Michael Jordan: "A coisa mais próxima de Deus" faz 54 anos

Foi grande o sucesso e muitos os feitos que ornamentam a carreira de Michael Jordan que hoje faz 54 anos. Hoje olhamos, então, para aquele que é, talvez, o mais importante, tanto para os Chicago Bulls como para Jordan: a época de 1995-96.

Michael Jordan: "A coisa mais próxima de Deus" faz 54 anos
(foto: gettyimages.com)

“Falhei vezes sem conta durante a minha vida. E é por isso que tive sucesso.” -  Michael Jordan (MJ).

O 6 vezes campeão do mundo da NBA e 2 vezes campeão olímpico faz hoje 54 anos. Era, e é, visto consensualmente como o melhor jogador de basquete de todos os tempos e, por alguns jogadores que partilharam o campo com Jordan, como “A coisa mais próxima de Deus que já vi com uma bola de basquete nas mãos”, segundo Larry Bird, ex-jogador dos Boston Celtics.

A sua carreira foi recordada vezes sem conta e faltam adjetivos para descrever o aniversariante. Podíamos reviver tudo de novo: os campeonatos, os prémios de MVP, os jogos históricos, etc. Porém, vamos apenas concentrarmo-nos naquela que é, até hoje, a melhor equipa de sempre na história da NBA: Os Chicago Bulls de 95-96.

É certo que os Golden State Warrios conseguiram bater o record da fase regular na época passada, com 73 vitórias e 9 derrotas, mais uma vitória que os Bulls de Jordan, mas não acabaram por vencer as finais, ao contrário do que aconteceu com a equipa de Chicago.

O melhor início de sempre

Os Chicago Bulls entravam na época de 95-96 com uma imagem bem diferente da época transata. Não contavam com Jordan no início da fase regular há já duas temporadas e tinham falhado a viagem até as finais nas mesmas. Jordan tinha voltado na época de 94-95, já numa fase tardia, mas parecia desconectado com o jogo e os Bulls seriam eliminados na segunda ronda dos playoffs.

Sem o Michael, eramos uma boa equipa, mas não uma equipa suficientemente boa para ser campeã. Com ele de volta, sentimos que era a nossa oportunidade para voltarmos ao topo”, afirmou Scottie Pippen, ex colega de equipa de Michael Jordan.

Ainda na preparação para a nova época, os Bulls contratavam Dennis Rodman, um jogador que viria a ser crucial no papel defensivo da quadra orientada por Phil Jackson.

O início da temporada tornar-se-ia Histórico. Os Bulls começaram por vencer 37 jogos seguidos em casa e conseguiram um record de vitórias em jogos fora de casa, com 33 tentos consecutivos, que viria a ser quebrado só pelos Golden State Warriors de 2015-2016 (34 vitórias).

Apesar de ser necessário um esforço conjunto para se vencer num jogo como o basquete, nos jogos mais complicados estava lá Michael Jordan para fazer a diferença. Sempre que tínhamos um jogo mais difícil, o Michael resolvia com naturalidade”, contou James Edwards, ex colega de equipa de Michael Jordan. “Todos percebíamos que o Jordan estava de volta, e ao seu melhor nível, sendo o jogador mais dominante da liga”, acrescentou Phil Jackson. Para os Chicago Bulls, vencer começava a tornar-se em algo banal.

Na pausa para o All Star Weekend as atenções concentravam-se em Michael Jordan, a estrela que regressava de uma longa paragem. MJ venceu o prémio de MVP do jogo das All Star, apenas mais um lembrete para ele e para o resto da liga de que o melhor do mundo voltara e ao seu melhor nível.

Depois da paragem, os Bulls continuaram a vencer jogos e acabariam por conseguir um record de 72 vitórias em 82 jogos, tornando-se a primeira equipa a vencer 70 jogos da fase regular. O MVP dessa mesma fase? Michael Jordan, inevitavelmente, que contava com uma média de 30.4 pontos por jogo. Rodman, Pippen e Jordan seriam nomeados para a melhor equipa defensiva do ano e Phil Jackson o melhor treinador do ano.

Os playoffs rumo à glória

Os Bulls tinham conquistado a fase regular, mas isso não chegava para esta equipa de vencedores, muito menos para Michael, que era conhecido como uma pessoa competitiva, até de mais. Chegava a altura de enfrentar a fase mais exigente da temporada: os playoffs.

A primeira ronda seria contra os Miami Heat, ronda essa que seria ultrapassada com facilidade. Três vitórias sem resposta levavam os Bulls até à próxima fase, um teste bem mais complicado desta vez. Os New York Knicks eram o próximo adversário e já contavam com alguma História frente aos Bulls. Dois anos antes, eliminaram a equipa de Chicago que não podia contar com Jordan. Porém, o cenário era diferente e em 5 jogos (4-1 foi o resultado final) os Bulls seguiam para as finais da sua conferência.

As finais de conferência seriam contra os Orlando Magic, a equipa que tinha eliminado os Chicago Bulls no ano anterior, quando já contavam com Michael Jordan. MJ tinha más memórias dessa ronda e isso serviria para motivá-lo a si e à equipa, que acabariam por ultrapassar os Magic de Saquile O’Neal por 4 jogos sem resposta.

Michael frente aos
Michael frente aos Orlando Magic

Chegava a hora de jogar as finais, contra os Seattle SuperSonics. Numa série de 7 jogos, bastaram 6 para os Bulls vencerem (4-2), carregados pelo talento e liderança de Michael Jordan, que tinha à sua volta uma equipa cheia de potencial e com vontade de vencer.

Jordan frente aos SuperSonics
Jordan frente aos SuperSonics

Jordan seria coroado como o MVP das finais, mais um prémio a juntar os outros dois MVP do mesmo ano. Os Bulls acabariam com o melhor record de sempre de uma temporada completa com 87 vitórias e apenas 13 derrotas. Feitos que jazem na história dos Chicago Bulls e que não seriam possíveis sem aquele que é aclamado como o  melhor de sempre: Michael Jordan.

A equipa de Chicago viria a ganhar mais 2 campeonatos seguidos, mas nunca suportados com uma temporada assim, que é vista como a melhor de sempre e, talvez, o maior marco da carreira de Michael Jeffrey Jordan.