Guia VAVEL da Copa Libertadores: Nacional
Time estará no grupo 6 da Libertadores (Arte: Walter Paneque/VAVELcom)

Tricampeão do torneio, O Nacional chega à Libertadores 2014 graças à tabela agregada do Campeonato Uruguaio e dos títulos de Peñarol e Defensor Sporting nos torneios Apertura e Clausura, respectivamente. Terceiro colorado no geral, a equipe herdou uma vaga na competição. Comandado por Arruabarrena e Gerardo Pelusso, o Nacional somou 58 pontos em 28 partidas.

Contando com jogadores experientes como Munúa, Scotti, Álvaro Recoba e o atual craque da equipe, Iván Alonso, a equipe uruguaia chegará embalada para enfrentar o grupo da morte da maior competição das Américas. Com pouco movimento no mercado, o Nacional teve como grande reforço a volta do goleiro Gustavo Munúa, dez anos após deixar a equipe.

Gerardo Pelusso, o retorno do campeão

Após perder o Apertura 2013, mesmo liderando boa parte da competição, o treinador Arruabarrena foi demitido e Gerardo Pelusso, que treinava a seleção do Paraguai há dois anos, foi contratado para seu lugar em janeiro de 2014. É a segunda passagem do treinador pelo clube.

Em sua primeira estadia no Nacional, Pelusso ficou de 2007 à 2009, conquistando o título da primeira divisão no último ano no clube. O comandante andou por Universidade do Chile, Olímpia, onde conquistou o campeonato nacional, e a própria seleção do Paraguai.

Álvaro Recoba, o filho do Uruguai

Um dos maiores jogadores da história do futebol uruguaio, Álvaro Recoba, com 37 anos é reserva do Nacional. No entanto, apesar de não fazer parte da equipe inicial, El Chino é peça fundamental devido a experiência e habilidade, apesar de não ter o físico de um garoto. Recoba tem sido decisivo nas partidas em que entra, até mesmo na partida que classificou o Nacionl para a fase de grupos da Libertadores contra o Oriente Petrolero.

Como o Nacional joga

Atacante. Assim podemos definir o 4-3-3 utilizado por Pelusso no Nacional. A equipe uruguaia costuma jogar com defesa em linha, dois volantes e um meia de criação. No ataque, dois pontas e um centrovante. O onze inical da equipe costuma ser: Munúa; Ismael Benegas, Guillermo Santos, Andrés Scotti e Juan Díaz; Álvaro Fernández, Diego Arismendi e Maxi Calzada; Ignacio González, Ivan Alonso e Richard Porta.

Gran Parque Central, O Grande

Apesar de sua capacidade ser apenas de 26 mil torcedores, o Gran Parque Central, construído em 1900 e presente na Copa do Mundo de 1930, é um dos estádios mais emblemáticos da competição. Os torcedores costumam lotar o Parque Central, transformando-o em um caldeirão. A casa do Nacional, que participou pela última grande reforma em 2005, para que pudesse voltar a abrirgar jogos do Campeonato Uruguaio e da Libertadores, não é fixa. Em jogos que possam haver muito público, o Nacional opta por jogar no estádio Centenário.

1988, o tricampeonato em cima de um adversário do atual grupo

Presente no grupo 3, o Nacional classificou-se em segundo naquele grupo, que também continha América de Cáli e Millonarios, da Colômbia, e Montevideo Wanders, do Uruguai.

Na segunda fase, o Nacional eliminou o Universade Católica do Chile, após vencer pelo gol fora de casa. Na terceira fase, os uruguaios enfrentaram os argentinos do Newell’s Old Boys. Com 3 a 2 no agregado, os Bolsos conseguiram a classificação. Mas o Newell’s também, pois foi o melhor perdedor da fase.

Nas semifinais, vitória sobre um companheiro de grupo da primeira fase, o América de Cáli. 2-1 no resultado agregado. Na final, o Nacional perdeu a primeira partida na Argentina por 1 a 0, com gol de Jorge Gabrich. No jogo de volta, no Centenário, a equipe orquestrada por Hugo de Léon, que marcou um dos gols da partida, venceu por 3 a 0. Ernesto Vargas e Santiago Ostolaza também anotaram seus tentos.

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