VAVEL Entrevista: Raulzinho elogia basquete nacional e se diz sob pressão para próxima temporada
Foto: Divulgação/Minas Tênis Clube

A temporada 2016/2017 registrou o maior número de jogadores brasileiros em uma temporada da NBA, a liga de basquete mais importante do mundo. Além de medalhões como Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Marcelinho Huertas e Tiago Splitter, jovens jogadores como Bruno Caboclo, Cristiano Felício, Lucas Bebê e Raulzinho começam a aparecer no cenário do basquete norte-americano.

Raulzinho, o último citado, passa férias no Brasil e aproveitou o tempo sem compromissos para treinar para a próxima temporada da NBA no Minas Tênis Clube, clube que o revelou ao basquete, nesta quinta-feira (25). O armador do Utah Jazz irá para sua terceira temporada na equipe e a última temporada com contrato assinado, tendo a opção da franquia em renovar ou não seu contrato.

O armador chegou ao Jazz em 2015 e teve uma primeira temporada excelente, sendo selecionado para o Jogo dos Calouros durante o All-Star de 2016, em Toronto. Já na temporada 2016/2017, o mineiro de Belo Horizonte contou com a chegada de George Hill à equipe e o experiente armador se firmou na vaga, deixando-o com menos tempo de quadra.

"Acho que me coloca mais em pressão por eu ter que mostrar aos caras que estou treinando e melhorando. Mas independente de contrato ou não, sempre quero melhorar e agregar algo ao meu jogo e independente de ter contrato ou não estarei treinando e me preparando para me tornar um melhor jogador. Claro que fico mais sob pressão já que preciso novamente brigar pelo espaço no time, coisa que eu já fiz no passado e me dei bem, mas acho que não muda nada da pré-temporada não", disse sobre sua situação para a temporada seguinte.

Foto: Divulgação/Minas Tênis Clube
Foto: Divulgação/Minas Tênis Clube

Além disso, Raulzinho comentou a situação do basquete nacional como um todo, falando sobre seleção brasileira, Novo Basquete Brasil (NBB) e também sobre a Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Apesar da pouca idade, 25 anos, o jogador é presença confirmada na seleção principal desde o Mundial de Basquete de 2010, na Turquia, quando tinha somente 18 anos, e agora é uma das peças-chave da nova geração do basquete brasileiro.

"Acredito que a nova geração do Brasil já mostrou qualidade, no Pan-Americano de Toronto em 2015 conseguiram a medalha de ouro, já mostrou que tem jogadores que podem jogar internacionalmente, com pressão de jogar Mundial ou Olimpíadas. Uma coisa que a gente tem, que é muito valioso, é o apoio dos jogadores que estão a mais tempo, eles apoiam muito a nova geração e comigo, pessoalmente, esses caras como o Leandrinho, Nenê, Varejão e Huertas me ajudam muito, e com os outros jogadores também. Estão sempre apoiando, sempre precisando de ajuda eles estão à disposição. Mas essa geração acho que mostrou talento e aí no NBB você vê jogadores jovens com muito potencial. O time do Paulistano é bem jovem e joga em um nível de decisão alto, carregando o time praticamente, então acho que temos uma nova geração boa", afirmou.

Raulzinho também comentou sobre a situação da suspensão imposta pela FIBA à CBB por faltar com o cumprimento de obrigações como uma federação nacional.

"Lógico que têm coisas fora da quadra que precisam melhorar. A diretoria teve uma mudança e já teve uma melhoria, mas acredito que tenha muita coisa para melhorar. Agora a gente está fora de todas as competições internacionais, então não adianta a gente ter todo esse material humano com talento e preparado se estamos fora das competições, então isso é algo que não está no meu controle nem na de outros jogadores. Eu, pessoalmente, ajudo se precisar, de imagem, entrevista ou o que for, eu quero que o basquete cresça e que o basquete melhore, mas não tem nada que eu possa fazer além de me preparar todo dia, além de ajudar os mais jovens e aprender com os mais velhos e estar preparado. Porém, é igual eu falei, são coisas fora da quadra que estão atrapalhando nosso basquete também", disse.

Raulzinho disputou também três edições do NBB, tendo jogado o NBB 1 em 2008/2009 e saído após o NBB 3, em 2010/2011, quando se transferiu para o basquete espanhol. O armador destacou o crescimento da liga nacional e disse que, sempre quando possível, procura acompanhar partidas da liga brasileira.

"Quando eu tenho tempo eu assisto sim. Hoje em dia está até mais fácil pois estão colocando alguns jogos no Facebook. Não tenho televisão brasileira, mas sempre que passa no Facebook e eu estou em casa assisto. Assisti bastante os playoffs do NBB, assisti também um pouco o final da temporada regular e agora também estou vendo se vou para Bauru assistir o jogo 2 da final", revelou.

"Então eu tento acompanhar sim até para saber o que está acontecendo aqui, é o meu país e se eu precisar ajudar em alguma coisa me coloco à disposição, certas vezes é bom pra acompanhar jogadores que em um ou dois anos podem estar na seleção e eu tenho que saber mais ou menos como eles jogam, então eu gosto de assistir sim", disse o camisa 25 do Jazz.

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