Jorge Jesus: a época, o Boavista e a carreira invejável de Wenger

Jorge Jesus: a época, o Boavista e a carreira invejável de Wenger

A antevisão do jogo deste domingo permitiu que o técnico leonino abordasse vários temas da atualidade desportiva.

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Pedro Correia

Na antevisão da partida deste domingo frente ao Boavista, o técnico do Sporting abordou vários temas da atualidade desportiva. Desde os objetivos da época verde e branca ao jogo com os axadrezados, passando pela despedida de Wenger, Jorge Jesus explicou ainda como gostaria de ser recordado no futuro. 

«Pleno, bom, excelente é ganhar os três»

Num pequeno balanço da época do Sporting até ao momento, Jorge Jesus começou por relembrar as suas afirmações quando chegou ao clube e deixou bem claro que ganhar dois troféus é bom, mas não é o cenário ideal.

«No primeiro dia que eu entrei nesta casa, disse que o Sporting passava a ser uma equipa que ia lutar com os nossos rivais para todas as competições. Portanto, ia ser mais uma equipa a definir as competições em Portugal, é isso. No segundo ano, não foi isso. Foi no primeiro, está a ser no terceiro... Foi para isso que nós viemos para o Sporting, exatamente para poder chegar o Sporting àquilo que normalmente são os crónicos vencedores das competições em Portugal: Porto e Benfica.», começou por referir.

«Para mim, só me sentiria satisfeito plenamente se nos três títulos que estamos a disputar (um já o ganhámos, o outro é a Taça de Portugal, que vamos à final, e o outro é o campeonato nacional)... Só ficava satisfeito se ganhasse os três. Ganhar dois não é mau. Estou habituado a ganhar tudo e, portanto... não era mau, agora pleno, bom, excelente é ganhar os três.», concluiu.

Um jogo duro, para passar a tempestade, mas com muitas dúvidas

Quando questionado acerca do jogo deste domingo frente ao Boavista, o técnico dos «leões» começou por revelar que espera um jogo muito competitivo e que apenas se poderá tornar fácil com a competência dos jogadores e da restante equipa.

«Amanhã vamos ter aqui um jogo muito competitivo, um jogo duro, um jogo com um adversário que está a fazer um bom campeonato, que tem bons jogadores... Uma equipa agressiva do ponto de vista competitivo, com alguns jogadores tecnicamente com muita capacidade, portanto vamos ter um jogo dentro daquilo que normalmente é um jogo difícil. Depois, se o jogo se torna mais fácil ou não, isso passa pela competência dos jogadores e da equipa do Sporting.», disse, explicando, de seguida, a importância deste jogo.

«Eu já tive a oportunidade de dizer que este último jogo, do Boavista, - se nós o conseguirmos passar - passamos a tempestade. Temos tido jogos onde praticamente não temos tempo para recuperar e a equipa tem dado uma resposta competitiva muito boa. E portanto, amanhã será o último jogo, porque depois passamos a jogar semana a semana.», referiu.

Apesar de feliz pelo tempo de descanso que a equipa voltará a ter depois desta partida, Jesus mostrou-se preocupado com as opções disponíveis para o jogo deste domingo.

«Até amanhã, ainda temos muitas dúvidas, muitos jogadores que não sei se vão jogar. Só amanhã de manhã, no treino (de pouca intensidade, mas que me dá algumas indicações daqueles jogadores que podem ser lançados no jogo)... Mas, neste momento, temos 4/5 jogadores que não temos a certeza se amanhã podem ser lançados no jogo.», afirmou.

Wenger: uma carreira invejável

Numa semana em que foi anunciado o acordo de Wenger com o Arsenal, para deixar o clube londrino no final da época, Jesus deixou o seu elogio ao técnico frânces.

«A carreira do Wenger é uma carreira invejável, do ponto de vista de um treinador. Invejável do ponto de vista de quê? Eu gostava de poder estar num clube 20 anos. Isso é sinal de quê? De muita qualidade, de muito trabalho.», disse, continuando a sua reflexão de seguida. 

«Ele esteve 22 anos porque, no final de cada ano, as pessoas responsáveis (portanto, os administradores dos clubes) acharam que ele tinha competência para continuar. Ganhou os títulos que ganhou (muitos ou poucos, foram os bastantes para que os responsáveis pelo Arsenal achassem que ele devia sempre continuar o seu trabalho) e claro que eu também gostava que fosse assim (e qualquer treinador gosta), porque isso é um sinal de crescimento do clube onde o treinador está a trabalhar.», rematou.

Como gostaria de ser recordado?

Na sequência da pergunta sobre a carreira de Wenger, os jornalistas aproveitaram ainda para perguntar a Jorge Jesus como gostaria de ser recordado, quando terminar a sua carreira. Na resposta, o treinador verde e branco destacou 3 fatores:

«Gostava de ser recordado principalmente como já sou recordado pelos meus ex-jogadores, que todos eles - até agora - acham que eu sou um treinador diferente na carreira deles, de todos os treinadores que eles tiveram. E que trouxe coisas novas ao futebol. Portanto, estes dois fatores. Para mim, os principais são estes dois fatores. Claro que depois o ganhar competições também é um fator importante, mas, para mim, é o terceiro.», explicou.

Sporting e Boavista entram este domingo em campo, em Alvalade, num jogo que tem início marcado para as 20:15 horas.

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