, Jonas (Samaris, min. 79), Mitroglou (Jiménez, min. 86)
Placar0-1, Mitroglou, min. 48 0-2, Talisca, min. 83
ÁRBITROAdmoestados: Dirceu (min.11), Renato Sanches (min. 28 e 37), Eliseu (min. 32), Jardel (min. 44), Edgar Costa (min. 65), João Diogo (min. 73), Fransérgio (min. 82 e 89), Deyvison (min. 87), Éber Bessa (min. 90+4), Patrick Vieira (min. 90+8).
INCIDENCIASLiga NOS 2015/2016 Jornada 33; Estádio da Madeira,

Pressionado pela vitória antecipada do rival Sporting e pela pujança desse triunfo caseiro (frente ao Vitória de Setúbal), o Benfica entrou pressionado no Caldeirão dos Barreiros, estando obrigado a vencer no reduto do Marítimo para manter a liderança do campeonato. Trilhando, nas últimas semanas, um percurso vitorioso feito de triunfos magros, os encarnados acabaram por contraiar a recente norma, e, reduzidos a dez unidades desde os 37 minutos, bateram a turma maritimista com golos de Mitroglou e Talisca, numa partida que ficou marcada pela lesão preocupante do central Maurício.

Poste e Salin negaram o golo a Jonas, Renato fez reinar a dúvida

A história do jogo arrancou com um Benfica sem carburar e um Marítimo apostado em explorar as costas da estrutura defensiva das águias, utilizando a velocidade do homem mais avançado, Djoussé, e a técnica de Edgar Costa, mais encostado às alas. A turma de Rui Vitória, sem conseguir construir jogadas a partir da defesa (Renato Sanches não impôs tal dinâmica), demorou a assustar Salin, não tendo sucesso nos raides de Mehdi Carcela (entrou para o lugar do lesionado Gaitán) nem nas bolas longas destinadas ao instinto matador de Jonas e Mitroglou.

A primeira comoção do jogo deu-se apenas aos 28 minutos, quando, após romper a defesa maritimista, Renato Sanches caiu dentro da grande área da formação orientada por Nelo Vingada: a entrada de carrinho de Damien Plessis terminou com o jovem médio estendido no relvado, mas o juiz da partida entendeu que o centrocampista simulou a falta. Cartão amarelo mostrado e muitos protestos nas bancadas. Dois minutos depois, o Benfica agitou as águas através de Jonas - o brasileiro flectiu para o centro do terreno e, perto da meia-lua, rematou em arco, fazendo a bola beijar o poste.

O minuto mostrou, de facto, o melhor Benfica da primeira parte: depois da excelente jogada individual de Jonas, foi Mehdi Carcela a baralhar a defesa do Marítimo, furando pela área após cruzamento proveniente da faixa contrária. O remate foi sacudido pelo lateral João Diogo. Dois minutos mais tarde, foi Salin a brilhar, impedindo Jonas de celebrar o primeiro tento da noite - Pizzi cruzou e o avançado brasileiro cabeceou mas viu o golo ser negado por uma intervenção excelente do «keeper» francês. Aos 37 minutos, após falta sobre Djoussé, Renato viu o segundo amarelo e consequente vermelho.

Expulsão de Renato foi rastilho de um Benfica mais afoito

Reduzido a dez unidades, o mundo benfiquista abalou; mas nem por isso a equipa encarnada tremeu. O paradoxo parece ter-se instalado quando, em inferioridade numérica, o colectivo forasteiro exibiu-se de forma sólida e não menos impositiva. O arranque da etapa complementar foi reflexo disso: logo aos 48 minutos, após insistência de Jonas e André Almeida, Mitroglou, no sítio certo, aproveitou um ressalto e, perante Salin, inaugurou o marcador. Cinco minutos depois, com o Benfica a dominar as operações, Jardel chocou com o compatriota Maurício, deixando o central maritimista inanimado.

A partida sofreu um hiato de cerca de sete minutos, com o jogador do Marítimo a ser transportado por uma ambulância, rumo ao Hospital do Funchal, encontrando-se actualmente a recuperar da pancada, que, felizmente, não causou qualquer dano neurológico. A retoma da partida apenas veio confirmar a superioridade do Benfica, mesmo actuando com menos um jogador. Aos 69 minutos, as águias estiveram perto do 0-2: Jonas disparou, Salin respondeu com uma defesa de recurso, e, na ressaca, Pizzi desperdiçou o golo, acertando no corpo do guarda-redes da casa.

Talisca fotocopiou golo da «Champions» e tranquilizou bancadas vermelhas

Ainda se gritou golo (aos 78 minutos) da equipa da casa, mas Djoussé encontrava-se fora-de-jogo. Já sem Jonas (que foi rendido por Samaris), foi o Benfica que festejou, na sequêcia de um livre directo batido com classe por Talisca (entrara para render Carcela aos 66). Imitando o lance frente ao Bayern, o baiano rematou com força e em arco, soltando a euforia pelas bancadas do estádio e deixando a equipa à beira da vitória. O jogo ainda viu nova expulsão, de Fransérgio, aos 89 minutos, antes dos justos 10 minutos de descontos. O apito final confirmou que as águias estão apenas a um passo do tricampeonato.

As esperanças leoninas de uma escorregadela encarnada na Madeira intensificaram-se quando Renato Sanches viu o cartão vermelho, mas esfumaram-se lentamente com o domínio do Benfica. Paulatinamente, a turma da Luz pegou nas rédeas da partida e anulou a equipa da casa, acabando por vencer de forma tranquila e quebrando um ciclo de quatro vitórias pela margem mínima (desde 16 de Abril que o Benfica não vencia por mais de um golo na Liga). A equipa orientada por Rui Vitória quebrou assim o registo máximo de vitórias de Jorge Jesus na Luz (11 triunfos consecutivos), somando 19 triunfos nas últimas 20 partidas referentes ao campeonato. 

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