Irritado com empate, Mozart debocha de críticas sobre hashtag: "Nem sei o que isso significa"
Mozart na partida contra o Vila (Foto: Divulgação/EC Cruzeiro)

A situação do Cruzeiro na Série B 2021 só parece piorar. Como se não bastasse os maus resultados, um drone sobrevoou o estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, o OBA, na partida contra o Vila Nova com um fantasma levando uma faixa provocativa em alusão a um possível rebaixamento da Raposa para a Série C, escrito “vou festejar”. A imagem foi captada na transmissão do Premiere. 

Fantasma da C sobrevoou o Cruzeiro no jogo contra o Vila Nova (Foto: Reprodução/ Premiere)
Fantasma da C sobrevoou o Cruzeiro no jogo contra o Vila Nova (Foto: Reprodução/ Premiere)

Na coletiva após o empate em 0 a 0 em Goiânia, o técnico Mozart disse que encara as críticas como forma de fortalecer o trabalho. A situação dele não é das melhores, uma vez que o cruzeirense já parece estar na última cota de paciência com o comandante. No entanto, ele diminuiu o impacto das mesmas e falou não ter conhecimento sobre hashtags pedindo a sua saída:

"Estou aqui há dois meses e acho que a crítica é normal e natural. A insatisfação da torcida é normal, também estamos assim. Na minha opinião, poderíamos ter pelo menos seis pontos a mais. Com relação a hashtag, nem sei o que significa. Rede social não é minha praia. Não tenho para não perder o foco no que é importante, que é o que prego desde o primeiro dia. É esse caminho que vai nos tirar da situação incômoda. Ao menos, é o que acredito", disse. 

Problemas com a bola

No decorrer da entrevista, o técnico do Cruzeiro ficou desconfortável com uma pergunta sobre o desempenho ofensivo da equipe em jogos contra equipes que se defendem bem. Segundo ele, a Raposa têm produção, o problema estaria na hora de finalizar:

“Discordo da pergunta. Uma equipe que cria cinco chances claras não é por falta de repertório. Claro que entramos com a bola direta algumas vezes, por diversos fatores. Tínhamos um jogador de referência justamente pelo campo não ajudar. Em um jogo, dificilmente você cria mais de cinco chances. Não conseguimos ser efetivos na hora de finalizar. É difícil vir aqui falar que os jogadores se entregaram, defenderam, competiram. É um momento que a bola não está entrando, e pretendemos reverter isso", concluiu.

Jejum de vitórias

No final, ainda sobrou tempo para uma análise sobre os resultados ruins. Quanto a isso, Mozart disse que ‘o futebol é assim mesmo’, mas ressalta que não está contente com a sequência ruim:

“Me frustram os resultados negativos, de seis empates e duas derrotas. As críticas menos, pois estou em um grande clube, passível de elogias e críticas normais na minha profissão. Me fortaleço e isso me dá motivação. Acredito na nossa recuperação. Fica um gosto amargo do empate pelo que produzimos. É um clichê, mas o futebol é assim mesmo. Tenho que continuar cobrando e os jogadores tentando. Só nós podemos reverter, A crítica é natural e, como ex-atleta, vive bons e nem tão bons momentos. Temos que buscar força lá de dentro para sair desse momento difícil.”

O Cruzeiro volta a campo nesta sexta-feira (30) contra o Londrina, no Mineirão, em Belo Horizonte. 

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