3-5-2 ou 4-3-1-2? O que é melhor para a Juventus de Allegri?
(Fotomontagem: Rodrigo Rodrigues - Editoria de Arte/VAVEL)

Antonio Conte ganhou um total de cinco títulos em três anos como treinador da Juventus, incluindo um impactante tricampeonato italiano, incluindo uma Serie A onde a equipe bateu a marca de 100 pontos. Entretanto, um dos grandes legados do atual técnico da Itália foi a forma de jogar. Bordada em um 3-5-2 pragmático e muito dominado pelos jogadores, a Juve sobrou sob o comando de Conte – e o substituto Massimiliano Allegri quis beber da fonte.

Entre o esquema com três zagueiros já implantado e um 4-3-1-2 moldado à sua maneira, Allegri faturou outros troféus e atingiu a decisão da Uefa Champions League 2014/15. Contudo, qual dos desenhos táticos tipicamente italianos é melhor para a Juventus? A VAVEL Brasil tentará responder.

3-5-2 ou 4-3-1-2?
3-5-2 ou 4-3-1-2?

Dybala, o "9.5" que dispensa um camisa 10

Paulo Dybala está vivendo o seu apogeu pessoal, são 14 gols e oito assistências em menos de 30 partidas com a camisa bianconera. Até acima disso, as atuações do jovem argentino fazem todo o time jogar melhor. A mobilidade, os dribles em direção à área adversária, a capacidade de decidir e os passes do ex-jogador do Palermo conseguem conectar a equipe; ao lado de Marchisio, ele é a ponte fundamental que liga os companheiros.

Foto: Getty Images
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É por isso que a Juventus não precisa de um trequartista, o camisa 10 atrás dos atacantes que o 4-3-1-2 mantém. Mesmo compondo uma dupla de ataque, Dybala é o "9.5" que ajuda na criação de jogadas e ainda aparece na área para a finalização delas. Se um só atleta faz o pesado trabalho de dois, por que não aproveitar isso e assim fortalecer outros setores do conjunto? Este tem sido o pensamento de Allegri, daí surge o trio de zaga e o seu 3-5-2 ganha vida.

Porque o trio de zaga favorece o elenco disponível

Já com a possibilidade de colocar outro zagueiro em mãos, o comandante juventino pode utilizar o elenco da melhor forma. Levando em conta que a Juve possui cinco defensores centrais de bom nível (Barzagli, Bonucci, Chiellini, Rugani e Cáceres), atuar com uma dupla atrás e manter três deles no banco seria algo um pouco inviável e possivelmente prejudicial em algum momento.

Foto: Divulgação/Juventus
Foto: Divulgação/Juventus

Mesmo que Allegri optasse por rodar o dueto titular, dificilmente todos receberiam os minutos em campo que acham merecer, o que a longo prazo poderia afetar bastante a vida de Massimiliano no cargo. Um caso parecido existe nas alas, onde Cuadrado, Evra, Alex Sandro e Lichtsteiner convivem harmoniosamente. Com liberdade para manter uma postura ofensiva à frente e respaldados pela defesa de três homens atrás, os quatro são importantes no jogo bianconero.

A confirmação em números

Os números até podem mentir, mas neste caso eles apenas comprovam a maior eficácia do 3-5-2 sobre o 4-3-1-2 na Juventus. Segundo o confiável site Transfermarkt e seguindo o que foi apurado por nós, a Juve fez seis partidas com o 4-3-1-2, totalizando dois empates, uma derrota para o líder Napoli e três vitórias – 11 pontos de 18 possíveis, 61% de aproveitamento.

Tendo o 3-5-2, a Juventus pisou no gramado em 24 ocasiões, com quatro derrotas, dois empates e 18 triunfos – 56 pontos de 72 possíveis, 77% de aproveitamento. Vale lembrar que às vezes o esquema muda durante o duelo, o que logicamente chegou a ocorrer, mas para a comparação está sendo considerado só o começo.

Sem Chiellini, como deverá ser a Juve contra o Napoli

Giorgio Chiellini está lesionado e não enfrentará o Napoli na decisão antecipada da Serie A, então quais são as alternativas ? Como Cáceres também sofreu contusão e inclusive perderá o restante da temporada, promover a entrada de Rugani para manter tudo como está é uma possibilidade. Contudo, Allegri possui também a opção de jogar no já citado 4-3-1-2, como a Juventus perdeu para os napolitanos no primeiro turno.

Foto: Divulgação/Juventus
Foto: Divulgação/Juventus

Um 4-3-3, utilizado em alguns momentos, também está na mesa. Entretanto, um dos problemas seria ter Dybala como a única referência no ataque, podendo faltar presença na área.

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