Emocionado, Alexandre Kalil exalta título e dedica ao pai, Elias Kalil
Alexandre Kalil chora após conquista (Foto: Reprodução/SporTV)

Poucos atleticanos sofreram como ele. Também pudera, assumiu um clube sem dinheiro, sem presidente (Ziza Valadares renunciou em 2008), e teve coragem para gerir o Atlético-MG, na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, e leva-lo ao título da Taça Libertadores da América em 2013. 

Alexandre Kalil sempre foi figura presente no Atlético. Desde que seu pai Elias Kalil era presidente do clube, entre 1980 e 1985, Kalil carregava consigo o fardo que era administrar um time de massa, e com grandes jogadores. Em 2008, foi eleito presidente do Galo, com a ingrata missão de tirar a agremiação da prateleira mais baixa do futebol nacional, além de montar um elenco competitivo. 

E durante este tempo, fez-se justiça. Kalil quase conseguiu o Brasileirão de 2009, e brigou contra o rebaixamento nos anos de 2010 e 2011. Este último ano, foi a temporada em que Alexandre Kalil trabalhou para montar um novo elenco, mais forte, mais encorpado técnicamente, para que em 2012, o time desse as alegrias que tanto almejou, e festejou juntamente com seu pai. 

Em 2012, conqustou o Campeonato Mineiro, e foi vice-campeão brasileiro, perdendo o título para o Fluminense. Mas, Alexandre Kalil não se abateu. Confiava naquele grupo de jogadores, e também no técnico Cuca. Realizou contratações pontuais em 2013, para brigar pelo torneio mais sonhado pelos grandes clubes brasileiros: a Taça Libertadores da América. 

Depois de uma campanha suada, brigada, com fortes emoções, com jogos que fugiam de qualquer bom senso, o Atlético chegou ao título após vencer o Olimpia do Paraguai por 2 a 0, no tempo normal, e 4 a 3, na disputa por pênaltis. 

Kalil dedicou o título da Libertadores deste ano a seu pai, que teve a mesma chance em 1981, mas foi perdido para o Flamengo, ainda na fase de grupos, em uma partida polêmica no Estádio Serra Dourada. "Eu estou muito feliz, quero lembrar do meu pai, não consigo parar de pensar no meu pai, não consigo parar de pensar nele. Este título é dele, porque roubaram um título dele. E nós trabalhamos para não sermos roubados, porque ele me ensinou, e muito, o tamanho do Atlético Mineiro", declarou às lágrimas.

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