Huracán e Atlético Nacional fazem jogo disputado e ficam no empate sem gols

A partida que abriu o mata-mata da Copa Libertadores da América de 2016 foi muito disputada. Rivais da fase de grupos, Huracán e Atlético Nacional se enfrentaram pela terceira vez, apenas nesta edição do torneio. O resultado foi um jogo com poucas oportunidades de gol e as duas equipes empataram por 0 a 0, na noite desta terça-feira, no Estádio Tomás Ducó, em Buenos Aires. A decisão para o classificado às quartas de final vai acontecer na próxima semana, em Medellín, na Colômbia.

Os Verdolagas demonstraram porque terminaram a fase de grupos com a maior pontuação entre todos os times e sem sofrer gols. O técnico Reinaldo Rueda armou um esquema tático baseado na posse de bola e que sofre poucos sustos atrás. Entretanto, o Globo já aprendeu a enfrentar o rival após levar um baile no primeiro confronto entre ambos, que aconteceu em Buenos Aires e que terminou com triunfo por 2 a 0 dos colombianos. A equipe amarrou o encontro e poucas oportunidades de gol aconteceram.

O resultado em Parque Patrícios não deixa de ser bom para o conjunto argentino. O Huracán avança às quartas de final da Copa Libertadores com qualquer empate com gols no duelo da próxima terça-feira, às 21h45 (de Brasília), no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín. Já ao Atlético Nacional resta contar com o apoio dos seus fanáticos torcedores para derrotarem o adversário e seguir no torneio sul-americano. Quem passar do confronto pega Rosario Central ou Grêmio na próxima fase.

O Atlético Nacional pode não ter encantando nesta terça-feira como fez durante a fase de grupos, mas pode alcançar um recorde no jogo que vai acontecer nos seus domínio. Se o goleiro Armani não for vazado contra o Huracán na semana que vem, os Verdolagas vão alcançar a oitava partida sem sofrer gols. O recorde da competição aconteceu em 1977, quando o Boca Juniors não viu nenhum adversário balançar as suas redes. Ou seja, basta ao conjunto colombiano aguentar apenas mais um jogo.

Muita vontade e pouca emoção

Atuando com o apoio da torcida em Parque Patrícios, o Huracán surpreendeu e começou o encontro no ataque. A tentativa de fazer um gol nos primeiros minutos quase aconteceu. Aos sete minutos, o camisa 10 Montenegro arriscou da entrada da área. A finalização saiu fraca, mas com tanta gente no meio do caminho, o goleiro argentino Armani teve dificuldades para agarrar a bola. Na sequência da defesa, Ábila e Mejía se estranharam na área, trocaram empurrões e receberam cartão amarelo.

O técnico Reinaldo Rueda poupou alguns titulares da equipe, como o caso do ex-romanista Victor Ibarbo, que começou o jogo em Buenos Aires no banco de reservas. Ainda assim, o Atlético Nacional conseguiu manter seu estilo de jogo e toque de bola. O problema foi que os atletas pouco criaram. Quem teve a melhor chance dos primeiros quarenta e cinco minutos foi o zagueiro Mancinelli. Aos 42 minutos, o defensor do Globo aproveitou sobra na área após cobrança de escanteio e chutou por cima do gol.

O segundo tempo continuou com a mesma proposta de ambos os lados. Os donos da casa apostando no centroavante Ábila e os colombianos buscando envolver o adversário através do toque de bola. Ambos tiveram dificuldades. O centroavante argentino quase sempre era apontado em posição irregular. Já os Verdolagas não ameaçaram a meta defendida pelo goleiro Díaz. A partida mudou um pouco após a entrada de Ibarbo no lugar de Ruiz na última metade da etapa final.

Os visitantes passaram a ficar massivamente com a posse de bola no campo de ataque. Mais insistente, o Atlético Nacional conseguiu criar algumas chances com o meio-campista Guerra. A melhor delas aconteceu aos 44 minutos. Após boa troca de passes, o camisa 18 venezuelano arriscou de fora da área e a bola saiu por cima do gol com muito perigo. A resposta do Huracán aconteceu no minuto seguinte, com Armani fazendo difícil defesa após desvio de Mancinelli em cobrança de falta. Assim, o jogo terminou empatado sem gols.

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