Campello propõe redução de taxa para admissão dos sócios e angaria empréstimo de R$ 50 milhões

Após anunciar anistia para os sócios estatutários, Campello propõe redução no valor da joia, visando os sócios gerais; empréstimo também está na pauta da reunião

Campello propõe redução de taxa para admissão dos sócios e angaria empréstimo de R$ 50 milhões
(Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

O Vasco tem marcada para a próxima segunda-feira (6), uma reunião do Conselho Benemérito, que é presidido por Eurico Miranda, para discutir dois assuntos importantes para o clube. O primeiro seria referente a um empréstimo que o presidente Alexandre Campello busca adquirir, em torno de R$ 50 milhões. Além disso, o mandatário Cruz-Maltino busca também a redução da taxa de admissão (também chamada de joia), para R$ 750 reais, ao invés dos R$ 2 mil atuais.

Esta reunião com o Conselho de Beneméritos tem viés meramente consultivo, servindo como termômetro para a votação no Conselho Deliberativo, esta sim com real valor de importância. Na atual conjuntura política do Vasco, nenhuma corrente possui larga vantagem.

O intuito do empréstimo é garantir que o Vasco chegue até o fim de 2018 fechando todas as responsabilidades rigorosamente em dia. Os dirigentes esperam que este seja o único adiantamento até 2020 (até o momento, o clube tem cotas adiantadas até junho de 2019).

Para conseguir o empréstimo, o Vasco pretende ceder como garantia uma cota dos direitos de televisão (referentes aos valores de pay-per-view). É desta forma, que está formalizado no edital de convocação do Conselho de Beneméritos, inclusive.

Curiosamente, ainda no início de 2018, o presidente vascaíno propôs e conseguiu a aprovação do aumento da taxa de admissão para a categoria de sócio geral para R$ 2 mil (quando foi fechado, em 2015, o plano de sócio geral possuía taxa de admissão de R$ 200). Para muitos dentro da política do clube, o estatuto permite que Campello decida o valor da joia sem necessitar se submeter à votação nos conselhos. Mas, com toda a atmosfera política que vive o Vasco, o presidente optou por referendar a opção através dos outros poderes do clube.