Mundial 2018: o início de uma nova era?

Mundial 2018: o início de uma nova era?

Com o fim do Mundial 2018, é tempo de analisar o que se passou em território russo entre 14 de Junho e 15 de Julho.

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Marcelo Morais

Este domingo, a França bateu a Croácia na final do Mundial 2018, marcando o fim de uma prova que acompanhámos durante um mês e que nos deixou muito para analisar. Definitivamente foi um Mundial que nos trouxe surpresas, nomeadamente com o afastamento prematuro de várias seleções consideradas favoritas à partida para este torneio. Este Mundial provou que as grandes seleções precisam de se renovar e adaptar-se às mudanças no futebol, onde surgem seleções com pouco historia mas com um bom futebol e projetos prometedores para o futuro. A fase de qualificação já foi prova disso mesmo. Itália e Holanda são duas seleções históricas, que apresentaram equipas muito fortes ao longo dos anos mas que falharam o apuramento para este Mundial. As seleções que partiam como favoritas pela história e pelo elenco que apresentavam (Argentina, Brasil, Alemanha, França, Espanha) acabaram por ter prestações que ficaram abaixo do esperado. Evidentemente que isto não se aplica à França que, com uma equipa jovem e uma nova ideia de jogo, acabou por vencer a prova.

Aproveitando o fracasso das seleções favoritas, surgiram equipas de “segundo plano”. Estas seleções, recheadas de jogadores de qualidade e bem organizadas, foram longe neste Mundial. Croácia, Bélgica, Inglaterra, Colômbia, Uruguai, Rússia, México e Japão. Portugal surgia como campeão da Europa, o que criou alguma expectativa na sua campanha. Apesar disso, pelo histórico português em Campeonatos do Mundo, a equipa das quinas não seria considerada um verdadeira favorita a vencer a prova.

Também as individualidades foram pouco decisivas neste Mundial. À partida para estas provas existe sempre muita esperança depositada nos grandes jogadores. Neste mundial, jogadores como Messi, Neymar, James, Ozil, Neuer, Salah, Lewandowski não tiveram o rendimento esperado e isso refletiu-se na campanha das suas seleções. Talvez Ronaldo não esteja incluído neste lote devido às exibições dos primeiros dois jogos. Este Mundial fica marcado pelos coletivos. As verdadeiras potências surgiram de seleções bem preparadas taticamente com coletivos de qualidade.

Este Mundial poderá funcionar como ponto de viragem para um nova era no futebol. Certamente que as grande seleções irão regressar na sua máxima força mas há várias equipas com “menos nome” que prometem ser sérias candidatas a grandes feitos num futuro próximo.

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