Preocupações defensivas deixam tudo em aberto para duelo em Manchester
Jogo de muita luta termina num nulo

Preocupações defensivas deixam tudo em aberto para duelo em Manchester

Sevilhanos e red devils empataram sem golos no encontro da primeira mão a contar para a Liga dos Campeões, num jogo equilibrado onde De Gea brilhou quando mais foi preciso

RuiLopes97
Rui Lopes

    O Sevilha e o Manchester United disputaram esta quarta-feira a primeira mão do acesso aos quartos de final da Liga dos Campeões, sendo que esta foi jogada em território espanhol. O encontro acabou num nulo e a equipa orientada por José Mourinho preocupou-se claramente em não sofrer golos, acreditando assim que pode desfazer a eliminatória em Old Trafford.

    As duas equipas entraram em campo com esquemas táticos muito parecidos e apresentaram um meio campo bastante povoado. No lado do Sevilha, Banega e N´Zonzi jogaram praticamente lado a lado e Mourinho apostou em Matic como médio mais recuado colocando à frente do médio sérvio o jovem McTominay, que relegou assim para o banco Paul Pogba. No entanto, o centrocampista francês viria mesmo a entrar depois de Herrera se ter lesionado aos 15 minutos, forçando o Manchester a uma substituição prematura. Luis Muriel e Romelu Lukaku eram os homens mais adiantados das duas equipas e foi por eles que passaram as escassas ocasiões de perigo.

    Com tanta gente no meio campo, o United procurava reduzir os espaços aos jogadores do Sevilha que sentiram dificuldades em ligar o seu jogo ofensivo. Quando a bola era recuperada pelos homens do meio campo, a equipa de Mourinho procurava esticar o jogo para Alexis Sanchez ou em bolas longas para Lukaku tentar ganhar no ar e no combate com os defesas sevilhanos.

    O primeiro lance de perigo surge aos 14 minutos com um remate cruzado de Jesus Navas que alinhou como lateral direito na equipa do Sevilha. Responderam os ingleses, com um grande passe de Sanchez por cima da defesa para o avançado belga Lukaku desperdiçar com um remate por cima da baliza à guarda de Sergio Rico. O jogo foi-se desenrolando sem grandes oportunidades para qualquer um dos lados, com muita luta a meio campo e com a turma inglesa a fazer várias faltas que mesmo não sendo perigosas, iam matando qualquer aspiração do Sevilha em criar perigo.

     Aos 37 minutos, McTominay remata em jeito mas sem força permitindo uma defesa fácil ao guarda redes espanhol do Sevilha. A equipa da casa, a partir desse momento carregou sobre a formação inglesa e teve até ao intervalo o melhor período no jogo. Primeiro, foi Correa que aproveitou o facto de Valência ter fechado muito por dentro, recebeu uma bola longa e partiu para cima do lateral do Equador rematando para uma defesa segura de De Gea. O guardião espanhol acabou por se mostrar verdadeiramente decisivo nos minutos seguintes. Aos 44 minutos, depois de um pontapé de canto, Mercado faz um remate acrobático na área do United e a bola sobra para N´Zonzi que cabeceia para o primeiro grande voo do guarda redes titular da seleção espanhola. Logo no minuto a seguir, o momento da noite: cruzamento para a área dos ingleses e Muriel aproveita o espaço entre Lindelof e Valência para cabecear completamente à vontade e cara a cara com De Gea. O espanhol fez seguramente uma das melhores defesas da carreira e impede o primeiro do Sevilha com uma intervenção monstruosa, deixando Muriel agarrado ao poste a suspirar pela oportunidade falhada.

    O jogo chega ao intervalo com o Sevilha por cima do United e com De Gea a manter a equipa de Mourinho sem sofrer golos.

    Na segunda parte, o encontro viveu ainda menos situações de perigo. Muriel continuou a ser o elemento mais rematador da equipa de Montella que logo no início da segunda metade recebe a bola com classe na área mas acaba por rematar por cima. Aos 53 minutos, novo remate a passar ao lado da baliza do Manchester. Dez minutos depois, de bola parada, Lenglet podia ter feito muito melhor ao cabecear sozinho na área para defesa fácil de De Gea.

    A partida continuava sem grandes ocasiões e com o United muito compacto no meio campo, muito mais preocupado em manter-se seguro a defender do que em criar ocasiões de golo. O Sevilha voltou a tentar aos 69 minutos depois de mais uma boa jogada de Muriel que cruzou para a cabeça de Sarabia. O espanhol, que já foi treinado por José Mourinho, não deu o seguimento desejado à jogada e cabeceou por cima. Até ao final do jogo, o Sevilha só voltou a ter um remate digno desse nome aos 81, novamente por Muriel, ao qual De Gea respondeu com uma defesa segura.

    Mourinho viu ainda a sua equipa ter um golo anulado. Lukaku controlou a bola com o braço e rematou em seguida para o fundo da baliza do Sevilha. O juíz do encontro viu e decidiu bem ao invalidar o golo. O técnico português mexeu na equipa e lançou Rashford e Martial nos 10 minutos finais do encontro procurando explorar o desgaste dos defesas do Sevilha com a velocidade destes dois avançados. O inglês chegou mesmo a rematar com perigo depois de um bom passe de Pogba num lance que surgiu depois da equipa casa ter ficado a reclamar grande penalidade na área do United. O último lance de destaque do jogo surgiu novamente dos pés de Rashford que de livre direto, ainda a longa distância da baliza, não fez a bola passar muito longe do poste de Sergio Rico

    O duelo entre as duas formações chegou ao fim pouco tempo depois e deixou tudo em aberto para o jogo da segunda mão em Inglaterra, num jogo em que se prevê que a formação de Mourinho seja capaz de produzir muito mais a nível ofensivo se quiser carimbar passagem para os quartos da liga milionária. 

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