Jovem geração da França corresponde às expectativas levando seleção para semifinal

Marcada por jogadores jovens e com descendência de outros países, nova geração francesa desponta como uma das mais promissoras dos últimos anos

Jovem geração da França corresponde às expectativas levando seleção para semifinal
AFP/DIMITAR DILKOFF/GETTY

A seleção francesa entra em campo na Rússia nesta terça-feira (10) contra a seleção belga em busca de uma vaga na final da competição. Para muitos nos últimos anos o adversário francês teve sua melhor safra de jogadores da história. Que a equipe da Bélgica tem como sua marca uma jovem geração todos sabem, mas o que poucos falam é da também ótima safra francesa.

Os Franceses tiveram que aprender com os fracassos no decorrer de sua história, e a aposta em jovens atletas deu frutos. O maior exemplo disso foi o titulo de 1998 frente ao Brasil na final da Copa do Mundo realizada na França. O time francês venceu a forte seleção brasileira com uma atuação brilhante do que viria a ser um dos maiores, se não o maior, jogador da França, Zinédine Zidane. Na época com 26 anos, o jovem talento já estava indo para sua segunda Copa, e enfim conquistou o tão sonhado título mundial da França, feito que nem Platini conseguiu realizar.

 Vinte anos depois e a história parece se repetir. Apontada como favorita para erguer a taça no próximo dia 15, a França chega forte para o duelo contra os belgas e  também com muita moral após mostrar um ótimo futebol durante todo a competição. Com atuações de gala do promissor Kylian Mbappé de apenas 19 anos, e do também jovem mas experiente, Antonie Griezzman, a França já soma até aqui 9 gols marcados e 4 sofridos, com quatro vitórias e um empate que ocorreu na fase de grupos contra a Dinamarca. 

Além de Mbappé a seleção conta com outros jovens, tais como: Dembélé, Umtiti, Tolisso, Pogba, Varane, Pavard, entre outros. Com isso, a promissora geração francesa fica com uma média de idade de 25 anos, sendo uma das mais jovens do torneio.

Dentre os convocados é interessante destacar a participação de atletas com descendência de outras nacionalidades. Vale lembrar que isto é comum para os franceses, que tem para muitos como seu maior ídolo o Zidane, atleta com raízes argelinas. Mbappé, por exemplo, é descendente de argelinos e camaroneses. Outros atletas também tem situação parecida, não somente do lado Francês mas também pelo lado Belga. Ao todo são 20 jogadores com descendência africana atuando nas duas equipes nacionais.

Dentre esses atletas o que se pode ver é o destaque que eles alcançam. Umtiti, por exemplo, é titular na zaga do Barcelona com apenas 24 anos de idade e tem como companheiro de time, e também de seleção,  Ousmane Dembélé, outra jovem promessa do futebol francês com raízes africanas.

Se espera que os atletas correspondam a pressão que lhes foi imposta para o jogo de amanhã, principalmente para muitos poderem participar de sua primeira final de Copa do Mundo ainda tão jovens. O fato é que as expectativas nesta geração, tão boa quanto a que foi campeã em 98, estão sendo sanadas pelos jogadores que, até aqui, aguentaram o tranco frente a fortes seleções, como o duelo vencido nas oitavas de final contra o Uruguai.

A esperança de voltar com o troféu é grande mas o que vem sendo importante é a manutenção do time e o pensamento a longo prazo, o que hoje parece ser a formula ideal para estar no topo do planeta em uma oportunidade a cada quatro anos.