Após sete anos preso, goleiro Bruno consegue habeas corpus no STF e deve ser liberado

Preso desde 2010 após ser acusado de assassinato, o goleiro Bruno está próximo de deixar a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), de Santa Luzia. Isso porque o Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu, no fim desta quinta-feira (23), um habeas corpus que permite a saída do atleta.

A informação foi confirmada pela assessoria do STF, na manhã desta sexta-feira (24), e pelo advogado de Bruno, Lúcio Adolfo, que aguarda pela saída de seu cliente já na porta da Apac. Em entrevista ao jornal Estado de Minas, o defensor afirmou que o documento já está na Vara de Execuções Penais de Santa Luzia e a expectativa é que o goleiro deixe a prisão por volta das 12h.

Marco Aurélio Mello, por meio da assessoria do STF, justificou a decisão pelo fato do recurso estar há três anos sem ser analisado. Assim, o goleiro irá aguardar a decisão final em liberdade.

Entenda o caso

Bruno Fernandes foi acusado pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samúdio, mãe de seu filho, o Bruninho. O fato ocorreu em 2010, na época em que atuava pelo Flamengo, mas o goleiro foi julgado em maio de 2013, sendo condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, sendo 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado. O jogador foi considerado o mandante do crime, mas teve a pena reduzida após confissão.

Bruno passou cinco anos entre as penitenciárias Nelson Hungria, em Ribeirão das Neves/MG, e Francisco Sá, em Montes Claros, também em Minas. O jogador, no entanto, ganhou o benefício de ser transferido para a Apac, em Santa Luzia, onde passou a trabalhar e a treinar com outros detentos nas horas vagas, entre outros benefícios.

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