Volta no tempo: Erros repetidos que levaram o Santa Cruz ao rebaixamento

Atrasos de salário, defesa ruim e mau desempenho fora de casa são alguns desses fatores

Volta no tempo: Erros repetidos que levaram o Santa Cruz ao rebaixamento
Constantino Junior fez parte do planejamento desastroso (Antônio Melcop/Santa Cruz)

O Santa Cruz não está oficialmente rebaixado no Campeonato Brasileiro 2016, e apesar da vítoria no último domingo, contra o América-MG, o discurso de jogadores e principalmente da diretoria deixam claro que o foco agora está em 2017. Com o rebaixamento iminente, fica claro que o Santa Cruz não repetiu o sucesso das gestões em divisões anteriores e voltou para a elite do futebol brasileiro repetindo alguns erros de 2006, ano do primeiro rebaixamento. A expectativa da torcida tricolor é que esses erros não se repitam nos anos seguintes.

Aqui vão alguns deles:

Manuntenção da base

Assim como em 2006, o Santa Cruz cometeu esse mesmo erro em menor escala. Constantino Júnior, diretor de futebol, manteve grande parte do elenco, inclusive aumentando salários de alguns jogadores, de uma competição de nível muito menor para o ano seguinte. No começo do campeonato, a estratégia deu certo, colocando o time na liderança por algumas rodadas. Entretanto, a Série A se mostrou implacável com isso ao longo da campanha do tricolor.

Salários atrasados

Não tem sido costume do Santa Cruz nos últimos anos essa prática, mas os atrasos nos salários de funcionários e jogadores esse ano parecem uma volta no tempo. Se olharmos para 2006, veremos que a única coisa mudada nesse quesito foi o calendário. Há dez anos, inclusive, houve greve de atletas e servidores. Além do fato de que todo trabalhador deve receber pelo que trabalhou, é redundante falar que isso também foi fator primordial nos dois rebaixamentos.

Alírio Moraes cometeu erros de gestão anterior. (Foto: Antônio Melcop/Santa Cruz)
Alírio Moraes cometeu erros de gestão anterior. (Foto: Antônio Melcop/Santa Cruz)

Pior defesa do campeonato

Sem trazer reforços de peso para a defesa, o Santa conviveu com outro problema do rebaixamento anterior: teve a pior defesa do campeonato. Em 2006, foram 76 gols sofridos e, faltando quatro jogos para o fim da Série A, já são 59. Números impossíveis de sustentarem qualquer time na primeira divisão. O único alento do ano fica por conta de Néris, zagueiro destaque do time.

Pior campanha

O que pode deixar a campanha menos vergonhosa do que a anterior é se o Santa somar mais dois pontos, superando a pontuação de 2006, quando ficou com apenas 28 pontos em toda competição. Outra coisa é se livrar da lanterna, que disputa com o América-MG.