Se titular, Alisson será o goleiro mais novo a enfrentar Argentina pela Seleção Brasileira na 'Era Dunga'
Alisson estreando como titular da Seleção, contra a Venezuela. Foto: Rafael Ribeiro / CBF

O nível dos goleiros brasileiros titulares em seus respectivos clubes no Brasil está tão alto, que há anos não se via uma disputa tão acirrada pela titularidade na posição. Alisson, do Internacional, Cássio, do Corinthians, e Jefferson, do Botafogo são os nomes da vez. Antes de Cássio ser chamado, Marcelo Grohe do Grêmio era presença constante nas listas do técnico Dunga, jogou dois amistosos como titular, se destacou, mas acabou sendo cortado por lesão antes do último jogo das Eliminatórias. Depois disso perdeu espaço na seleção canarinho.

Foi então que Dunga, com orientação de Taffarel, surpreendeu ao escolher o jovem Alisson, de apenas 23 anos, para ocupar a vaga contra a Venezuela. E o garoto que passou rapidamente de terceiro goleiro para a primeira opção soube aproveitar a chance, teve uma boa atuação e não se incomodou com a pressão, apesar do nervosismo comum de estreia. Conquistou não só seus treinadores, mas também parte da torcida. “Parte” porque muitas pessoas acreditam que Jefferson seria o nome ideal para a posição, independente se está atuando um nível abaixo – Série B – de seus companheiros. Mesmo assim, a decisão da comissão técnica deverá ser mantida para o próximo jogo, embora contrarie alguns torcedores.

Na Era Dunga, sete goleiros diferentes já foram convocados – Diego Alves, Neto e Rafael Cabral, além dos citados acima. De todos Alisson é o mais novo, um mero detalhe, pois desbancou os sete em questão de meses. “Eu sempre falei que todos os jogadores que estão aqui têm condições de jogar. O Taffarel também jogou muito novo”, disse Dunga.

O próprio Taffarel fez questão de exaltar o momento do goleiro: “Alisson ganhou a posição porque mostrou nos treinos que está em excelente forma. Ele deu confiança ao Dunga, jogou bem e ainda dará muitas alegrias ao torcedor brasileiro vestindo a camisa da Seleção Brasileira”, elogiou.

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Já é de praxe o goleiro conquistar seu espaço rapidamente por onde passa. No Internacional, passou pelo próprio irmão (Muriel) e por Dida. Para assumir a titularidade, na época com Abel Braga treinador, contou com a expulsão de Dida na inesquecível goleada de 5 a 0 para a Chapecoense e com a lesão de Muriel. A partir daí não saiu mais do time principal.

É o goleiro que há tempos o Inter procurava, o novo Taffarel. Dificilmente você o verá cometendo falhas e, já provou que é craque em defender pênaltis. As boas atuações levou o clube a ter vontade de fazer de Alisson o novo Rogério Ceni, em relação a permanecer por muitos anos em Porto Alegre. Uma missão difícil, pois grandes times europeus já estão rondando o jogador.

Desde que virou titular, chegou até a semifinal da Libertadores de 2015 e salvou o Colorado em diversas circunstâncias. Virou xodó da torcida. Tudo isso o fez chegar ao lugar mais alto: Alisson é, merecidamente, o novo goleiro da Seleção Brasileira de Futebol.

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