Inglaterra: a seleção das estrelas solitárias aposta no coletivo

Uma sucessão de fracassos, uma sucessão de decepções, essa é a realidade da Inglaterra, que nunca mais conseguiu repetir o feito histórico de 1966, quando foi campeã em casa. Talvez o maior erro dos britânicos foi quase sempre escolher um herói nacional, aquele jogador que tinha tudo para levar o país a glória. Muitos nomes passaram, poucos conseguiram corresponder as expectativas e acabaram decepcionando toda a nação.

Quase que como uma maldição, o English Team esbarrou sempre “na hora de separar os meninos dos homens”, no mata-mata, nos penalidades, um detalhe sempre afastou a equipe de repetir o feito heroico de Alf Ramsey, treinador da equipe em 1966. Passando por Sir Bobby Charlton, Gary Lineker, Paul Gascoigne, Michael Owen, David Beckham, Wayne Rooney e outros, a Inglaterra sempre buscou um pilar, mas nem sempre essa estratégia funcionou.

1966: o cãozinho Pickles, Sir Bobby Charlton, a arbitragem polêmica, os personagens do título

A Copa do Mundo de 1966 foi marcante para o futebol inglês, e não poderia ser de outra forma. País sede do mundial naquele ano, a seleção nacional tinha grandes craques, verdadeiros “Sirs” como Bobby Charlton, Bobby Moore, Geoff Hurst e Gordon Banks. Para comandar os donos da casa, Alf Ramsey, treinador campeão das três principais divisões da Inglaterra de maneira consecutiva, comandando o modesto Ipswich Town.

O treinador foi um divisor de águas no futebol e revolucionou a maneira inglesa de se praticar o esporte, tanto taticamente como na gestão dos jogadores. Pela primeira vez, quem escolheu os selecionados foi o treinador, não uma comissão de dirigentes, então Alf apostou numa equipe de jogadores impopulares e esforçados, contrariando diversos torcedores. As mudanças não pararam por ai, Ramsey recusou também o 4-2-4, recuou os pontas que fez nascer o 4-4-2 britânico, a “tática padrão” do futebol mundial.

Um dos fatores mais preocupantes foi o sumiço da taça Jules Rimet, troféu do mundial. O artigo estava exposto em Londres e foi roubado. Dois dias depois, um simpático cãozinho chamado Pickles localizou o troféu em um jardim no norte da cidade.

Comandados por Bobby Charlton, a seleção inglesa despistou a má atuação da estreia fraca contra o Uruguai e se superou na competição. Depois de empatar com os sul-americanos por 0 a 0 no jogo de abertura, venceu por 2 a 0 o México e a França. O futebol pragmático e previsível evoluía e casado a uma ”ajudinha” dos homens do apito a Inglaterra passou pela Argentina nas quartas. Na semifinal, o adversário era a temida seleção portuguesa de Eusébio, o craque do futebol europeu no ano. Porém a Inglaterra tinha Bobby Charlton, e o homem que driblou até a morte (em alusão a um acidente aéreo envolvendo o Manchester United, do qual o jogador saiu com vida) marcou dois gols e garantiu a classificação à final.

Cercada de polêmicas com a arbitragem, a Copa de 66 marcou a eliminação precoce do então bicampeão Brasil ainda na primeira fase e teve uma das finais mais contestadas da história. Inglaterra e Alemanha Ocidental se enfrentaram em Wembley, o jogo terminou 2 a 2 no tempo normal, o segundo gol inglês, marcado por Hurst (que marcou todos os tentos ingleses na final) é uma das maiores incógnitas do futebol mundial. Para muitos, a bola bateu no travessão e não cruzou a linha, mas o arbitro assistente validou o gol. Na prorrogação, Hurst marcou seu terceiro gol na partida e decretou o título para os Three Lions.

*Sir: Título de nobreza concebido pela Coroa Inglesa

1970: o ínicio de uma sina, as quartas de final

No México, em 1970, a Inglaterra, apesar da base mantida da seleção de 66 e do trabalho contínuo do técnico Alf Ramsey não conseguiu repetir o feito da edição anterior. A experiência dos jogadores campeões não ajudou o English Team e a equipe caiu nas quartas de final para a Alemanha Oriental.

Esperançosos em Bobby Charlton, que a essa altura já estava com 32 anos e não conseguiu desempenhar um bom futebol, decepcionando os torcedores ingleses que continuaram vendo o futebol pragmático de sempre, mas dessa vez sem glória. Na primeira fase, vitórias contra Romênia e Tchecoslováquia por 1 a 0 e derrota para o Brasil, que viria a ser campeão ao fim da competição. A partida contra a seleção canarinho ficou marcada pela lendária defesa de Gordon Banks numa cabeçada de Pelé, tida pelo próprio Rei do Futebol como a mais difícil da história.

O adversário nas quartas foi a poderosa Alemanha Ocidental, de Gerd Müller, artilheiro do torneio. O jogo marcava também a reedição da final em Londres, onde os ingleses saíram vencedores na ocasião. Mullery e Peters abriram o placar para a Inglaterra, que tinha uma boa vantagem até boa parte do segundo tempo. Os alemães porém reagiram nos últimos dez minutos e viraram o placar para 3 a 2, culminando na eliminação da equipe da terra da Rainha.

1982: um peso de Kevin Keegan não conseguiu carregar

Doze anos se passaram desde a Copa do México. gora na Espanha, a Inglaterra via surgir um novo craque. Kevin Keegan, jogador que havia feito história em Liverpool e agora brilhava no Southampton havia acabado de ser eleito o jogador do ano no país era o nome certo para colocar o país no trilho do sucesso novamente.

O que se viu porém foi um Keegan chegando ao Mundial com uma lesão crônica nas costas e ficando de fora de toda a fase de grupos, para desespero da nação. O técnico Greenwood conseguiu dar um bom ritmo da equipe mesmo sem a principal estrela, na fase de grupos vitórias por 3 a 1 contra a França, 2 a 0 na Tchecoslováquia e 1 a 0 diante do Kuwait. Um empate contra a Alemanha Ocidental na fase seguinte por 0 a 0 deixou como última esperança inglesa uma vitória por dois gols de diferença diante da anfitriã Espanha.

A partida contra os donos da casa terminou em 0 a 0, nem mesmo a entrada de Kevin Keegan no segundo tempo de maneira desesperadora salvou a campanha da seleção, e a eliminação foi inevitável. Ao fim da competição, o atacante sentiu o peso de ficar de fora da maioria dos jogos. “Eu deveria ter marcado, não tem desculpas”, afirmou Keegan.

1986: Gary Lineker brilha mas Maradona tem Deus ao seu lado

Mais uma vez o México como sede do Mundial, mais uma vez a Inglaterra chega depositando suas esperanças em um jogador: Gary Lineker. Além do atacante do Everton, que era o grande jogador do futebol nacional no momento, a equipe ainda contava com nomes como Glen Hoodle, um dos maiores jogadores da história do Tottenham.

Os dois primeiros jogos na Copa não foram positivos, uma derrota por 1 a 0 para Portugal e um empate sem gols com Marrocos. O bom futebol veio porém na terceira partida em diante, quando Lineker anotou um hat-trick diante da Polônia. Nas oitavas, a Lineker comandou mais um vitória do English Team, marcando dois gols na goleada por 3 a 0 diante do Paraguai. Nas quartas, a temida Argentina de Diego Armando Maradona, craque da competição e a Inglaterra sucumbiu a genialidade de Dieguito. Nem mesmo mais um gol de Gary foi o suficiente, o craque argentino marcou duas vezes, dois dos gols mais famosos da história do futebol.

No primeiro, Hodge chutou a bola pro alto, Maradona subiu para disputar com Shilton, mas Diego usou a mão para encobrir o goleiro inglês e marcar, o árbitro nada viu e o gol foi validado, e posteriormente ficou conhecido como La Mano de Dios. O segundo foi eleito, o gol do século pelos internautas durante a Copa de 2002. Maradona driblou cinco adversários, inclusive o goleiro e tocou para o fundo do gol. O tento ficou imortalizado na narração do uruguaio Victor Morales, que chorou e agradeceu a Deus por ter presenciado tal feito.

A trajetória inglesa acabou ali, Gary Lineker correspondeu, anotou seis tentos e foi o artilheiro da competição de maneira isolada, mesmo assim não foi o suficiente e mais uma vez o sonho do bicampeonato foi adiado.

1990: o mais perto do bi possível

“Se eu tenho um arrependimento na minha vida futebolística, é não ter vencido a Copa de 1990”, essas foras as palavras de Lineker ao fim da competição, situada na Itália. A seleção chegou muito bem para o Mundial daquele ano, com grandes craques e uma equipe promissora. Além de Lineker, que já tinha brilhado na edição anterior, o time ainda contava com outro grande craque: Paul Gascoigne, na época com 23 anos, o meia do Tottenham era tido como o diferencial do país para a competição e gerava muita expectativa na torcida.

Naquela altura, a Inglaterra, que parou cinco vezes nas quartas de final só perdia para o Brasil e para a Alemanha Ocidental no retrospecto geral das participações anteriores. A primeira fase da Inglaterra não foi das melhores e a equipe empatou os dois primeiros jogos, contra Irlanda do Norte e Holanda, respectivamente. A vitória veio só na terceira partida, diante do Egito, com um gol solitário de Mark Wright.

Nas oitavas, a equipe enfrentou a Bélgica, conseguiu uma vitória apertada por 1 a 0, o que a colocou nas quartas, a “fase algoz” da seleção, que nunca passava dali. O adversário era a surpreendente seleção de Camarões de Roger Milla, no auge dos seus 38 anos. Os ingleses saíram na frente com David Platt. Camarões então reagiu e chegou a virada nos cinco primeiros minutos da segunda etapa. Os ingleses porém contaram com a frieza de Lineker para marcar de pênalti e levar a partida para a prorrogação. Na etapa decisiva, mais uma bola na marca da cal e o atacante converteu novamente, para colocar a Inglaterra na semifinal depois de 24 anos.

O adversário? Ela, sempre ela, a Alemanha Ocidental. A equipe que sempre esteve ali para fazer um dos jogos mais clássicos da Copa diante dos Three Lions. Comandada por Mathaus e Klismann, a equipe germânica contou com um gol contra de Parker, mas viu Lineker brilhar mais uma vez e marcar o gol de empate, levando a partida para a prorrogação. No tempo extra, nada de gols e a partida foi decidida nos pênaltis. Nas cobranças, a Inglaterra fez as três primeiras, perdeu duas e viu a Alemanha acertar suas quatro cobranças e se classificar para, posteriormente, chegar ao título. A derrota deu a oportunidade para a disputa do terceiro lugar, mas a equipe saiu derrotada pelos anfitriões por 2 a 1 e disse adeus à Itália.

A Copa de 90 foi tida como a maior decepção da Inglaterra em Copas, talvez o título mais acessível desde 1966. Mais uma vez o grande nome da seleção decepcionou, e o jovem Paul Gascoigne fez um campeonato apagado e acabou ofuscado por Gary Lineker, que foi o mais aclamado jogador na recepção da equipe em Londres, que levou mais de 300 mil torcedores as ruas, para saldar os heróis da boa campanha.

1998: confiança no artilheiro e final já conhecido

O English Team não deu as caras nos Estados Unidos em 1994 e só voltou para a disputa na edição seguinte, na França, em 1998. A equipe era um misto de experiência e juventude e era baseada no Arsenal e no Manchester United, times que viviam excelente fase na época. Jogadores com bagagem como David Seaman, Tony Adams e Teddy Sheringham se misturavam a craques promissores como Rio Ferdinand, Michael Owen e David Beckham.

Como já era de se esperar, o grande nome era Alan Shearer, o destaque do Newcastle era a esperança de gols que poderia trazer a segunda taça para Londres. O atacante foi escolhido para ser o capitão da equipe, o que gerou ainda mais expectativa em cima do astro. Paul Gascoigne não tinha um bom relacionamento com Glenn Hoodle, comandante inglês, e acabou fora da lista final.

A participação porém não foi das melhores, depois de uma primeira fase com vitórias contra Tunísia e Colômbia e uma derrota para a Romênia, os ingleses se classificaram em segundo lugar para as oitavas, onde o adversário seria a Argentina, algoz em 1986. Batistuta abriu o placar para os sul-americanos, e poucos minutos depois a virada veio, com gols de Shearer e Owen. A alegria britânica só durou até o fim do primeiro tempo, quando Zanetti deixou tudo igual e, após uma segunda etapa apagada, onde David Beckham foi expulso após entrada em Diego Simeone, a partida acabou indo para a prorrogação e, posteriormente, aos pênaltis. Na última cobrança, Batty perdeu e viu mais uma vez a Argentina eliminar a Inglaterra, dessa vez com um 4 a 3 nas penalidades.

A sensação de agora vai mais uma vez falhou, ver os pênaltis serem desperdiçados foi um duro golpe para aquele país, mas a Inglaterra precisava se recompor e contava com uma base promissora para 2002, a Copa que prometia.

2002: geração de ouro não consegue o sucesso esperado

E como prometia, a seleção era uma das mais fortes na história. David Beckham e Michael Owen eram os protagonistas, jogadores com renome mundial e contando com apoio de grandes jogadores como Steven Gerrard, Rio Ferdinand, Paul Scholes, Nicky Butt e Robbie Fowler. O técnico Sven-Goran Eriksson enfrentou alguns problemas com lesões e o medo de perder Beckham as vésperas da competição foi grande, mas o jogador foi convocado normalmente.

No grupo, a Argentina era a principal rival. Na estreia um empate contra a Suécia por 1 a 1, e na segunda partida a “vingança” de 1998 veio, mesmo em uma escala menor de importância, a Inglaterra venceu por 1 a 0 com gol de pênalti de David Beckham. A equipe se classificou com quatro pontos, depois de empatar na última partida contra a Nigéria por 0 a 0.

Nas oitavas, a Dinamarca não assustava, vitória fácil por 3 a 0 e o "Golden Boy" Owen anotou seu primeiro gol em mundiais. Nas quartas, onde o English Team já tinha parado em cinco oportunidades, um adversário nem um pouco fácil, o poderoso Brasil de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho. Michael Owen aproveitou uma falha de Lúcio e abriu o placar para sua equipe. Rivaldo empatou no fim da primeira etapa e as equipes foram em igualdade para o vestiário. Na segunda etapa, um dos mais famosos gols de todas as Copas foi marcado por Ronaldinho Gaúcho, que bateu falta de muito longe e encobriu Seaman, selando o placar e a participação inglesa no torneio.

Decepcionado, mais uma vez o grande craque não conseguiu carregar a equipe ao título e a sexta eliminação em quartas foi traumatizante pra equipe, que acreditava no imenso potencial de suas estrelas iminentes, que tinham tudo para brilhar no Japão e na Coréia.

2006: a constatação de uma seleção fadada ao fracasso

Depois de mais um fracasso em 2002, a Inglaterra, que via a Premier League cada vez mais invadida por estrangeiros e uma safra cada vez menor de ingleses talentosos, apostou mais uma vez na base que se formou no fim dos anos 90 e no início do novo milênio. David Beckham ainda era a grande estrela da equipe, Michael Owen já beirava o ostracismo, Lampard e Gerrard estavam no auge nos seus clubes, então Sven-Göran Eriksson decidiu apostar em três grandes jovens que surgiam, Wayne Rooney, com 20 anos, já vinha se destacando a alguns anos pelo Everton e pelo Manchester United, e os velozes pontas Aaron Lennon, 19, e Theo Walcott, com apenas 16 anos de idade.

Essa era sem dúvida uma seleção mais experiente, jogadores que já tinham passado por fracassos recentes se fundiam com jovens talentos. O time estreou na Alemanha diante do Paraguai, conquistando uma vitória por 1 a 0. A Inglaterra não costumava fazer grandes campanhas na fase de grupos, e esse ano não foi diferente, uma vitória tranquila contra Trinidad e Tobago e um empate com a boa seleção da Suécia foram o suficiente para o English Team avançar para as oitavas, onde enfrentou o Equador e venceu com um gol solitário do Spice Boy.

A fase do assombro inglês, as quartas de final separaram um duro adversário para os ingleses. Portugal, de Cristiano Ronaldo, astro de um dos principais clubes da Terra da Rainha naquele momento. O jogo parecia seguir o script da versões anteriores, dessa vez o 0 a 0 foi o que levou o jogo para o tempo extra, e como já se estava acostumado, os pênaltis. Nas cobranças, uma desastre para os Three Lions. Lampard, Gerrard e Carragher tiveram suas cobranças defendidas, e viram o CR7 cobrar a última bola e comemorar a classificação portuguesa.

Sete vezes, esse é o número de eliminações da Inglaterra em quartas de finais (se considerarmos a Copa de 1982, que ao invés das quartas, teve uma segunda fase). Um número nem um pouco agradável para uma equipe que ali completava 40 anos desde a vitória em casa. A derrota em 2006 culminou no fim de um ciclo de cinco anos de Eriksson no comando da equipe, passando o bastão a Steve McClaren, que prepararia a equipe para o Mundial no continente africano.

2010: a decadência escancarada

O treinador inglês não durou muito, o renomado italiano Fábio Capello assumiu a equipe ainda na fase de classificação para a Copa e foi o responsável do comando na África do Sul em 2010. Talvez essa fosse uma das Inglaterras mais desacreditadas de todas. Um novato em 2006, Wayne Rooney era agora a grande esperança do English Team, uma equipe que não tinha um goleiro fixo e que não sabia direito quem seria o parceiro de ataque do craque do United.

A incerta Inglaterra fez uma fase de grupos vergonhosa. Na estreia empatou com os Estados Unidos, o adversário mais forte da primeira fase por 1 a 1. Na segunda partida, tudo igual contra a fraca seleção argelina, e na última partida a equipe fez um confronto direto com a Eslovênia para avançar a segunda fase. Os ingleses saíram vencedores e evitaram o vexame da eliminação precoce.

Nas oitavas de final, a forte seleção alemã foi o algoz inglês. Em entrevista depois da partida, o técnico adversário Joachim Löw definiu a Inglaterra como "uma equipe de jovens contra um time de experiência internacional”. Foi bem isso que se viu em campo, e as fracas atuações dos grandes jogadores somadas a uma defesa de qualidade duvidosa culminaram numa goleada de 4 a 1 pelo lado alemão, e o time correspondeu as baixas expectativas.

2014: As previsões não indicam melhoras, é hora de surpreender?

O que esperar da Inglaterra de 2014? O English Team que virá ao Brasil não vem muito diferente da equipe que era comandada por Capello. Agora sob a batuta de Roy Hodgson, um treinador desacreditado e com a base da seleção envelhecida e questionada, as previsões apontam mais uma eliminação dos ingleses, que dificilmente devem brigar pelo título.

O English Team compõe o Grupo D, tido como o grupo da morte, juntamente com Itália, Uruguai e Costa Rica. Uma seleção mais forte que a de 2010, porém mais fraca do que as de 1966 ou 1990, sem dúvidas. Com Gerrard e Lampard cada vez mais velhos, a sobrecarga no meio campo fica evidente e o esquema tático que vai ser utilizado por Hodgson é longe de ser conhecido.

As dúvidas vem com força na montagem do meio campo, na utilização de jogadores experientes juntos ou na mescla de algumas novidades, como Adam Lallana, do Southampton. Muitas dúvidas ainda estão no ar e elas só devem ser reveladas durante a primeira fase, onde a equipe vai ter trabalho ao enfrentar equipes mais bem estruturadas, como o Uruguai e a Itália.

Com alguns jogadores atravessando grande fase, a Inglaterra vai precisar de bastante esforço individual para conseguir ir longe nesse mundial, além é claro de conviver com problemas de jogadores ainda não recuperados de lesão. A única certeza é que dessa vez não há um grande nome para se confiar, o trabalho coletivo e a safra interessante e jovem que devem dizer o qual alto pode ser o voo do esquadrão britânico.

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