De volta às semis, Argentina segue fórmula de 90 para o buscar o tricampeonato

A Copa do Mundo de 2014 marca a volta da Argentina às semifinais de um mundial após 24 anos. Na última vez, a albiceleste tinha uma geração que via em Diego Maradona a principal arma para o tricampeonato, mas que acabou sucumbindo à Alemanha na final. Neste ano, os argentinos dependem ainda mais de um jogador, que vive ótima fase no torneio e pode brilhar ainda mais que o Dieguito.

O ano de 1990 marcou uma boa campanha inesperada da Argentina. Apesar de ter Maradona no comando, e nomes como Caniggia, Batistuta e Burruchaga ajudando, a Copa do Mundo começou com um revés contra Camarões. E a campanha seguiu complicada até a fase de grupos terminar, onde apenas conseguiram um empate contra a Romênia e a vitória contra a extinta União Soviética.

O mundial do Brasil, no entanto, marca o ressurgimento argentino. Liderados por Lionel Messi como um dos maiores de todos os tempos e contando com um ataque tão forte quanto o da época, os hermanos ainda não perderam na Copa do Mundo. Chegaram às semifinais somando cinco vitórias - em todos com decisão do maior craque da atual geração.

Há 24 anos, logo nas oitavas de final, os argentinos tiveram um confronto duro logo nas oitavas de final. Enfrentando o Brasil e tendo a eterna polêmica da água batizada como um ponto forte para a vitória, os argentinos venceram por 1 a 0 e chegaram até a final após duas disputas de penalidades contra Iugoslávia e Itália, respectivamente.

Apesar das campanhas diferentes, o ano de 90 marcava uma geração melhor para os argentinos no quesito defensivo. Com um dos melhores setores da Copa do Mundo, os albiceleste encontraram poucas dificuldades para evitar que sofressem gols, algo bem diferente do que acontece na Copa do Mundo do Brasil.

Com um esquadrão poderoso na frente, que ainda pode ou não contar com a presença do lesionado Dí Maria, a Argentina atual sofre com a defesa, que não passa segurança há tempos. Na atual campanha, os defensores foram criticados por complicar jogos mais fáceis, como contra a Bósnia e a Nigéria na fase de grupos.

Mas há muitas semelhanças nas equipes. Maradona, tido por muitos como maior jogador argentino da história, era o craque e a grande esperança do mundo como estrela do mundial, assim como Messi é hoje. Todavia, Dieguito não brilhou. Apesar de ajudar a decidir a partida contra o Brasil, o craque pouco fez na Copa do Mundo.

Lionel é diferente. Após uma Copa do Mundo como reserva e outra com pouco brilho, o craque resolveu decidir. Em todas as partidas na Copa do Mundo até então o brilhante jogador fez alguma jogada genial que resolveu o confronto em prol dos argentinos, fazendo com que chegassem às semifinais com cinco vitórias em cinco jogos.

É esperado que o atual gênio argentino decida a partida contra a Holanda, assim como também a final, que pode marcar a vingança argentina de 90 contra a própria Alemanha, que a derrotou na ocasião e a impediu de consquistar o tricampeonato.

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